domingo, outubro 16, 2005

Já passou, já passou...

É incrível mas é verdade.
Hoje, domingo,
existe algo que me diz:
Hum.............
Vai fluir tudo,
ponderados,
cautelosos,
calmos e seguros,
doces, compreensivos,
dedicados esposos,
de ouvidos pacientes,
optimistas sem rancor,
impulsos moderados,
conscientemente construtivos,
Pais atentos,
rigor pedagógico,
preocupações estéticas,
a moda a modar
Lisboa a lisboer
o País a rolar,
a Justiça a justiçar
o Primeiro a ministrar,
talvez a chuva a chover,
a ética a etiquetar,
Enfim,
isto tudo porque.....


O GLORIOSO GANHOU!!!



Thomas Hoepker

sábado, outubro 15, 2005

O espelho

De quanto tempo necessitamos nesta viagem?
Quantas mentiras dissemos?
Por quantas invejas navegámos?
De quantas e quantas coisas nos convencemos ser verdade?
Quantas pessoas enganámos?
Com tantos obstáculos e biombos, onde estamos?
Como foi realmente a nossa infância?
Como eram os nossos Pais?
Para quem olhávamos, enquanto cresciamos?
Os nossos professores?
Onde estão os primeiros amigos?
Quantos são?
O que fica da nossa esperteza saloia?
Espremidinhos, o que restará?
Assim...tão maravilhados com o nosso espelho?
e mesmo assim, desta maneira absurda, descubro que afinal,
Somos deliciosamente,
Nós!

sexta-feira, outubro 14, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

O caso de um de nós

Aí está uma caso que deixa qualquer ser humano que se preze estupefacto com tamanha desumanidade.
O nosso compatriota, co-piloto do avião que foi apreendido na Venezuela, ficou por lá.
Ninguém sabe porquê ...e ele está por lá...ficará por lá.
Com sucessivos adiamentos do julgamento, está bom de ver, a selva selvátiva em que se encontra a justiça,
ou algo parecido com isso, naquele País.
Tudo indica que aquele nosso irmão de País estará inocente.
Sabe-se, porém, de todo o tipo de pressões que os nossos diplomatas têm exercido.
Estou com este discurso para, em primeiro lugar, manifestar a minha solidariedade para com um de nós.
Está lá, e se juntarmos esforços tudo poderá mudar.
Em segundo, serve esta situação bizarra para termos a noção que, apesar de tudo,
o nosso querido País é um edifício em permanente construção, que é melhorado dia a dia por todos nós.
Cada um de nós é tão importante como todos juntos em estado de nação.
Podemos ter muitos defeitos, e outros a apontar...
Mas orgulho-me de viver na Europa com tudo o que isso implica.

quarta-feira, outubro 12, 2005

Por uma causa

Fosse eu Deus por um momento, daria umas sete vidas e mais outras tanto,
acrescidas de uma força invulgar, a Mr. Kofi Annan, sem no entanto denunciar a minha subtil acção,
não fosse o Diabo por sua vez...

Ao ser medalhado em Portugal, retribuímos todo o esforço e empenho na questão Timorense,
assumindo da nossa parte a importância que reconhecemos nas Nações Unidas.
Achamos bem!!

Alongando o zoom, eu, o tal Deus, daria um fôlego extraordinário ao dirigente em causa,
para a implementação das Nações Unidas e reforma do seu conselho de segurança, como única boia de salvação possível.
Pensem só no que seria a barbárie...se não houvesse nada...nada!

Precisamos de regulamentos e regras de entendimento globais.
Assim saberemos a todo o instante, porque, como, contra quem, a favor de quem, marcham os canhões.

Será que todos juntos, saltando ao mesmo, gritando em uníssono, além de fazer estragos ambientais,
também adquirimos a força de um Deus?

À nossa imagem?

Esta é uma grande causa.

Sumo de tomate

Sem querer branquear ou perdoar seja o que for:
Os cowboys, os padrinhos, os caciques, os rapazes dos partidos, o pagamento das facturas,
a incompetência, e toda a merda que nos rodeia...não devemos tomar isto pelo todo, sob pena de andarmos à velocidade
de alguma imprensa que precisa de vender tudo ou quase tudo.
Não é justo confundir os nobres anseios de quem protesta com a notícia especulativa de uma manchete por provar.
Os tugas como nós agitam-se e mobilizam-se nos compassos emocionalmente activos.
Tal como uma criança, apenas temos de relativizar e dissociar o sangue do sumo de tomate.
- Não tenhas medo!!
- É apenas um écran.
O futuro será inevitavelmente melhor.

Olha-se o planeta em redor, e...o que dávamos em troca por uma vida perdida.
Os menores violados e assassinados em Portugal, as vítimas dos desastres naturais em todo o lado,
as vítimas dos atentados

Trocava estes nossos "problemazitos" por uma outra realidade.

segunda-feira, outubro 10, 2005

A oeste o costume

Nada de novo.
Mais do mesmo.
Sem surpresas.
As reacções aos resultados denunciam os seus autores e propósitos.
Aquilo que se pensava, confirmou-se.

No acto do crime e da delinquência, reside a notícia.
É de tempo dos jornalistas se autoquestionarem.
Para quem trabalham afinal?

O meu País tão arrumadinho...
Tão querido...
Ó......
Todavia....o sol....o azeite....o vinho.....as moças.....o benfas....o mar....
a língua....os amigos....a música....a família......
a areia......a primavera.....o eclipse..................................................................................................................................



Stage Coach

domingo, outubro 09, 2005

Dia de Santa Votação

Acordo estremunhado, desvio a cortina.... chove finalmente!
Sorrio cá pra mim, e penso:
- Isto começa bem.

Como é um dia especial, domingo, dia do Senhor, manda a tradição, apesar de à missa já não ir,
vestir uma fatiota ajustada à ocasião e cuidar da popa e marrafa de criança nascida lá no interior montanhoso.
- Tem que se lhe diga.
Lá votei, distribuindo sorrisos a toda a família da freguesia de S. João de Deus, que se cumprimenta educadamente,
nestes dias de casamentos, funerais e outros ais.

E agora é esperar para ver quem ganha:
"Os mafiosos" que apesar de presumíveis inocentes, atentam contra qualquer princípio de ética?

E se ganharem?

Como é que nos posicionamos a partir de hoje em Portugal?

Vamos a Tribunal e revemos o regime de casamento entre Portugueses,
exigindo a separação de bens ?

Ou vamos já para divórcio litigioso e entregamos de volta o B.I. ?

sábado, outubro 08, 2005

Dia de São Reflexão

Reflexão
Inflexão
Terreno inflexioso
reflecte a fléte
inflecte a cléte
reflecte refléte
inflecte infécte
mais flexível
mais inflexível
Infectível
estou-me a flétir
não reflitas
reflecte.

Qué felô
tô afli

sexta-feira, outubro 07, 2005

Pão prá boca

Eu cá vivo em Lisboa.
Faça sol ou faça chuva:
Vou votar.
Aliás, voto sempre, nem que seja em branco, apesar de, muitas vezes, o meu querido voto ser confundido
com o acto de "vandalizar" o boletim da cruz, ou até de apanhar sol, coisa que me irrita solenemente os pêlos e afins.
Dir-se-á :
- Apanhar gambuzinos é sempre um acto extremamente político!!
Reconheço... mas, caramba!
Vou lá, não?
Dá trabalho, está previsto na Democracia.
Sim, sei, somos poucos, e por isso não existe maneira de expressar a nossa revolta, de evitar o saco
azul da reserva de consciência...
O ostracismo aos inoportunos!!! Gritam!

Mas... com estes ouvidos que a terra há-de comer ouvi da boca do candidato Carmona o seguinte:

- "Eu gosto mais da cidade de Lisboa do que de mim próprio".

Juro que ouvi.

Isto é um dado novo.
É uma declaração de amor.

Venha de onde vier, goste-se ou não, seja de que partido for, direita ou esquerda, é uma declaração de assinalar.

Só que isto foi dito na penumbra da off entrevista.
Na RTPN...

Precisamos de alguém que nos ame.
Que o diga.
Que o demonstre.

Uma visão fiel e verdadeira de um visionário.
Acreditem, mais do que o túnel, precisamos do próprio do Marquês.

Como de pão prá boca.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Filarmónica à vista


Foto: Vasco Gil
(Telheiras, 16 Setembro 2005)


[podem enviar as vossas fotos]

terça-feira, outubro 04, 2005

Puzzle

Ontem demos início aos ensaios para o "Romeu e Julieta", que lá para Novembro
irá ver a sua luz no teatro S. Luís.
Não direi sobre isto muito mais para já.
Deixo-vos no entanto o quanto de felicidade e algum "receio" sinto pela tarefa
de compor para uma guitarra, o que é sempre um "ruído" no meio do universo do
falecido sr. Shakespeare...um dos seres humanos que mais se confundiram com Deus.

Depois, eram para aí umas 7 e picos, tunga!
Estádio da Luz, armado de bifana e binho a fingir no copo de papel de coca-cola.
Sou apanhado no corredor e comunico ao País pela "Sportv" ( não é para todos )
Assumo que tenho um pé no Benfas, outro no Belém, e outro ainda no Sporteiiing da Covilhã.
Lá ganhámos!!


Estranho o meu puzzle. Pleno de relações aparentemente utópicas e inexistentes,
de velocidades e gravidades diferentes...o peso...a massa...Bah!!

Ouvi dizer que o prémio Nobel da Paz dá esta semana 1 milhão de euros.
Bora lá prencher o boletim.

Que venha ao menos para um Português como eu, não eu...

domingo, outubro 02, 2005

Fragmentos

Os fragmentos de um fim de semana amontoam-se numa pilha disforme e difusa.

- Os suícidas de Bali, e a ideia que há coisas que nos escapam.

- O sucesso do euromilhões em Portugal, coisa normal para quem hipoteca o futuro à mercê da sorte do acaso.

- A cruz de Peseiro, e a confiança no guarda Ricardo, em redes nacionais.

- O peso desmesurado do futebol, no vazio de lixo do mar de sangue, que alimenta a nossa sede de morte.

- As interrogações de Marcelo: Votará o povo naqueles personagens?

- A perplexidade do porquê das legendas no telejornal do canal 1, quando, num depoimento feito por um imigrante vindo
de África, num português perfeitamente normal, descreveu o processo e o custo de uma tentativa frustrada.
Quem foi o imbecil que achou que um "assaltante" não se faz compreender?

Ocorreu-me, no entanto que dar um nome ao peixe limpa-vidros, pode ditar a sua morte, ele, o peixe negro,
que, de quando em vez, surge fora de horas, almeidando meticulosamente as paredes do aquário, ele, que se esquece de tudo num segundo, donde veio, ou para onde irá... ele preocupa-me...O Ajax...


É ou não determinante, a memória como razão de ser...um ser.

O outro império

Um dia, hei-de ir a Cabo Verde.
Faz parte de nós.
Nós fazemos parte dele.
É como ir aos Açores.
É como ir à Madeira.
Será?
Bom....

Como de costume, aproveito o vegetanço na viatura,
para colocar em dia a escrita e actualidade relativa, que as rádios nos oferecem.
Acima de tudo a sua voz, a sua companhia.
Já não é mau...
Ouvi uma morna cantada pela Nancy Vieira, acompanhada por um grupo de guitarras de lisboa,
e não vi nenhum choque ou contradição, nem sequer qualquer tipo de aproximação forçada ou imaginária.
Afinal, tudo aquilo que apenas, e somente, a música consegue:
Juntar os Povos.
Mas...aqui há outra coisa....
Será chocante, ou já vos passou pela cabeça, que podíamos ter o mesmo hino?
Já imaginaram que esta realidade pode ser possível, se os dois Povos assim o desejarem?
Não será este um novo tipo de descobrimento?
O não neo-colonialismo.
A aceitação de uma nova europa...o cumprimento dos mares?
Um novo tipo de mensagem?
Se a razão é determinada pelas emoções, como muito recentemente se acredita...por mares de Descartes múltiplos...correctamente navegados, por bravos e tantos oceanos...
diria eu, filósofo de pacotilha, que:
NA MÚSICA, TAL JÁ ACONTECE.
O FADO E A MORNA SÃO PARENTES.


ok?




Ah!
Afinal, o Fado sempre se dançou...
Bem me parecia.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Onde estás?

O que seremos na realidade ?
Algures...por entre olhares de outros ?
Ou na imagem deformada do espelho da cómoda ?
Que sinais damos de nós ?
A que tribo pertencemos ?
De que tempo ?
É de alguém este leve cheiro a rosas que adivinho do mar ?
Estás para chegar...pressinto-te.....
E porque não paras de chorar ?
Estou aqui !
Sorri.



Ray Mews

quarta-feira, setembro 28, 2005

Falamos depois tá?

Almoço e bazo rapidamente para o casino, ensaiar para o directo de hoje à noite,
no evento organizado pela Fundação Luso-Brasileira.
Faremos a Ala com o Zeca Baleiro que é um personagem de se lhe tirar o chapéu.
Bom, até aqui nada de novo, mas na origem deste post fica a sensação de um já visto e revisto
que se irá repetir por aí fora.
Desde há longos anos que os músicos Brasileiros vêm a Portugal fazer e divulgar o seu trabalho rotineiramente.
É bom que se falem abertamente destas coisas, sem alegorias ou arredondamentos adjectivais.
Não se podem queixar.
São recebidos por todas as televisões, são entrevistados pela imprensa, são acarinhados pelo público em geral.
O contrário nunca aconteceu, e existem muitas razões que explicam isso.
Dois pensamentos distintos, carregados de tranquilidade absoluta, marejados de suavidade climática:
- Nós, Portugueses, estamos bem graças a Deus.
É normal. Gostamos de música Brasileira, e ainda bem.
Aliás, em tempo de convulsões afectivas e emocionais, liga-se a radio, e lá está:
Aquela canção suave que parece que foi feita para nós.
Você....la lala lalalala...
Estou com pressa, mas volto a este assunto fássinantchi.

terça-feira, setembro 27, 2005

A primavera

" Enquanto tu e eu
Tivermos lábios ou vozes
Que servem para beijar
E cantar
Que importa
Que um qualquer filho da mãe
Invente um instrumento
Que sirva para medir
A primavera "

E.E.Cummings



Abbas Kiarostami


Nada como enfrentar o outuno e o inverno rigoroso que aí vêm,
na ideia que o verão é uma exaustão de primavera.

Andamos por aí , de Filarmónica às costas, apregoando sufocos...
Nas algemas da liberdade.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Sagitário

Não é de agora.
Sempre tive dificuldade em dormir.
Desgraçadamente.
Por isso, sigo à risca os conselhos de nunca ler jornais à noite.
É arriscado ir para a cama com todo tipo de problemas que assolam o panorama.
De facto....
Então, para descomprimir, dei por mim a ler a coluna do Tarot // Maya, a propósito do meu signo Sagitário.
O Sol. ( não damos hipótese )
E diz:
"O SOL aumenta a sua energia e reforça convicções. Contudo tenha em conta que
não deve pressionar pessoas ou situações;....."
Já desconfiava.

Fogo!

- Donde vem tanta criatividade?
- Semanas após semanas?
- Como é que se traduzem os astros para a linguagem tucátulá?

e continua:

"......mas tudo indica que acabarão por reconhecer o seu valor".

Obrigado!
Muito Obrigado Maya.
Estamos aí.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Chão limpo

-À pergunta :
- O equinócio foi ontem ou hoje?
Devolve de seguida a Margarida com o tom e ar de seu costume gozona:
- Porquê irmão, sentes-te equinociado?
- Sim sim....claro...a desgraçada.
Fiquei a pensar...o dia fica igual à noite...a noite igual ao dia... a coisa vai decrescer, e...
É o tempo de enterrar o verão.
O tempo de encaixotar as memórias recentes ou ainda.
Vem aí o frio?
Se vier que venha.
Será bem recebido.
Esperaremos por ele com aquele enfadado aparente, à beirinha de um sorriso.
Tristes de fingimento.
Nós,.. ah ah!!,
Os espertalhões e sabidolas, seguidos de pontos e vírgulas, plenos de interrogações;;;????
Não podemos jogar tudo numa cartada.
Quem vier , que descubra para seu espanto, que afinal por baixo do nosso tapete,
o chão ...
Está limpo.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Verdade ou consequência?

Continuando.......para que não apague ou modifique, como a tentação de Estaline que fazia "evoluir" o conceito
de fotografia, prática que se mantém nos dias de hoje...branquear....

Agora...tens de dar um beijinho na boca...

É tão dificil o mundo dos "grandes"