Aí está uma caso que deixa qualquer ser humano que se preze estupefacto com tamanha desumanidade.
O nosso compatriota, co-piloto do avião que foi apreendido na Venezuela, ficou por lá.
Ninguém sabe porquê ...e ele está por lá...ficará por lá.
Com sucessivos adiamentos do julgamento, está bom de ver, a selva selvátiva em que se encontra a justiça,
ou algo parecido com isso, naquele País.
Tudo indica que aquele nosso irmão de País estará inocente.
Sabe-se, porém, de todo o tipo de pressões que os nossos diplomatas têm exercido.
Estou com este discurso para, em primeiro lugar, manifestar a minha solidariedade para com um de nós.
Está lá, e se juntarmos esforços tudo poderá mudar.
Em segundo, serve esta situação bizarra para termos a noção que, apesar de tudo,
o nosso querido País é um edifício em permanente construção, que é melhorado dia a dia por todos nós.
Cada um de nós é tão importante como todos juntos em estado de nação.
Podemos ter muitos defeitos, e outros a apontar...
Mas orgulho-me de viver na Europa com tudo o que isso implica.
quinta-feira, outubro 13, 2005
O caso de um de nós
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João Gil
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quarta-feira, outubro 12, 2005
Por uma causa
Fosse eu Deus por um momento, daria umas sete vidas e mais outras tanto,
acrescidas de uma força invulgar, a Mr. Kofi Annan, sem no entanto denunciar a minha subtil acção,
não fosse o Diabo por sua vez...
Ao ser medalhado em Portugal, retribuímos todo o esforço e empenho na questão Timorense,
assumindo da nossa parte a importância que reconhecemos nas Nações Unidas.
Achamos bem!!
Alongando o zoom, eu, o tal Deus, daria um fôlego extraordinário ao dirigente em causa,
para a implementação das Nações Unidas e reforma do seu conselho de segurança, como única boia de salvação possível.
Pensem só no que seria a barbárie...se não houvesse nada...nada!
Precisamos de regulamentos e regras de entendimento globais.
Assim saberemos a todo o instante, porque, como, contra quem, a favor de quem, marcham os canhões.
Será que todos juntos, saltando ao mesmo, gritando em uníssono, além de fazer estragos ambientais,
também adquirimos a força de um Deus?
À nossa imagem?
Esta é uma grande causa.
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João Gil
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11:22 da tarde
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Sumo de tomate
Sem querer branquear ou perdoar seja o que for:
Os cowboys, os padrinhos, os caciques, os rapazes dos partidos, o pagamento das facturas,
a incompetência, e toda a merda que nos rodeia...não devemos tomar isto pelo todo, sob pena de andarmos à velocidade
de alguma imprensa que precisa de vender tudo ou quase tudo.
Não é justo confundir os nobres anseios de quem protesta com a notícia especulativa de uma manchete por provar.
Os tugas como nós agitam-se e mobilizam-se nos compassos emocionalmente activos.
Tal como uma criança, apenas temos de relativizar e dissociar o sangue do sumo de tomate.
- Não tenhas medo!!
- É apenas um écran.
O futuro será inevitavelmente melhor.
Olha-se o planeta em redor, e...o que dávamos em troca por uma vida perdida.
Os menores violados e assassinados em Portugal, as vítimas dos desastres naturais em todo o lado,
as vítimas dos atentados
Trocava estes nossos "problemazitos" por uma outra realidade.
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João Gil
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12:00 da manhã
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segunda-feira, outubro 10, 2005
A oeste o costume
Nada de novo.
Mais do mesmo.
Sem surpresas.
As reacções aos resultados denunciam os seus autores e propósitos.
Aquilo que se pensava, confirmou-se.
No acto do crime e da delinquência, reside a notícia.
É de tempo dos jornalistas se autoquestionarem.
Para quem trabalham afinal?
O meu País tão arrumadinho...
Tão querido...
Ó......
Todavia....o sol....o azeite....o vinho.....as moças.....o benfas....o mar....
a língua....os amigos....a música....a família......
a areia......a primavera.....o eclipse..................................................................................................................................
Stage Coach
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João Gil
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1:27 da manhã
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domingo, outubro 09, 2005
Dia de Santa Votação
Acordo estremunhado, desvio a cortina.... chove finalmente!
Sorrio cá pra mim, e penso:
- Isto começa bem.
Como é um dia especial, domingo, dia do Senhor, manda a tradição, apesar de à missa já não ir,
vestir uma fatiota ajustada à ocasião e cuidar da popa e marrafa de criança nascida lá no interior montanhoso.
- Tem que se lhe diga.
Lá votei, distribuindo sorrisos a toda a família da freguesia de S. João de Deus, que se cumprimenta educadamente,
nestes dias de casamentos, funerais e outros ais.
E agora é esperar para ver quem ganha:
"Os mafiosos" que apesar de presumíveis inocentes, atentam contra qualquer princípio de ética?
E se ganharem?
Como é que nos posicionamos a partir de hoje em Portugal?
Vamos a Tribunal e revemos o regime de casamento entre Portugueses,
exigindo a separação de bens ?
Ou vamos já para divórcio litigioso e entregamos de volta o B.I. ?
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João Gil
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5:58 da tarde
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sábado, outubro 08, 2005
Dia de São Reflexão
Reflexão
Inflexão
Terreno inflexioso
reflecte a fléte
inflecte a cléte
reflecte refléte
inflecte infécte
mais flexível
mais inflexível
Infectível
estou-me a flétir
não reflitas
reflecte.
Qué felô
tô afli
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João Gil
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sexta-feira, outubro 07, 2005
Pão prá boca
Eu cá vivo em Lisboa.
Faça sol ou faça chuva:
Vou votar.
Aliás, voto sempre, nem que seja em branco, apesar de, muitas vezes, o meu querido voto ser confundido
com o acto de "vandalizar" o boletim da cruz, ou até de apanhar sol, coisa que me irrita solenemente os pêlos e afins.
Dir-se-á :
- Apanhar gambuzinos é sempre um acto extremamente político!!
Reconheço... mas, caramba!
Vou lá, não?
Dá trabalho, está previsto na Democracia.
Sim, sei, somos poucos, e por isso não existe maneira de expressar a nossa revolta, de evitar o saco
azul da reserva de consciência...
O ostracismo aos inoportunos!!! Gritam!
Mas... com estes ouvidos que a terra há-de comer ouvi da boca do candidato Carmona o seguinte:
- "Eu gosto mais da cidade de Lisboa do que de mim próprio".
Juro que ouvi.
Isto é um dado novo.
É uma declaração de amor.
Venha de onde vier, goste-se ou não, seja de que partido for, direita ou esquerda, é uma declaração de assinalar.
Só que isto foi dito na penumbra da off entrevista.
Na RTPN...
Precisamos de alguém que nos ame.
Que o diga.
Que o demonstre.
Uma visão fiel e verdadeira de um visionário.
Acreditem, mais do que o túnel, precisamos do próprio do Marquês.
Como de pão prá boca.
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João Gil
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12:02 da manhã
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quinta-feira, outubro 06, 2005
Filarmónica à vista

Foto: Vasco Gil
(Telheiras, 16 Setembro 2005)
[podem enviar as vossas fotos]
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Baggio
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8:42 da tarde
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terça-feira, outubro 04, 2005
Puzzle
Ontem demos início aos ensaios para o "Romeu e Julieta", que lá para Novembro
irá ver a sua luz no teatro S. Luís.
Não direi sobre isto muito mais para já.
Deixo-vos no entanto o quanto de felicidade e algum "receio" sinto pela tarefa
de compor para uma guitarra, o que é sempre um "ruído" no meio do universo do
falecido sr. Shakespeare...um dos seres humanos que mais se confundiram com Deus.
Depois, eram para aí umas 7 e picos, tunga!
Estádio da Luz, armado de bifana e binho a fingir no copo de papel de coca-cola.
Sou apanhado no corredor e comunico ao País pela "Sportv" ( não é para todos )
Assumo que tenho um pé no Benfas, outro no Belém, e outro ainda no Sporteiiing da Covilhã.
Lá ganhámos!!
Estranho o meu puzzle. Pleno de relações aparentemente utópicas e inexistentes,
de velocidades e gravidades diferentes...o peso...a massa...Bah!!
Ouvi dizer que o prémio Nobel da Paz dá esta semana 1 milhão de euros.
Bora lá prencher o boletim.
Que venha ao menos para um Português como eu, não eu...
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João Gil
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12:27 da tarde
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domingo, outubro 02, 2005
Fragmentos
Os fragmentos de um fim de semana amontoam-se numa pilha disforme e difusa.
- Os suícidas de Bali, e a ideia que há coisas que nos escapam.
- O sucesso do euromilhões em Portugal, coisa normal para quem hipoteca o futuro à mercê da sorte do acaso.
- A cruz de Peseiro, e a confiança no guarda Ricardo, em redes nacionais.
- O peso desmesurado do futebol, no vazio de lixo do mar de sangue, que alimenta a nossa sede de morte.
- As interrogações de Marcelo: Votará o povo naqueles personagens?
- A perplexidade do porquê das legendas no telejornal do canal 1, quando, num depoimento feito por um imigrante vindo
de África, num português perfeitamente normal, descreveu o processo e o custo de uma tentativa frustrada.
Quem foi o imbecil que achou que um "assaltante" não se faz compreender?
Ocorreu-me, no entanto que dar um nome ao peixe limpa-vidros, pode ditar a sua morte, ele, o peixe negro,
que, de quando em vez, surge fora de horas, almeidando meticulosamente as paredes do aquário, ele, que se esquece de tudo num segundo, donde veio, ou para onde irá... ele preocupa-me...O Ajax...
É ou não determinante, a memória como razão de ser...um ser.
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João Gil
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11:43 da tarde
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O outro império
Um dia, hei-de ir a Cabo Verde.
Faz parte de nós.
Nós fazemos parte dele.
É como ir aos Açores.
É como ir à Madeira.
Será?
Bom....
Como de costume, aproveito o vegetanço na viatura,
para colocar em dia a escrita e actualidade relativa, que as rádios nos oferecem.
Acima de tudo a sua voz, a sua companhia.
Já não é mau...
Ouvi uma morna cantada pela Nancy Vieira, acompanhada por um grupo de guitarras de lisboa,
e não vi nenhum choque ou contradição, nem sequer qualquer tipo de aproximação forçada ou imaginária.
Afinal, tudo aquilo que apenas, e somente, a música consegue:
Juntar os Povos.
Mas...aqui há outra coisa....
Será chocante, ou já vos passou pela cabeça, que podíamos ter o mesmo hino?
Já imaginaram que esta realidade pode ser possível, se os dois Povos assim o desejarem?
Não será este um novo tipo de descobrimento?
O não neo-colonialismo.
A aceitação de uma nova europa...o cumprimento dos mares?
Um novo tipo de mensagem?
Se a razão é determinada pelas emoções, como muito recentemente se acredita...por mares de Descartes múltiplos...correctamente navegados, por bravos e tantos oceanos...
diria eu, filósofo de pacotilha, que:
NA MÚSICA, TAL JÁ ACONTECE.
O FADO E A MORNA SÃO PARENTES.
ok?
Ah!
Afinal, o Fado sempre se dançou...
Bem me parecia.
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João Gil
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1:42 da manhã
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sexta-feira, setembro 30, 2005
Onde estás?
O que seremos na realidade ?
Algures...por entre olhares de outros ?
Ou na imagem deformada do espelho da cómoda ?
Que sinais damos de nós ?
A que tribo pertencemos ?
De que tempo ?
É de alguém este leve cheiro a rosas que adivinho do mar ?
Estás para chegar...pressinto-te.....
E porque não paras de chorar ?
Estou aqui !
Sorri.
Ray Mews
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João Gil
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12:24 da tarde
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quarta-feira, setembro 28, 2005
Falamos depois tá?
Almoço e bazo rapidamente para o casino, ensaiar para o directo de hoje à noite,
no evento organizado pela Fundação Luso-Brasileira.
Faremos a Ala com o Zeca Baleiro que é um personagem de se lhe tirar o chapéu.
Bom, até aqui nada de novo, mas na origem deste post fica a sensação de um já visto e revisto
que se irá repetir por aí fora.
Desde há longos anos que os músicos Brasileiros vêm a Portugal fazer e divulgar o seu trabalho rotineiramente.
É bom que se falem abertamente destas coisas, sem alegorias ou arredondamentos adjectivais.
Não se podem queixar.
São recebidos por todas as televisões, são entrevistados pela imprensa, são acarinhados pelo público em geral.
O contrário nunca aconteceu, e existem muitas razões que explicam isso.
Dois pensamentos distintos, carregados de tranquilidade absoluta, marejados de suavidade climática:
- Nós, Portugueses, estamos bem graças a Deus.
É normal. Gostamos de música Brasileira, e ainda bem.
Aliás, em tempo de convulsões afectivas e emocionais, liga-se a radio, e lá está:
Aquela canção suave que parece que foi feita para nós.
Você....la lala lalalala...
Estou com pressa, mas volto a este assunto fássinantchi.
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João Gil
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12:51 da tarde
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terça-feira, setembro 27, 2005
A primavera
" Enquanto tu e eu
Tivermos lábios ou vozes
Que servem para beijar
E cantar
Que importa
Que um qualquer filho da mãe
Invente um instrumento
Que sirva para medir
A primavera "
E.E.Cummings
Abbas Kiarostami
Nada como enfrentar o outuno e o inverno rigoroso que aí vêm,
na ideia que o verão é uma exaustão de primavera.
Andamos por aí , de Filarmónica às costas, apregoando sufocos...
Nas algemas da liberdade.
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João Gil
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12:17 da manhã
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segunda-feira, setembro 26, 2005
Sagitário
Não é de agora.
Sempre tive dificuldade em dormir.
Desgraçadamente.
Por isso, sigo à risca os conselhos de nunca ler jornais à noite.
É arriscado ir para a cama com todo tipo de problemas que assolam o panorama.
De facto....
Então, para descomprimir, dei por mim a ler a coluna do Tarot // Maya, a propósito do meu signo Sagitário.
O Sol. ( não damos hipótese )
E diz:
"O SOL aumenta a sua energia e reforça convicções. Contudo tenha em conta que
não deve pressionar pessoas ou situações;....."
Já desconfiava.
Fogo!
- Donde vem tanta criatividade?
- Semanas após semanas?
- Como é que se traduzem os astros para a linguagem tucátulá?
e continua:
"......mas tudo indica que acabarão por reconhecer o seu valor".
Obrigado!
Muito Obrigado Maya.
Estamos aí.
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12:20 da manhã
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quinta-feira, setembro 22, 2005
Chão limpo
-À pergunta :
- O equinócio foi ontem ou hoje?
Devolve de seguida a Margarida com o tom e ar de seu costume gozona:
- Porquê irmão, sentes-te equinociado?
- Sim sim....claro...a desgraçada.
Fiquei a pensar...o dia fica igual à noite...a noite igual ao dia... a coisa vai decrescer, e...
É o tempo de enterrar o verão.
O tempo de encaixotar as memórias recentes ou ainda.
Vem aí o frio?
Se vier que venha.
Será bem recebido.
Esperaremos por ele com aquele enfadado aparente, à beirinha de um sorriso.
Tristes de fingimento.
Nós,.. ah ah!!,
Os espertalhões e sabidolas, seguidos de pontos e vírgulas, plenos de interrogações;;;????
Não podemos jogar tudo numa cartada.
Quem vier , que descubra para seu espanto, que afinal por baixo do nosso tapete,
o chão ...
Está limpo.
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João Gil
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quarta-feira, setembro 21, 2005
Verdade ou consequência?
Continuando.......para que não apague ou modifique, como a tentação de Estaline que fazia "evoluir" o conceito
de fotografia, prática que se mantém nos dias de hoje...branquear....
Agora...tens de dar um beijinho na boca...
É tão dificil o mundo dos "grandes"
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João Gil
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11:37 da tarde
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Um joguinho de criança
A candidatura de Fátima Felgueiras dobra halteres tão pesados que suam o músculo mental.
Ó Ó !!!
Sempre inocente à partida, apesar de ter fugido, e mesmo que "livre" e ovacionada em sentença final,
é obviamente um problema de justiça.
No momento em que se "entrega" em plena campanha eleitoral, e se candidata....
É um problema de todos.
Então vá,
tatatitatata....nhenhenhenhenhe....
Um joguinho de criança:
Esperteza ou inteligência?
Ética ou descrédito?
Lata ou pudor?
Coluna vertical ou hérnia cervical?
Saúde ou doença?
Direito ou direito torto?
Dignidade ou outra coisa qualquer?
Credibilidade ou falta de respeito?
Ingenuidades democráticas ou "crimes" perfeitos?
Alguém que mourinhe a cena.
Deixo ao vosso critério.
( "mourinhar" - infinito do verbo que designa a capacidade do ser humano em antecipar o seu futuro)
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João Gil
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7:18 da tarde
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terça-feira, setembro 20, 2005
Viva a Z.d.B.!!!
Atenção!
Muita Atenção!
Algo de novo, embora já não muito novo, acontece no Bairro ( alto ).
A Z.d.B. e não digam que não vos avisei.
Um dos sítios mais misteriosos da cidade de lisboa.
É aproveitar!!
E nunca são restos de colecção!!
Nunca estão em saldo, porém é acessível.
Tem um belo Moscatel, que, servido pela Sónia, a sardenta da guitarra portuguesa, tem outro significado.
Acontece de tudo, e do melhor.
Um dia, acidentalmente, vi um filme de Edgar Pêra, simplesmente delicioso, acompanhado de acordes enigmáticos dos
" Dead Combo "
A projecção deu-se numa parede branca, imperfeita no seu reboco.
Franzi a minha ruga, aproveitei e, aprendi algo novo.
É entrar Senhoras e Senhores !!!!!
Viva a Z.d. B.!!!!!
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João Gil
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segunda-feira, setembro 19, 2005
Geometria afectiva
Sul - Soul
Tejo - Mississipi
Fado - Blues
Trigo - Algodão
Alentejanos - Descendentes de escravos
Negro - Black
Marceneiro - Fats Domino
Pobres - Muito pobres
Desbunda - Dixie land
Lisboa - New Orleans
23.30 - P.M.
Ontem no " hard Rock "
Um só povo.
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João Gil
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domingo, setembro 18, 2005
Um abraço e um vómito
Um abraço!
Um abraço à equipa do jornal "Público".
Acompanhou e noticiou neste dia de domingo uma reportagem bem elucidativa, tanto da noite especial,
como da história recente do B.Leza.
O seu a seu dono.
A minha vénia pois então.
Um vómito!
Um vómito à estranheza e ostracismo total, perante o acontecimento, dos críticos e pretensos especialistas ou divulgadores. Imparciais?...jornalistas?...obedientes funcionários talvez...
Para eles não existe música africana em Portugal
Eu, que me assumo fã dos "Radiohead", sei mais do próximo álbum que ainda vagueia no cérebro da banda....
Acham isto normal???
Vamos esperar que os Franceses se dignem a divulgar o que se passa em Portugal.
Alguém que nos diga o que é afinal o racismo.
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João Gil
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7:43 da tarde
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Cuidado!!
Tenho de desabafar.
Temos de partilhar coisas que são de domínios intuitivos e, que assim sendo, podem ser consideradas como preocupações, que o tempo, espero, contrarie.
O argumento acerca da rapidez do anúncio da candidatura de Mário Soares corresponde à inversa proporcionalidade,
dos "timings" de Cavaco Silva.
Muito Bem.
De Soares já, ou quase tudo se sabe, mas de Cavaco, sabe-se o quê?
Com tudo o que implica, faço esta crónica com algum ânimo leve.
Esta gestão do seu silêncio, este aproveitamento do desespero de muitos, do desalento de muitos outros,
do descrédito de sucessivos governos, dos partidos, da desorientação geral, levam-me a colocar questões de cidadania,
que ultrapassam largamente apenas o nosso tempo colectivo, a ideia do nosso presente.
Água no bico.
Nada é inocente.
Tenho algumas dúvidas, até pela nossa educação cristã, que alguém, se candidate, com a sua última tentação.
- Ser um novo D.Sebastião?
- Ser o nosso "salvador"?
- Ser o grande "Messias"?
- Pôr ordem na casa e banir o "mal" que conspurca?
- Misturar no mesmo saco os corruptos com a intelectualidade pensante?
- Substituir o nosso pensamento por uma circular interna?
Tenho a certeza que nada disto vai na cabeça do candidato Cavaco, mas estou seguramente seguro que:
Existe essa inscrição na memória de Portugal e no mundo.
A omnipresença de um espírito paternal que substitui e facilita a preguiça de pensar.
Não tenho medo de Cavaco, mas receio, e de que maneira, a expectativa que à volta dele está a ser criada.
O pior de Portugal, e o pior do mundo, gostam sempre de alguém que seja poderoso, que proteja....
O nosso Pai
Eu, por mim?
Já tive um e muito aprendi com ele.
O valor e o exercício da liberdade como valores decisivos.
A capacidade de formatar uma opinião.
SER LIVRE!
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João Gil
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2:19 da tarde
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sexta-feira, setembro 16, 2005
A fisicalidade
Não, não nos podem levar a mal.
Não é justo, nem têm qualquer tipo de razão, mas também não há alternativa.É verdade.
Habituei-me desde há muito, à ideia de que Lisboa , nunca foi o ponto de chegada, nem o objectivo único e último,
para os candidatos à presidência da C.M.L.
Outros horizontes se vislumbram sempre.
Qualquer coisa nos diz:
À primeira opurtunidade, por imperativos de vária ordem, o " País " que chama , por razões familiares...etc etc.
Lá se vai o presidente.
Por isso e muito mais...porque carga de água, é que temos de os levar a sério?
Por acaso já ouviram de algum candidato uma vez que seja:
- EU AMO LISBOA! DEDICAR A MINHA VIDA A LISBOA E APENAS A ELA É O ÚNICO OBECTIVO DA MINHA VIDA POLÍTICA.
NÂ.Nã me lembra.
Por isso, é completa a volatilidade das propostas.
Já nem ouvimos nada.
Ficam assim os sinais da fisicalidade dos candidatos.
E, nesse aspecto, tudo me irrita,
Tiques, jeitos, voz,olhares,
Tudo.
Tudo.
Lisboa merecia mais.
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João Gil
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5:11 da tarde
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Os algures comuns e outras coisas banais
Hoje, dei por mim a falar com o nosso Bruno, baterista da Fil, grande músico, dotado de energia invulgar para todo o tipo de mar.
Sobre Jaime Eduardo de Cook e Alvega, por sua vez, herói de outras bandas, saíu-me :
- A adolescência e os armários da inocência terminam na consciência da impossibilidade de pedir um autógrafo ao "nosso" major.
- Bah!
- Lugar comum.
A imagem de um personagem representado arruma-se numa gaveta longínqua, embora à mão de semear.
Tudo bem!
Continuar a usar, ainda que todo o tipo de frames de memo colectiva, para simplesmente comunicar?
Estímulos,
Impulsos,
Repetições?
- Morre cão inglês!!
- Desaparece "boche" maldito!!
- Aaaaaaghhh!!!!!
.......A preto e branco, no filme estragado, o altifalante tremia na voz pungente do ditador Benito....
........e....mesmo assim... consegui sintonizar nas ondas curtas do meu autorádio...a B.B.C.
Atenção!
Muita atenção!
OS DOIS CANDIDATOS À C.M.L. NÃO SE CUMPRIMENTARAM NO FINAL DO DEBATE!!!!!!!!!!!!!!!!!
........................................e.............esta hem???
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João Gil
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2:50 da manhã
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terça-feira, setembro 13, 2005
Filarmónica à vista



Fotos: Ana Guerra
(Alpiarça, 10 Setembro 2005)
[podem enviar as vossas fotos]
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Baggio
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6:52 da tarde
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O B. Leza vai fechar
Eu sei que é tarde, quase 5 da manhã, mas não resisto a deixar aqui, neste preciso momento,
o registo de uma noite absolutamente fabulosa.
Acabo de chegar do B.Leza, estou siderado com a energia que recebi de um povo inteiro, por vozes que vêm
de terras de fogo. O Bana, a Celina, a Ana Firmino, o Tito, o Kanu, o Dani, a Nanci....... O texto sai-me dos dedos...quero lá saber do rigor formal ou literário....
Caguei.
Só queria que soubessem que aquela sala vai encerrar. Vai fechar!
E, isso é muito mau.
É mau demais.
Vou estar atento, ou ajudem-me ...
Se virem alguma coisa escrita num jornal por aí, sobre o que aconteceu hoje, estou pronto a reconhecer
que tenho andado enganado.
Se, pelo contrário, nada se falar do assunto, terei o direito mais que legítimo em afirmar, alto e bom som,
que os críticos e enfim....pessoas que escrevem sobre música em Portugal,
são merdosos, e acima de tudo, gente ignorante, e muita ocupada nos seus afazeres.
Que me lembre, nunca li nada sobre esta questão.
Alguém ouviu?
Aquela sala vai fechar.
Não me conformo.
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João Gil
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4:36 da manhã
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domingo, setembro 11, 2005
A 1ª bomba
Neste calmo dia de missa, numa tarde como outra qualquer de um domingo plácido,
somos nós, os animais pacatos que bebem a água do seu rio, sem atenção especial, aos predadores que, do outro lado da margem, aguardam a sua hora, à espera do momento da nossa distracção - o ataque inesperado - o repasto - o festim...
Uma data.
Uma bomba e muitas vítimas inocentes.
A 1ª bomba de muitas.
Uma espécie de abertura de hostilidades.
Muitas coisas acontecerão nesta data, mas este dia maldito, marcará as nossas e as outras vidas.
Que este dia não inicie um período negro da nossa existência colectiva.
O princípio do início da perda das nossas liberdades fundamentais.
Muita coisa errada se pode fazer em nome de um "Deus" qualquer.
Infelizmente, já conhecemos esse filme.
Nunca nos podemos alhear que, transportamos nos ossos, a ideia de um ser vivo, que se organizou em sociedade,
e.... até inventou,...... as Nações Unidas, para além da.... tourada.
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João Gil
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sexta-feira, setembro 09, 2005
Às sextas com Miguel
Antes de mais, e sem que isso seja uma abuso da tua intimidade, ou qualquer tipo de promoção para mim,
permite que apenas te trate por Miguel, apesar da cacafonia.
Sabes que, todas as sextas, corro para a banca, compro o jornal, e vou directamente à tua página?
Apressadamente, procuro na diagonal, o assunto que te debruças em cada semana.
E, como de costume, aprecio e estimo a tua capacidade de indignação, alimento necessário para a minha justificação
de muitas coisas que à nossa volta acontecem qual alguma bizarria.
Muitas vezes te citamos.
Por acaso, já tinha pensado em falar algo dos estranhos homens de bigode, em pose convicta, nos ainda mais estranhos
cartazes de propaganda - Os Portugueses que dantes também tinham pêra.
Já olhaste bem à tua volta, no canal onde exprimes semanalmente a tua opinião plena de liberdade, apesar dos comentários dispensáveis, os quais muitas vezes os pivôs não se inibem?
Já reparaste que esse canal, passa grande parte do seu tempo, promovendo o seu "P.I.B.B." ?
Mais exactamente - produto interno bruto com brutalidade.
E quantas vezes, a própria informação, promove o entretenimento no seu espaço de telejornal?
Achas isto normal?
O que vale é que isso é uma doença que não se pega.
OK, tal como os caciques e o seu eleitorado, também os canais de tv trabalham e cultivam os seus públicos.
Recebe um Abraço verdadeiro de quem te admira.
Que a resignação ou o conformismo nunca te abatam, ou te façam perder, aquilo que está no teu sangue genético.
- A tua capacidade de Liberdade e de ser livre,
Nós, e creio que muita gente, temos sempre a hipótese de escolher o nosso canal, as pessoas em quem votar,
pelo menos até ao dia, e acima de tudo decidir qual o melhor Portugal entre os "Portugais".
Não desistas por favor!
Apesar do F.C.P....
Ah, a cacafonia reside no tetráte (sempre a pedagogia... meu Deus )
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João Gil
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quinta-feira, setembro 08, 2005
Um Homem bonito
Nos tempos que correm, mais exactamente nos dias de hoje, encontram-se pessoas que são dignas de atenção especial.
Desde há uns dias a esta parte, persiste a imagem do actor americano Sean Penn andando de um lado para o outro,
em plena busca nos pântanos de New Orleans, integrado nas equipas de salvamento.
Num instantâneo para a tv, mostrando alheamento ao aparelho que o filmava, deixou entre outras coisas dignas
de notícia, pelo seu envolvimento e por ser quem é, uma ideia que já se vem repetindo:
Este homem faz as coisas de outra maneira.
Este homem, quando se envolve num problema, passa uma outra sensação.
Este homem tem uma outra dignidade, uma outra credibilidade.
Este homem não é só um dos grandes actores de sempre.
Este homem tem-os no sítio.
Este homem é um homem bonito.
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João Gil
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terça-feira, setembro 06, 2005
Contem-me histórias
Hoje, seriam para aí umas seis e meia da tarde, num dos restaurantes irresistíveis da praia do Martinhal.
É um pouco indecoroso, reconheço, falta de gosto até, mas... estava aqui o vosso amigo a saborear
uma série de percebes com aspecto antigo, na companhia de uma taça de branquinho gelado, pés assentes na madeira rugosa e envelhecida, vento confortável fustigando o pensamento..., observando o mundo visto dali.
Como vocês, meus caros, não se encontravam por ali perto, deu justamente para pensar em todos vós,
A ansiedade de partilha também faz evitar qualquer ideia de solidão. O que por sua vez me afasta de alguns tipos de voluntariado, mais para receber do que para dar.
Aí têm:
Este postal magnífico, a somar ao file dos momentos de prazer,
Vá!
Digam vossas distintíssimas pessoas que se comunicam como vasos, em busca do entendimento.
Vá digam-me.
Alguma vez beberam um sumo de tangerina, na praça de Marraquexe, junto à medina, debaixo de um toldo,
protegido da chuva repentina e copiosa, e, no ar, o ainda cheiro a gasóleo do espremedor?
Já??
Vá!!
Fico à escuta.
Contem-me histórias.
É a vossa vez.
Vasco Gil
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João Gil
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sexta-feira, setembro 02, 2005
América? Qual América?
Quantas Américas há na América?
Os Pobres são mais Pobres na América?
E se os governos americanos assinassem os tratados do ambiente?
Vale a pena este modelo de desenvolvimento actual?
É justo o investimento militar?
Para quê?
Como justificar a inoperância do auxílio interno?
Com tanta tragédia a toda a hora, não terá chegado o momento para as nações, unidas,
reunirem à volta dos temas ambientais?
É a vida de todos que está em causa.
Não haverá sempre tempo, para sair das cidades, ordeiramente, autoestrada fora...
Para onde?
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João Gil
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A Mão e a Pedra
Uma simples pedra, apanhada na areia da praia
Fecho a mão
Sinto o calor que dela sua
Ainda como um corpo que respira
Moldada e amaciada
As arestas cortantes, esmagadas por batimentos de mar sobre o mar
Por ondas sucessivas
Incansáveis
Onde está o primeiro ou o último grão de areia?
Quem somos nós?
Um segundo no universo?
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João Gil
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quinta-feira, setembro 01, 2005
Setembro é o mês da Filarmónica Gil

Foto: Vasco Gil
Próximos concertos:
10 Set. - Alpiarça
15 Set. - Lisboa (Antena 1 - ViváMúsica)
15 Set. - Sobral de Monte Agraço
16 Set. - Lisboa (Telheiras)
17 Set. - Montijo (CineTeatro)
24 Set. - Arouca
Até lá!
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Baggio
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Olho cá, olho lá
Não percam, por nada deste mundo, os debates (na SIC Noticias, ao fim da noite) entre autárcas que disputam autarquias. Acreditem que é, no mínimo, um grande momento televisivo, um autêntico e não encenado espectáculo de realidade.
Luta corpo a corpo - vale tudo.
Tem de se acompanhar. É importante para a percepção do mundo real.
É lindo!
O mundo local!!
É roubo declarado ou tem atenuante, por carácter de excepção, o assalto a mantimentos em New Orleans?
Os saqueadores de aparelhagens de som, são ou não, diferentes dos que apenas têm de sobreviver? É possivel fazer as duas coisas ao mesmo tempo?
São todos ladrões?
Não acredito!
Quando um agente arreda para o lado, um "ladrão" por simples falta de disponibilidade, ou tempo, para ler os direitos
(uma bengala que impressiona o patêgo nos cinemas) e fecha os olhos ao que vê, sabe do acordo com os seguros?
Todos os pequenos comerciantes têm seguros?
É solidário?
Complicado...
E - depois - o presidente Bush - não sei - se por estilo - ou - sei lá - faz uma - pausa enorme - entre frases - que vai lendo,
acabo desfocando o raciocínio - e,
Cool! É apenas o seu estilo.
O Povo Americano não tem culpa.
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João Gil
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quarta-feira, agosto 31, 2005
Actos de coragem nas traseiras de Portugal
Um responsável do urbanismo da Câmara Municipal do Porto, quando denuncia situações muito graves, é :
Um acto de grande coragem.
Um Bombeiro que se manda com tudo o que tem, para a frente de um fogo, é :
Um acto de enorme coragem.
Um jovem compositor que se dê à morte, a cantar em Português, é :
Um acto que pode responder a um apelo mais do que o seu próprio presente. Consciente ou não, vem contra a maré.
Um qualquer político que, vindo do mercado de trabalho e não de uma jota de jovens parasitários, se entregue à missão de servir uma causa pública, e não o partido e os interesses que o suportam, é :
Uma pessoa séria, ou seja, um acto de grande coragem em terra de espertos.
Uma ou um enfermeiro anónimo, que dão diariamente dignidade e afecto, ao sofrimento sem cara, por vocação, já que, tais coisas não constam nos benefícios da penincilina, é :
Um dos actos mais extraordinários de que o ser humano é capaz.
Um partido político que integre os cidadãos da grande população africana, com todos os direitos iguais aos nossos, é :
Ou seria, um facto de tão inédito, um intervalo de lúcida coragem colectiva, e um grandioso acto de histórica coragem.
Uma pessoa que se exprima artisticamente em diversas áreas, que viva a muito ou pouco custo do seu trabalho sem o apoio do Estado, e não precise de dizer mal dele ciclicamente para sobreviver à falta do seu próprio talento, é:
De tal maneira , um acto de coragem, que deveria ser medalhada ao dia 10 de cada mês.
Muitos e muitos mais se afirmam nas traseiras de Portugal, mas apetece perguntar:
O que é a normalidade?
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João Gil
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segunda-feira, agosto 29, 2005
Qual é o eco ?
Seguindo as pistas de Umberto Eco, deixadas neste seu último, que sinais encontrariamos nós, em nossa volta,
que nos fizessem chegar à nossa pessoa em caso de amnésia, sem nos perdermos?
Se vieres pelo mar encontras um belo País, que, embora triste, se faz rodear de imensas euforias.
Um belo País, povoado de leitõezitos que para o ano já cá não estão, é certo, todavia preenchido com gente muito gentil.
Um cantinho apetrechado das mulheres mais bonitas que há memória, mas que elas ainda não perceberam, de tão inseguras, que fazem de seus homens ainda mais do que elas, seres necessitados de suas mães, de tanto infantis demonstrarem vida fora. Bem, uns para os outros.
Um País que discute, e vive acaloradamente as amarguras de um simples guarda-redes. É dómem dolmen!
Um País altamente mal frequentado, cheio de gentinha que apanha dinheiro do chão. É verdade!
Que tão cheios de seu peito, afincadamente labutam para os interesses dos que realmente têm o poder, levando o nosso voto. Sim, sem dúvida!
Os que pensam por tudo isto dizer, se convençem, que por esta via têm garantida a entrada directa no ceu? Mentira!
Não chega!
Já não chega dizer mal!
Aqui tens uma boa pista, mas atenção que os italianos não são muito diferentes. Continuo???
Encontras um País que ainda vive na era do betão, que ainda não descobriu que passear no jardim pode ser bom.
Claro! Que se saiba, ainda não foi encontrado um voto ao pé de uma árvore.
Mas olha:
Não penses que é tudo mau. Nada disso. Quando deres por ti, vais finalmente entender que:
Chegaste a tua casa.
É esta a tua casa.
Somos nós, a tua família.
Nessa altura, liga-me que eu vou ter contigo.
Incondicionalmente!
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João Gil
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11:35 da tarde
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This is cnn
Acabadinho de chegar, com os dedinhos em riste, mortinho por desassossegar, inquieto como de costume.
- Isto é um vício!
depois de um fim de semana em estrada, com S. Martinho do Porto como passagem para mais um escaldão.
- Amigos que nascem nas areias não se enterram no Verão, nem acabam com Agosto!
Podia ser uma canção, fraquita, cheia de frases batidas, chapa gasta. É melhor não, e além disso, os amigos devem ser protegidos.
Se calhar, em Inglês soava bem e... não machucava o pergaminho.
- Voltarei no Inverno, em pleno nevoeiro, nem que seja noutra dimensão, noutro tempo, nas rua dos cafés, antes do betão...
Na rádio ouve-se acerca da chegada do furacão a New Orleans. Abro a porta de casa, pouso a mala, e...
vou a correr para a CNN, ver a cena:
Carros em fuga na autoestrada, e o Larry King de suspensórios em suspense, ponderado mas algo grave, fala com o repórter na zona.
Macacos me mordam, mas há aqui qualquer coisa de espectáculo especulativo.
O que irá acontecer? Pergunta-se.
Zapingo pelos canais de Portugal e nada... estranho! Ok, os directores também fazem safaris.
A sério, estou a brincar.
AH! SIC Notícias. Boa !
Impressionante. Algo de estranho acontece no planeta Terra. As tragédias são distribuídas meticulosamente.
Por todos. Por Deus. Só pode!
Por mim, punha o Katrina lá para os lados do Katrino, a fazer estragos nas aves que andam constipadas, e deixava o povo da Nova Orleães em paz, a dedilhar a bela da sua música em baloiços, debaixo dos telheiros das casas de madeira que vemos nos filmes, mas não mando.
Admirável o que Americanos fazem para se protegerem.
Nem tudo é mau concerteza.
Vou para intervalo.
Volto já.
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João Gil
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sexta-feira, agosto 26, 2005
A Senhora de certa idade
Ontem, numa das tasquinhas ao pé daqui de minha casa, depois de mandibular um bacalhauzito singelo,
peço um café, ponho os oculos que me dão sempre alguma credibilidade, abro o jornal pelo sítio do costume,
vou para ler, nisto toca o telefone, e ouço o seguinte diálogo:
- Olá minha senhora como está, há quanto temmmmmmpo? Boazinha?
Aqui, pelo timbre e pelo mimo, entendi, do lado de lá, alguém de certa idade.
- Siiiim...já sabe. É o costume: os bifinhos, o bacalhau, o cozidinho,
A boa da senhora perguntava a ementa para ganhar o tempo da escolha.
- Sim sim. Está muito bem...claro, um caldinho do cozido também.
A senhora de certa idade tinha-se decidido pelo cozido à Portuguesa.
Desliga o auscultador do telefone preto, vira-se para a cozinheira e diz bem alto:
- Pensava que esta já estava morta!
Resposta da cozinha:
- O quê, ainda está viva?
Faço sinal com os dedos para pagar e...
- É a continha é ?
Abanei com a cabeça, boquiaberto ...
Não me consigo abstrair deste episódio.
Vasco Gil
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quarta-feira, agosto 24, 2005
Mastiguem devagar
" Apenas uma boca. A tua boca
Apenas outra, a outra tua boca
É Primavera e ri a tua boca
De ser Agosto já na outra boca
Entre uma e outra voga a minha boca
E pouco a pouco a polpa de uma boca
Inda há pouco na popa em minha boca
É já na proa a polpa de outra boca.
Sabe a laranja a casca de uma boca
Sabe a morango a noz da outra boca
Mas sabe entretanto a minha boca
Que apenas vai sentindo em sua boca
Mais rouca do que a boca a minha boca
Mais louca do que a boca a tua boca "
David Mourão Ferreira
Este é um dos mais belos Poemas que eu conheço.
Que melhor alimenta e sacia o cio da fome.
Não resisto...
Salivo...
Elliott Erwitt
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6:39 da tarde
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O instinto da eternidade
Há notícias que, em sede própria, jamais seriam dadas.
Deveriam sempre, em qualquer situação,
serem acautelados e protegidos os nossos instintos da eternidade.
Vou fingir, e nem quero saber.
O pianista é outro que se faz passar pelo Outro.
E o grande Lance, será que...?
Agora o tempo é já outro.
Tudo é mais depressa.
Por isso:
A memória também.
Não acredito!
É inaceitável!
Lara Rossignol
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João Gil
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terça-feira, agosto 23, 2005
O PODER ESTÁ NA NOSSA TECLA
XIIIIIIIIII.
Leram o artigo que Vital Moreira assina hoje no Público?
A focagem está na Blogosfera.
O título é:
o "quinto poder"?
Encham o peito, camaradas de vocábulo erguido.
O poder ainda pode cair pelo teclado.
A nossos dedos.
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João Gil
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O Estado Couve
Caaaaaaaaalma.
Não estou a falar do nosso estimado e apreciado País, das suas praias, comidas, o seu povo afável e afins.
Nã Não!
Sou mesmo eu, o próprio do estado couve em que me encontro.
Acordei com uma daquelas dores de garganta à puto.
Engolir é uma empresa árdua a que me sinto obrigado apenas por exigências estômacáis (deve ter acentos a mais, não?)
-Estomacais, ó bruto!
É um Já visto.
Ter anginas em Agosto.
Mal acordei, liguei para minha irmã a seguir, que sabe do assunto a potes, a quem a família recorre sempre que tem dores de todo o tipo. Ela, que merecia uma prenda a dobrar, mas a pobre "infeliz" nasceu no dia 24 de Dezembro. É muito azar.
Diz então a Doutora que o ar anda desregulado de ozono e outras coisas, e, portanto, as urgências não têm feito outra coisa.
Atenção, pois então, ao ar que se respira. Sim, mas também não podemos andar para aí de mola no nariz.
O vizinho ao lado, na passagem de peões, desconfiaria imediatamente da sua auto-estima (ou amor-próprio, que tb soa bem).
Claro, neste estado couve em que me encontro só me ocorre;
Não quero um rasca!
Mãe.
-Os homens são sempre a mesma coisa.
-Que frágeis.
-Não perdem uma, para exibirem o seu queixume.
-Que falta de paciência.
- Então como é que exibimos a nossa sensibilidade que vós tanto apreciais?
- O nosso lado feminino tanto em voga?
- A nossa vulnerabilidade que de aspectos sexys se pode revestir?
- É preciso ter os ossos à vista?
- Ter um ar esquálido e talvez pensem que nós pensamos, embora só de quando em vez?
- Eu recuso-me a tal demonstração de neo-matrafonismo por ruas de Lisboa.
- Aliás, já pensaram que os homens que viram matrafonas, em Torres Vedras, levam aquilo demasiado a peito?
- Espelham muito bem o seu ideário feminino, e gostam mesmo de vestir aquelas meias de rede rotas.
- Fetiches populares, enfim...
- Ok!
- Assumo!
- Tenho mimo!
- E, tenho saudades da minha mãe.
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João Gil
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4:04 da tarde
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Sobre as fotos
Para os menos informados:
Quem quiser comentar com fotos, e não sabe como, pode abrir um conta no http://www.photobucket.com/. Inscrevam-se.
A partir desse momento, podem enviar uma série de fotografias para o vosso espaço no servidor. Qualquer foto passa então a ter um endereço próprio(ou URL) que pode ser linkado ou inserido num post.
Ilustro:
Acordo bem-disposto.
Envio uma foto de Mark Tucker, que fica com o seguinte endereço (http://img.photobucket.com/albums/v11/morris/nattoes.jpg) na minha conta.
Já posso deixar este link numa qualquer caixa de comentários. Ou então deixar a própria imagem aqui neste mesmo post. Para o fazer,insiro o comando html que aparece no photbucket e voilá:

Mark Tucker.
Não é difícil, experimentem. Ah, respeitem os direitos de autor, evidentemente.
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João Gil
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11:31 da manhã
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Pensar alto
Não me entendam mal.
Por favor!
Pensar alto...pensar alto....
Não é pessimista aquele que acredita nas pessoas.
Não é pessimista aquele que dá um voto não por amor, mas calcula ser o melhor para todos.
Não é pessimista aquele que aponta o dedo e discute as coisas.
Não é pessimista aquele que deixa de acreditar em esquemas.
Não é pessimista aquele que apenas anseia compreender tudo à sua volta.
Não é pessimista aquele que, entregando-se a tudo, acredita estar vivo e, por isso, está mais vivo.
Não é pessimista aquele que acredita haver sempre uma solução.
Não é pessimista aquele que se questiona.
Todos podemos ser.
Às vezes.
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João Gil
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3:50 da manhã
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Uma coisa não implica a outra
Uma coisa não implica a outra, ou seja, uma imagem não substitui a prosa de uma ideia.
É simplesmente a manifestação de um desejo.
Ter acesso à visão dos outros...pelos vossos olhos...sem que isso seja a diminuição da força de uma contemplação.
Os nossos sentidos à alerta.
Todos!
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João Gil
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3:31 da manhã
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segunda-feira, agosto 22, 2005
Um Desafio
Faço um desafio a todos os fotonautas: sempre que acharem viável, possível, interessante ou algo parecido, deixem os vossos comentários através de imagens.
Qual o rosto ou a expressão facial para a cara de agosto quando chove ?
Encontrar-nos-emos num lugar da memória.
Deixem os vossos links.
Fico à espreita.
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João Gil
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8:42 da tarde
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Votei em José Sócrates, não no P.S.
Vou deixar aqui muito claro o que afinal me preocupa nesta série de desabafos,
tendo o nosso Primeiro como actor principal deste filme que idealizei ao votar
na sua pessoa na última lesgislatura.
Sim!
Votei em José Sócrates e não no P.S.
Tenho (ainda) nele um depósito de esperança, que sob a injustiça de juízos precipitados, não pode ser destruído sem mais nem menos.
Aprendi com o meu Pai, que foi um insígne Bombeiro, a nunca entrar em pânico.
- Nunca mesmo!
Quase ouço a sua voz firme.
Seguramente não sou o único que deixou de acreditar nos partidos enquanto fiéis representantes dos anseios das populações.
Acredito que (perdoem-me os mais dogmáticos) os partidos passaram, mais do que nunca, a defender sobretudo a quem lhes paga as campanhas.
Isto parece do mais básico, mas sobrevive a ideia importante do domínio de interesses não indentificados, de políticas posteriores ao dia do voto, mesmo depois de passar o assunto pelo crivo da não generalização.
Confuso(a) caro(a) leitor(a)?
Será que estou como o antigo treinador Octávio Machado?
Nã!
Isto para vos dizer que confiei e confio ainda (apesar das nódoas que vão caindo na toalha de linho branco, estampadas na leitura dos jornais diários do nosso Primeiro) que a cobrança da factura recai sobretudo nos partidos e não em José Sócrates.
Que ele, a contragosto, vai arrumando o P.S. e os candidatos que o aparelho impõe.
Que os interesses dos construtores vão gerindo o País no seu ritmo de crise, sendo as rotundas o exemplo mais caricato.
Que os incêndios, além de queimarem, cheiram muito a esturro.
Que há razões de ordem prática na nomeação de cargos públicos....mas enfim.
Que ele se esgueira perante regras impostas de Bruxelas, e faz um esforço sério por todos nós, embora, em minha opinião, as férias pudessem esperar.
Acredito em José Socrates quando ele se emancipar e, de uma vez por todas, assumir e encarnar a esperança quase derradeira nele depositada.
Caso contrário não sei em quem mais votar, em quem mais acreditar.
E não vejo solução num futuro breve para a dita alternância.
O P.S. e o P.S.D. arranjaram-na bonita.
Estou para ver como é que se vão safar de isto tudo.
E agora?
Vamos continuando que a novela está longe de acabar.
Darei o braço a partir (Meu Deus!) se for o caso.
Acredito em pessoas sérias.
CASO CONTRÁRIO ASSINAREI QUALQUER PETIÇÃO QUE SE PROPONHA RETIRAR O VOTO.
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João Gil
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1:06 da manhã
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domingo, agosto 21, 2005
No problema
Está a ficar estafada a questão da viagem do nosso Primeiro
por terras de caçadas de outrora.
Por mim estará sempre à vontade.
Até estava capaz de alinhar também.
Já me imagino a dedilhar a minha viola à porta da tenda
desfocando os olhos na fogueira
à procura dos acordes ideais
que não prejudicassem a audição dos rugidos dos animais.
O que chateia não é nada disso, até por que é apenas politiquice...
O facto é que o fogo passou a ser um fatuo incontornável,
e só a falta de meios parece ser solução.
Não se pode fazer mais nada e
portanto:
O primeiro-ministro dá a importância que dá.
No problema
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João Gil
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1:50 da tarde
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sábado, agosto 20, 2005
Cometi um crime?
" Enquanto tu e eu tivermos lábios e vozes que
servem para beijar e cantar
que importa que um qualquer limitado filho da mãe
invente um instrumento que sirva para medir a
Primavera? "
E.E. Cummings
Tive a desgraçada lata de ter composto uma canção com este poema/manifesto
inacreditavelmente eficaz, fortíssimo, cruelmente delicioso.... e muito mais que tudo.
Provavelmente sob a luz de tudo em que acredito, terei feito uma heresia, para quem, como eu,
defende que, se já lá está uma música, para quê pôr lá outra?
Isto apesar de já ter feito uma data de "crimes" do género.
É normal ter dúvidas.
É normal pôr questões.
É normal a angústia.
Será sempre ruído?
Implica a substituição forçada dos sons mentais de cada novo leitor que não precisa de ser afinado?
Implica uma métrica dura e surda perante a liberdade?
Tira a liberdade?
Este pequeno grande "crime" que, confesso, abriu-me as portas da deliquência.
Será legítimo voltar ao local do dito?
Não sei.
Alguém sabe?
Está alguém aí?
Digam-me!
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João Gil
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12:29 da manhã
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sexta-feira, agosto 19, 2005
Lisboa em parte incerta
Fiquem por aí.
Por favor, não voltem das vossas férias,
Deixem-se ficar para aí a banhos e, sobretudo, não voltem.
Peço-vos.
Isto aqui assim por Lisboa está meio estranho, com pouca gente...
Não... isto não está nada bom.
Já se viu que a indústria não dá muitas soluções, que o comércio enfrenta uma crise terrível de falta de poder de compra e confiança.
TURISMO, sim, o futuro está no turismo.
Sol todo ano.
Aqui está a verdadeira fonte de riqueza natural.
Dediquemo-nos pois então ao turismo.
Aproveitem bem, e montem o vosso estaminé enquanto é tempo.
Caso contrário, virão os outros de sempre.
Por favor não voltem.
Ou então?
Venham cá só muito de vez em quando.
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João Gil
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3:42 da tarde
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quinta-feira, agosto 18, 2005
Muito Mau
Devo estar doido, só pode!
Este último da cerveja Sagres fala-nos da ideia que pode estar no desejo de a beber.
E o que é que eu vi?
Um jovem com cara de velho, a imaginar coisas numa outra que não a sua namorada, ou será que vi mal?
Exactamente como nas entrevistas dos telejornais, perante a ilusão de ganhar o euromilhões, cuja notícia é como de costume:
Qual o destino? Para onde ia? O que fazia se...? E pelos vistos também... já que a Pub. trabalha a mesma ideia de desejo colectivo...
A Ideia de cerveja... francamente, pensava eu que: Munique e Alemães-Queimadasfitas-Jovensemcrescimento-joaquimbarreiros-Festivaisdeverãoviabilizadossemproblemasdemaior
-Esquerdanainfânciaedepoislogosevêmaistarde-Seria mais que... Não, Não é suficiente!
Não lhes chega!
Estamos perante a ideia de se pensar que andamos todos mal servidos de amores inclusivamente.
Belhheeeque!
Que nodjo!
Já viram o que pensam de nós?
Nós?
Das mulheres?
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João Gil
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quarta-feira, agosto 17, 2005
As Maravilhosas Rotundas de Portugal
Há um País que nos foge da mão. Um País que se observa, que se critica, mas que ele! O País!!??
Segue tranquilamente o seu dia-a-dia indiferente a tudo aquilo que alguém possa pensar, um País que se está nas tintas para o que se possa pensar.
Por exemplo:
Uma rotunda, para divergir correctamente (para quem sabe) os caminhos a seguir à saída da vila, cidade ou aldeia, seja onde for, e depois... logo a seguir, outra, mais outra e outra ainda ... e, acreditem! Não estou a exagerar, outra Rotunda!!!! VIVA!
Pois então pergunto ainda assim e , desculpemmmmmm,:
Porquê tanta rotunda?
- Estúpido! Não sabes que morre imensa gente nas estradas de Portugal, que o povo não tem inclinação, civismo, ou educação para conduzir? Hein? Assim não temos outro remédio. Rotundas e..... calas-te!
-Que achas?
-Tábem tábem..
Fuuuuuuuuuuu.
- Deve ser a mesma coisa dos incêndios. O País arde corrrecta e ordeiramente à volta.
- Não se fala mais nisso.
Ah, já me esquecia. Tudo isto ....
Sem placas de aviso ou sinalização.
Para quê?
Não sejamos hipócritas...
Porque a nossa inteligência tem a obrigação de compreender as razões de tudo isto.
Não ouvem o silêncio???
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João Gil
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quinta-feira, agosto 11, 2005
Cara de agosto quando chove
Hoje acordei com esta cara. Que estranho macambuzio me saíste, do género: ia para a praia mas está quase a chover e já não vou, portanto, não sei o que fazer aqui em Tavira Ó Elvira
E, como quem, olhei em volta e Oh...não sou o único a olhar desta maneira para o céu.
Estamos todos com a mesma cara, e evitamos olhar uns para os outros, não vá alguém descobrir.
Uma espécie de alteração de rotina marcada previamente na agenda. Apanhar sol nas ventas até ficar com bom ar.
Foi por isso que inventaram os Don Rodrigo (podia ser uma banda de rock algarvio).
Dar uma alternativa credível e doce ao tempo cinzento. Já topei! as raparigas usam o fato de banho como roupa íntima. Ahah!
Vou passar a olhar de outra maneira quando estiver na praia. Bom! Não interessa.
Só para vos dizer que agora sei o que é ter cara de agosto quando chove.
O calor coze-me os miolos, e lentamente....a gravida
a
a
a
de.
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João Gil
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"Um passo maior que a perna"-Uma lição de vida num estilo um pouco americano, mas enfim...
O Atleta Português Rui Silva é um exemplo a ter muito em conta, tal como todas vitórias desportivas em geral, elas dão-nos uma lição qualquer....
- Que Lindo!!
Ele diz numa entrevista logo após a conquista do seu mérito, que ao longo da sua carreira nunca terá dado " um passo maior que a perna ".
Creio que estamos na presença de uma pessoa especial.Ah....e não se chama José, ah..... e não foi arrogante, sim porque é possivel ser um ganhador sem que isso signifique agressão ou estar em luta com pás de moinhos.
Ganhar! Ganhar! Ganhar!.......Calma.....
-Não , não estou com ciúmes!!
A estratégia de uma corrida de 1500 metros encerra em si mesmo, uma ideia de estratégia e táctica de vida .
Faz sentido?
É por essas e por outras, que gostaria de convidar os meus amigos todos a...., não digam já que não, não se precipitem!
Façam apenas um pequeno esforço.....começem por correr 5 minutos.Se tiverem problemas de coluna, podem simplesmente caminhar.Vá lá!
Isto pode parecer-vos ridículo, mas é que estou mesmo convencido das vantagens da prática de atletismo onde a competição se verifica sempre na perspectiva da evolução e do aumento gradual das margens de resistência.uff!
É claro, estou completamente dependente, mas olhem, dá muito jeito para equilibrar o acompanhamento da suspenção de fumar, ah pois é!
Ah , já agora nunca digam que deixaram de fumar...suspender é mais cauteloso e humilde.
A aprendizagem da gestão do esforço e o domínio do espírito de sacrifício faz com que a nossa vida decorra e tenha bons resultados.....eu sei eu sei.......a crónica está a ficar ao melhor estilo das " selecções "
Merda!
Levem-me a sério!
Obrigado sim?
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João Gil
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segunda-feira, agosto 08, 2005
Amanhã já passou
Triste por estar triste
Triste por ser madrugada de domingo
Triste pelo País que arde
Triste pela tristeza dos outros
Triste pela falta de optimismo
Triste pela falta de autonomia do nosso primeiro ministro
Triste pela falta de coragem
Triste pela miopia de toda a classe política
Triste pela incapacidade de o regime democrático inventar um sistema sem os partidos do costume
Triste pela tristeza do nosso Presidente que chora
Triste por um momento triste
Triste mas amanhã já passou!
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João Gil
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sexta-feira, agosto 05, 2005
Verão Quente de 2005
São chocantes as imagens dos incêndios, do povo desesperado, das casas, das terras queimadas, do pânico, das lágrimas, da generosidade e do esforço dos bombeiros.
Retenho na memória o apelo de um senhor que , acusando o governo, a classe política, e disparando em todas as direcções, pede mais força para a Polícia Judiciária para assim "como antigamente" , possa por cobro à " dita mão " criminosa.
Imediatamente em acto contínuo e a quente também, tomado por um sentimento de revolta , sou levado a pensar que a importância de todo o sector de construcção, da indústria das madeiras , são um alvo óbvio de todo o tipo de suspeição, a somar à elevada temperatura e a um misto de impotência de não termos respostas para tudo.
A seguir....pego no jornal "Público", e como de costume , vou à última página ler o comentário de V.P.Valente, e......
Tal como antigamente, lá está o velho hábito que já vem da Monarquia....Os que estão no Poder, escolhem os seus amigos para as empresas Públicas.
E, por sua vez a quente, lá vou eu para a ideia de que o nosso Primeiro Mínistro está a perder a sua grande oportunidade histórica para ser diferente de todos os seus antecessores.
Assim é horrível!
Quando aparecer a palavra Ética no diccionário político Português, começará uma nova era na nossa vida.
Gerações depois, os bodes expiatórios serão outros concerteza.
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João Gil
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quinta-feira, agosto 04, 2005
É uma história de carácácá eu sei...
Não quero embirrar, mas por acaso vocês não acham estranho, que nos minutos de silêncio que têm sido praticados nos estádios de futebol, por razões mais que justas e assinaláveis de intensa solidariedade, sejam sempre acompanhados de salvas de palmas e uma enorme dessincronia caótica, em que apenas os jogadores parecem levar a sério o recolhimento, tornando-se "artistas" de um espectáculo que está a ser visto apenas , e não sentido por todos?
Devo estar maluco, mas este comportamento colectivo, dá-me cabo dos nervos.
Um minuto de silêncio, na minha terra, significa introspecção , não?
Não devia constituir o silêncio da intimidade colectiva, tal como o nome indica, uma força intimidatória e condenatória de todo o tipo de atentados, inclusivamente da morte que subitamente pode vencer a vida ainda jovem e prematura?
Eu acho que sim , mas pronto...devo estar a ficar maluco...
O silêncio intimida mesmo, caramba!
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João Gil
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sexta-feira, julho 29, 2005
A Ota e os Otários
A seis horas de embarcar para os Açores tenho de assumir que:
O Aeroporto da Portela dá muito jeitinho. Mas se calhar não posso pensar por mim...
No princípio, pensei apanhar o voo da Ota, e aproveitar para comprar umas t-shirts e umas calças de marca com 50% de desconto.
Dormia menos uma hora, e levava um banho de modernidade do género - tramados por Espanha que nos obriga ao investimento público - porque os nossos privados são manifestamente obtusos e piores que o estado, facto que jamais virão a admitir.
E... só de pensar que o aeroporto de Hong Kong está no meio dos prédios.
Estes Portugueses são mesmo estranhos!
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João Gil
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11:40 da tarde
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segunda-feira, julho 25, 2005
Não se deixem ficar em casa
...
Foto: Vasco Gil
30 de Julho - Ilha das Flores, Açores
14 de Agosto - Leiria
15 de Setembro - Lisboa (Antena 1 - ViváMúsica)
22 de Outubro - Torres Vedras
...
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Baggio
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11:21 da tarde
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domingo, julho 24, 2005
Presa ou Matador
As bombas rebentam um pouco por todo o lado, ou é impressão minha?
Hoje no jornal "O Público" veio um artigo com o título "Por que nos odeiam eles? Não é por causa do Iraque" assinado por Olivier Roy.
O seu autor defende por variadas razões a ideia da globalização da "Jiad" e, por isso mesmo, ser Iraquiano, Palestiniano ou Afegão para justificar a identificação do chamado "Terrorista" vítima do eixo ocidental, não colhe.
Faz todo o sentido pensar que, à semelhança da mobilização global de todo o tipo de razões justas ou menos justas, também este lado errado da noite se organiza a uma escala mundial.
A ser verdade esta possibilidade mais que possível, então... também faz de nós, ou seja, da opinião pública mundializada, uma força e uma voz decisiva nas questões que aparentemente estão fora da nossa mão. Todo o planeta deve ter uma opinião formada acerca de todos os conflitos ao cimo da terra.
Se não queremos ficar com aquele olhar resignado da pacaça nos dentes do tigre, se todos perderemos inevitavelmente as liberdades individuais, como tudo indica por razões de segurança, e pontencialmente vítimas da circunstância .....então:
Temos uma palavra a dizer,
Sobre tudo.
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João Gil
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sábado, julho 16, 2005
Os Abutres
Meus queridos amigos:
Sempre que , mas sempre que:
Acontece uma iniciativa de protesto, geralmente convocada por SMS de eficácia rápida e de custos baixos, dá-se um fenómeno de curiosa apreciação pelos demais cidadãos como eu , e muitos mais que ainda não se manifestaram mas não tarda muito....
refiro-me ao processo preverso da apropriação partidária de todos os protestos justos de coração nas mãos, da sociedade cívil, organizada por iniciativa e mérito próprios.
Chegam os telejornais, a imprensa em geral, e....lá estão eles.......sempre eles.
- Eles quem?
Ó ...o costume:
Uma voz segura, geralmente calma, uma nota a propósito, um aparte a somar a outro, afinal de contas aquilo que é esperado:
O já previsível e incontornável aproveitamento.
Eles!!!! Os abutres, e não tantos como isso, não perceberam ainda o quanto prejudicam as causas em questão.
A eles, não lhes passa pela cabeça que o seu protagonismo pode levar a equívocos, e prejudicar seriamente a insuflagem que as causas carecem sempre.
Mais cedo ou mais tarde hão-de, ou..."hádem", perceber que o exercício da autonomia é um investimento para a consciência do futuro de uma qualquer "consciência"
FORA do PODER e.......sem...... AMBIÇÕES de PODER.
Vai ser muito difícil!
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João Gil
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2:48 da manhã
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sábado, julho 09, 2005
O que se aprende ao transcrever um poema de Ruy Belo
Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei - ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas
Ruy Belo
...
Lisboa, 2001
Foto: Vasco Gil
...
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quinta-feira, julho 07, 2005
Ser um português racista, faz sentido?
Fará sentido ser racista em Portugal, sendo português?
Aqui está uma questão interessante no mínimo não?
Será que temos razões para ser realmente racistas, nós as eternos "vítimas" do racismo europeu?
Será que essa linguagem é a linguagem do violador porque foi o violado?
Será que é a velha definição marxista de que o racismo apenas justifica os baixos ordenados?
Será que será uma questão de cheiro, tantas vezes confidenciada por gente aparentemente nunca racista do género - Eu acho que nunca seria capaz!, porém apetrechada de forte costela de esquerda?
Será que o nosso presidente finalmente localizou geograficamente a génese do problema?
E por isso...não há problema?
Será que só é possivel no futebol?
Ou na musica já agora?
Ah....os Chineses!
Indianos também....ouvi dizer.
Mas isso não vem ao caso agora.
(longa pausa que supostamente se traduz num breve e longo pensamento)
Estamos feitos!
Sempre....mas é que é sempre!
Arranjando desculpas e mais desculpas.
Esfarrapadas claro...
Escondidas......
Cobardes!
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João Gil
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domingo, julho 03, 2005
AINDA A QUENTE
Assim que terminou há uns minutos atrás o " Live 8 ", senti logo um desejo enorme de mandar uma série de palpites para o ar do planeta.
Podemos ter muitas, mas mesmo muitas dúvidas que a questão da pobreza no mundo ou da fome em África se resolvam na próxima semana dos G 8, podemos até duvidar da "generosidade" de Bill Gates cuja presença no palco cénico nos deixa baralhados e confusos, e nos leva a pensar :
- Afinal, onde mora o inimigo ?
- Não te precipites, porque pode ser um amigo desta ocasião em que, fundamentalmente, está em causa o perdão da dívida externa.
- Sim de facto....pode ser.
Perante este problema, todos os aliados são poucos e todos se emocionam!!! Ouve-se ao lonnnnnnge.
Agora, sem hesitações, o futebol que não leve a mal, mas....a música tem um papel altamente unificador, e através dela, pela primeira vez, deu-se um dado novo, um novo facto que ainda não tinha acontecido, e, em minha opinião, pode vir a ser uma arma letal.
É POSSIVEL VIRAR O MUNDO PARA O MESMO LADO E AO MESMO TEMPO.
Não se esqueçam disto e cá estamos para ver.
Ainda muito a quente,
Inclino-me.
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sexta-feira, julho 01, 2005
Estreia ao vivo
...
Foto: Vasco Gil
Depois da ante-estreia no Speakeasy em Lisboa, a Filarmónica Gil estreia-se ao vivo!
Dia 30 de Julho, Ilha das Flores, Açores.
Estão todos convidados: agora é só escolher a agência de viagens!
Baggio (um colaborador da Filarmónica)
...
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Baggio
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quinta-feira, junho 30, 2005
Isto pode acabar mal
Afinal esta cena também pode ser uma espécie de confessionário, uma forma de terapia...bah...sei lá?
senão vejamos:
Aquele produto enlatado que dá pelo nome de "telenovela" começou em grande com "Gabriela...tararatara".
Foi muito bom, e caramba! Aquela mulher desarrumada, suja, despenteada, quente, morena, ingéua, infantil.....uff!!
Seguidamente aparece "O Casarão" e....fiquei-me por aí.
Depois disso algo me dizia que estava a ficar tudo dito, do género:
Poing, poing!!
Ok pessoal
- É para rir.
Morre alguém, dão-nos o plano de "Paulo"
- Pronto, está encontrado o assassino. É o Paulo evidentemente, embora "Pedro" tenha aparecido ultimamente talvez para dificultar um pouco mais a coisa.
Curiosamente o mesmo acontece com muito do cinema americano de encher pneus, em que o filme se desvenda nos primeiros diálogos, fazendo do espectador uma criancinha que deve ser conduzida com cuidado até ao lado de lá da rua.
Da parte que me toca, muito obrigado pela preocupação
Muito bem.
Nada de novo.
Até que... alto lá!!
Recebo uma chamada dizendo que....conseguimos! A música vai entrar na nova novela que vem aí.
Saltei e gritei! Uau! Fantástico ! Ia chegar a muita gente e mais rápido do que o normal.
Depois.......corei........pensei.......ah.....lembrei-me dos argumentos de muitos actores que conheço bem...deambulando entre o prazer de fazer cinema e a utilidade de fazer novela sendo que o prazer não é posto de parte neste caso, e.......
enfim, aqui estou eu a partilhar as incertezas em que que caímos.
Por isso, caro leitor
NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO DESTA NOVELA DE FIM PROVAVELMENTE TRÁGICO
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João Gil
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terça-feira, junho 21, 2005
O estado de espírito da nação
Começa a ser doentio e a ter contornos algo descontrolados.
Não me refiro à razão que assiste aos protestos que saem de toda a sociedade civil.
Aliás, se existe defice mais real, ele está na calma e tranquilidade que desde há longos anos recebemos as decisões superiores.
Um sinal de iniciativa individual, empreendimentos de cidadãos organizados em torno de objectivos colectivos, qualquer reacção mais "agressiva" ou espontãnea ?
Não!
Nada!
Absolutamente nada!
Salvo os sindicatos, salvo as suspeitas pré-campanhas com as suas dinâmicas mobilizadoras e manipuladoras, salvo os honrosos exercícios de livre cidadania, o povo parece adormecido depois de uma bela sardinhada, um mau vinho acompanhado de uma bela seven-up, com um sol magnífico em cima de um panamá branco.
- Deixem-me em Paz!!
- Deixem-me dormir!!
Até que acordamos um belo dia e....Fantástico!
- Bandidos, Ladrões, Gatunos, etc, etc
Damos conta que tratamos o País por "Isto".
Ou seja, nunca nos incluímos no role de possíveis arguidos da situação.
A culpa é DELES!
A crise toca a todos, não está fácil para ninguém, muitos amigos a passar mal, mas, meus queridos companheiros da mesma lingua e país:
Começa a faltar alguma paciência para tanta depressão e pessimismo, para tanto discurso culpabilizador de erros de um passado transformado em herança colectiva.
Creio humildemente que este estado de espírito da nação, não acrescenta muito à compreensão e solução de muitos dos problemas. Por outro lado, pode toldar-nos a lucidez que tanto precisamos para o futuro de todos.
Também já percebemos todos que os criativos das campanhas partidárias, além dos tiros que dão nos pés dos candidatos, só trabalham de quatro em quatro anos, agora que precisamos de cabeça fria, não podemos entrar em pãnico. E sobretudo
queremos:
Boas Ideias e Boas Iniciativas
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João Gil
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domingo, junho 19, 2005
Jornal "o desabafo"
Caríssimos
Decidi abrir este pequeno jornal com alguns propósitos que poderão ser interessantes para todos aqueles que têm sempre algo a dizer. Quis o tempo e a arrumação da profissão, que criasse uma espécie de muro à minha volta, que me tem inibido muitas vezes de esgrimir argumentos .
Creio que eu e muitos colegas caímos sistematicamente no erro de desaproveitarmos o tempo de antena em época de promoção, arremessando opiniões que, se por um lado não se entendem, por outro, exageram na forma e no estilo de discurso, como se nos devessem alguma coisa... enfim... Que País este que não nos entende !!
Assim, para que não restem dúvidas, farei desta tribuna o melhor e mais apropriado veículo de desabafo. Não há pressão de tempo ou edição, não há complexo de actualidade ou vínculo de direcção artística, ou de outro género, a não ser a ideia mais fantástica que pode haver na nossa vida - A LIBERDADE... Provavelmente o exercício mais difícil de exercer.
Vamos ver no que isto dá.
Um Abraço.
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João Gil
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11:05 da tarde
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