Ó meu diário matinal:
Sabes que os dias já estão maiores?
Acordei cedo meu amor
O dia era já
Tinha nascido
Na minha raia
O teu rumor
Na fronteira
Manhecido
Não vale pisar riscos
Não tires os meus olhos
de ti
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Os dias
Publicada por
João Gil
à(s)
4:10 da tarde
6
comentários
- É assim! O futebol é mesmo.
Olá mister diário:
Lembrei-me que te poderia dar um certo jeito, para o teu vocabulário
de flash interview.
Em vez de:
- O futebol é mesmo assim.
Podes sempre dizer:
- A competição não nos dá muitas saídas.
- Nem sempre o sol nos sorri.
- Isto é apenas um jogo.
- A estrada não acaba aqui.
Qualquer coisa...
Inventa...
Podes sempre trocar pelo muito em voga :
- É assim! O futebol é mesmo…
Um angolanismo, eu sei...
Isto apenas para ti, claro, porque os jornalistas da bola,
esses (como adoram dizer) são do melhor...
Profundos no seu:
- Por banda de...
- No tocante a...
- O habitual passeio dos convocados!
É muito bom!!
Lendas vivas!
Duendes que caminham habitualmente
em dias de clássico.
Estou a escrever-te e ouço qualquer coisa como:
Este golo... com toques de presidente!
Só porque o jogador se chama Lincoln???
Desculpa!
É fantástico.
És muito convencido!
Caramba!!
Publicada por
João Gil
à(s)
12:04 da manhã
5
comentários
terça-feira, dezembro 06, 2005
O boss é bom é bom é...
Ó meu camarada diário:
O nosso presidente... eu sei que te irritas tanto com isto, mas... é ele que manda nisto.
Por conseguinte, O NOSSO PRESIDENTE recebeu na casa branca o
American Ballet Theatre, e...consta que... terá apreciado...
Que Presidente este, que apesar de não sufragado por todos, ao naufrágio forçado,
podemos a todo o momento ser titanicados?
Que presidente este, que decide bombardear seja quem for, sem nos perguntar nada?
Nem um postalinho.., nada!
Não entendo como é que tu te incomodas tanto com as investigações da CIA pelos céus de toda a Europa!
Eles, tal como tu, não receberam ainda a cartinha…
Afinal quem é que aqui é o nosso pererrrresidente da junta?
Então, são ou não secretos os serviços secretos?
Secretos, só mesmo os supremos do porco preto, que substituíram as
fêveras, tudo isto por snobismo do mais parolo, só para justificar o preço.
Tal como o Fado que foi ao salão do rei, também a febra foi ao Tavares.
Saloiices à parte, voltemos...
Queres o povo a discutir as decisões do boss?
Ele existe para nos proteger.
Ele está lá sempre nos céus a vigiar.
Ele é o nosso anjinho.
Obrigado.
Merry Christmas, Mr. President!
Publicada por
João Gil
à(s)
4:24 da tarde
5
comentários
segunda-feira, dezembro 05, 2005
A República do bolo Rei
Estava aqui o teu irmão,
ó meu estimado e nocturno amigo diário,
deglutindo uma fatia de bolo rei da mexicana,
para muitos o melhor de Lisboa,
em minha opinião, demasiado betinho,
calha bem...
Servido de frutas apenas pela rama,
o que denota aquilo que já sabemos:
Aparência e apenas isso.
Come e cala-te!
...sempre o meu Pai...
Perde o respectivo, dessa maneira, seu lado mais rude, a sua massa empapada, com a dificuldade acrescida de encontrar qualquer tipo de brinde...
Alto e bom som, no tom de António Silva:
Adoro o bolo rei!!!
Sei lá porquê?
Mais ou menos porque:
bater com a cabeça nas paredes para nos sentirmos bem nos intervalos?
Ou a maldita educação cristã?
Culpa?
Anda! Come!... Ele outra vez....
Quando?
Às vezes, sabes?
Pergunto-me se, na base de tudo, não está apenas a forma da gestão alimentar.
Imagina o mundo inteiro à volta de um cozidinho no meio da Turquia, de barriguinha cheia...sem jejum...
As coisas ficavam como já iam...tortas como a tarte.
Publicada por
João Gil
à(s)
3:57 da manhã
5
comentários
domingo, dezembro 04, 2005
A dama dourada
12/4/056:03 PMjoaogil
Meu querido amigo:
Escrevo daqui do planeta Terra,
do sítio de Portugal.
O domingo é aquilo que tu já conheces,
podes comer ananás frio,
podes comer torradas com queijo fresco,
podes beber baldes de café tarde fora,
podes, claro se gostares como eu,
ouvir o Bruno Cocset, intérprete exímio
das 6 suites a violoncello solo senza basso.
do grande Johann S. Bach.
Podes sempre ver exaustivamente a sic notícias,
repetindo de hora a hora o golo do Mantorras.
Podes apanhar as notícias do chão.
Mas acredita, estou com esta conversa disparatada,
testando por sua vez o “Flip mac” que finalmente
tarefará de trocar as cedilhas por Ssssss
assim que necessário...
Aproveito e experimento as coisas engraçadas do Word
que nos rodeia.
Assim vai o mundo...o meu...e o teu.
AH!
E que tal aquela música doida que acompanha o
sr. Ambrósio e sua dama dourada?
É simplesmente maravilhosa!
Publicada por
João Gil
à(s)
6:19 da tarde
7
comentários
sábado, dezembro 03, 2005
Os amorfos
Meu querido amigo, desculpa-me a ousadia do adiantado da hora,
mas ...ponho-te um dilemazito, ok?
Tens uma plateia intelectualmente evoluída e geralmente bem informada,
com aspecto de pessoas diferenciadas do costume.
Tu colocas dois produtos totalmente opostos em cima da mesa:
- Um esquema bem sucedido, bem acabado e bem executado acima de qualquer reserva ou suspeita.
- Por outro, uma proposta aparentemente alternativa, extremamente mal executada,
a suscitar, inclusivamente, solidariedade por uma espécie de pena.
Pergunto-te, qual das duas arranca mais palmas?
Tu sabes muito bem do que falo...
Ai o caraças...então?
Qual é a inteligência que se aplica no acto da escolha das ditas palmas?
Pois eu digo-te:
Há uma esquizofrenia dominante que se declara acima de tudo
por uma inveja partilhada no segredo do silêncio colectivo...
A frustração obviamente não declarada.
Em minha opinião, apenas um reflexo da falta de formação de base a todos os níveis,
bem camuflada por estrangeirismos vários.
NÃO!
Não te vou dizer que me apetecia emigrar,
Não há cu!
Mas...não achas que seria uma belíssima ideia a terapia do sofá do tal José que de Gil se apelida?
A pena pela constatação da incapacidade de ser algo somente?
A negação daquilo que se afirmou pelo seu próprio pé?
Daí a satisfação...
Tenho muita pena meu querido amigo.
Venho do interior.
Fazia muito frio na minha escola, sabias?
És meu amigo.
Não me vires as costas.
Peço-te!
Publicada por
João Gil
à(s)
3:11 da manhã
3
comentários
quinta-feira, dezembro 01, 2005
A nobreza de um homem
Meu querido amigo:
Sei que hoje é dia de teu descanso,
devia deixar-te na tua paz merecida,
mas, enfim, não consigo!
Chove de grande, o céu apresenta-se carregado de água azul.
Só te liguei porque não resisto a falar-te de um homem como deve ser.
O cidadão Fernando Nobre, um dos homens que mais estimo e admiro neste planeta.
Pouco falei com ele, com pena minha, mas do pouco que, deixou Fernando um lastro
da sua enorme humanidade, do quanto somos ridículos quando incapazes de ver os outros.
Há pouco, pela reportagem brilhante de Teresa Conceição, deu-se a conhecer mais de Fernando.
Um dia, uma amiga minha dizia que havia pessoas que tinham um olhar grande... como os olhos de vaca.
Meigos, cheios, profundos...
O olhar de uma mãe fixando a sua cria?
O olhar nobre de Fernando.
Dorothea Lange
Publicada por
João Gil
à(s)
3:47 da tarde
15
comentários
O dia que nunca acaba
Meu querido e estimado:
Foi incrivelmente bonito este dia, hem?
Estou a chegar de uma jornada fantástica.
Aliás, creio que este dia começou ontem, ou mesmo antes.
Primeiro, a Sara gingando no seu universo... balanceado.
Se fosse um pintor, seria Sara a minha severa.
A minha coroa de sua glória.
Mas não!
Desajeitadamente teclo....
Ah!
....e danço....no videoclip.
(Toma e embrulha)
Depois veio o meu irmão Gaudêncio, de um enorme coração, que até estruje!!
Aquele homem como ele, cresceu dentro de si.
Lutou e trabalhou.
Tem o Tê que é muito caminho andado.
Tem amigos que sei lá o quê.
Uma família incondicional que se preza de ser.
Tem uma mulher inteligentíssima que não é pouco.
Não sei o que aquele desgraçado pode querer mais?
Vá dar uma curva!
Hoje ajudei a uma festa da RTP, acerca do trabalho voluntário.
Vi pessoas que há muito não via.
Fiquei como estou.
Feliz por todos.
Também eu cresci.
Ainda dei um salto à FNAC do Colombo, dar música a quem a merece.
"O dia que nunca acaba" podia ser uma daquelas banhadas...tipo perto de si...
pela voz do J.D. Nunes...
Olha meu querido amigo:
Amanhã?
Logo se vê!
...ou...logo se viu??
Vá!
Dorme bem!
Foto: Lourenço Gil
Publicada por
João Gil
à(s)
3:57 da manhã
8
comentários
terça-feira, novembro 29, 2005
O nosso tempo
Ontem à noite o tempo parou.
O teu.
O meu.
O nosso.
Disse a uma das câmaras que a nossa Sara é património mundial.
Mas isso tu já sabias.
Acrescentei que ela era uma dádiva de Deus.
A ideia de um novo Portugal!
Hoje é dia de Rui Veloso.
Vou levar os vossos olhos.
Abraço.
Meu incondicional!
Publicada por
João Gil
à(s)
3:21 da tarde
8
comentários
segunda-feira, novembro 28, 2005
Tem dias...
Há dias em que tudo corre devagar...
Há dias em que mais vale...
Há dias na vida dum agricultor...
Há dias que nunca se esquecem...
Há dias vi-te passar...
Há dias mais pequenos que a noite...
Há dias para tudo...
Há dias assim...
Há dias meu querido diário, em que tudo está escrito...
Tanto lá em cima como cá em baixo.
Publicada por
João Gil
à(s)
4:13 da tarde
13
comentários
A nossa Sara
Meu querido diário:
hoje segunda feira, é lançado no Santiago Alquimista,
o novo trabalho da nossa Sara.
Sei que não te invejas, quando exacerbo as qualidades de Sara.
Fazes ideia do que é acompanhar a Sara?
Imaginas o desapego que obriga?
O que provoca tanto abandono de nós?
Afinal, o que faz de Sara uma das maiores cantoras de sempre da nossa comunidade
de língua Portuguesa?
Diria eu, teu honesto servidor que a nobreza da sua altivez, retira o tapete do nosso chão,
que a luz da sua voz empobrece os nossos sentidos...só ela está, só ela existe.
Digo-te meu estimado amigo:
Nunca me tinha acontecido.
Tudo o que sabia ou pensava, truques ou manhas de tantos frangos virar que...
pudesse por obra de sabe lá Deus!
Sublimar toda a sua inteligência.
A tua!
Sara.
Por isso te rogo:
- Quando olhares o céu...
Publicada por
João Gil
à(s)
12:07 da manhã
11
comentários
domingo, novembro 27, 2005
A Filarmónica ao vivo

Foto: Vasco Gil
Para quem não esteve sexta-feira no Olga Cadaval:
a Filarmónica Gil toca ao vivo na Fnac do Colombo,
de 4ª para 5ª feira, às 0:30h
(entrada livre). Apareçam.
Publicada por
Baggio
à(s)
10:45 da tarde
13
comentários
sexta-feira, novembro 25, 2005
O feliz contemplado...
é António Mesquita.
Parabéns.
Publicada por
João Gil
à(s)
1:55 da tarde
14
comentários
quinta-feira, novembro 24, 2005
quarta-feira, novembro 23, 2005
Convite duplo - Olga Cadaval

O Desabafo oferece uma entrada dupla para o concerto da Filarmónica Gil no Auditório Olga Cadaval, em Sintra, na próxima 6ª feira, dia 25 de Novembro.
Para isso, tem responder às seguintes questões, e enviar um mail para conteudos@joaogil.com
[respostas até às 20h00 de 5ª feira, 24 Nov]
1) Quem produziu o cd da Filarmónica Gil?
2) Quem escreveu a maior parte das letras?
3) Onde fica a América?
Boa sorte. Encontramos-nos lá.
Publicada por
João Gil
à(s)
12:28 da tarde
15
comentários
segunda-feira, novembro 21, 2005
A dois terços de uma quase utopia
Meu querido quase diário:
Quero falar-te de uma questão quase utópica:
Vá lá!
Leva-me a sério de quando em quando.
Não sejas assim.
Quais os mecanismos que nós,(os que não estão lá na feira quando a campanha passa), poderíamos utilizar
que obrigasse a classe política a um entendimento numa determinada matéria sensível?
Explico:
Imagina que, tal como o documento da constituição, a Assembleia decidia, por maioria de dois terços, um projecto para 30 anos na área da educação, discutido abertamente por toda a sociedade civil, o tempo que fosse necessário,
até ao equilibrio mínimo de um consenso algures.
Depois, uma vez aprovado, uma vez respeitado, uma vez sacralizado,
seria por todos aplicado como mandariam as regras.
Não será esse o Portugal que nós deveríamos exigir?
Porque não nos entregamos a uma relação de novo tipo?
Uns com os outros?
Um País que saltita de quatro em quatro, nem sempre anda bem.
Deixo-te estes tópicos de uma quase utopia.
Pensa nisso.
Qualquer dia volto a chatear-te...
....Sim...continuo a pôr fotos...
Publicada por
João Gil
à(s)
6:49 da tarde
10
comentários
domingo, novembro 20, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
Caradepreocupaçãodemúsicodejazzábeiradafotografia
Bom dia irmão diário:
Hoje vou para o sul.
Estarei nas minhas funções, cumprindo o matrimónio da filgil.
Se fosse um treinador diria algo como:
- Sabemos as qualidades do adversário, no entanto, podemos ir lá fazer história.
...como de seu costume dizem.
...e como de costume:
- Ó senhor João, vem aqui na revista...apreensivo de imediato, leio e....
passo em revista o que me lembro da conversa com a jornalista sempre muito,
mas mesmo muito simpáaaaaaatica,
- Como é que surgiu a ideia do livro?
- Que tal a experiência de falar da sua música para setenta crianças?
- Como foi trabalhar com todos estes autores e cantores?
E...continuava interessadíssima no processo de construção do livro...e tal e tal.
Tentei corresponder nas respostas como seria natural.
Pois o que saíu foi algo de especulativo sobre uma possível colaboração com...
Fiquei irritado da minha ingénua simpatia desprevenida e disponível.
Aprendo na próxima, deixa estar.
Imagina, meu querido diário, de que côr se reveste essa coisa?
Trago-te figos se quiseres, sim?
Ah....tenho de te falar da cara de preocupação do músico de jazz
à beira de ser fotografado...assim de testa franzida...desfocando nas teclas...ou nas cordas,
transmitindo uma sensação de absorção do problema em causa...está em mim a salvação...
e provavelmente a sua evolução.
Acho que vou praticar.
Chet, 1989
Publicada por
João Gil
à(s)
12:39 da tarde
9
comentários
quarta-feira, novembro 16, 2005
Lisboa/Porto
Meu querido e viajado diário:
Há quanto tempo não fazes Lisboa/Porto by train?
Pareço um puto chavalo e feliz...
Um turista interno...bruto.
Só me faltam os calções e a camisa da Flórida…
Escrevo na maçã, bebo um café, leio o jornal.
Belisco-me, pelo sim pelo não.
Será isto tudo verdade?
Que dizer da aparente velocidade do abiãoue?
Saloiices?
Qualquer dia lembram-se do quimboio,
os homens da pasta preta.
Tira o cavalinho da chuva meu querido,
porque eu, meu caro, romantizo sempre a cena.
Gosto de andar à chuva.
Gosto de me molhar pelo prazer.
Porque me limpas meu amor?
Quem te disse que era sujo, o óleo que da minha carruagem
exala de tábua em tábua...até à estação seguinte.
Agora entendo-te Sérgio...à espera do comboio,
na paragem do autocarro.


Publicada por
João Gil
à(s)
1:16 da tarde
15
comentários
terça-feira, novembro 15, 2005
Próximos concertos


Foto: Vasco Gil
Filarmónica Gil
18/11 - Vilamoura
19/11 - Montegordo
25/11 - Sintra
Publicada por
Baggio
à(s)
10:18 da manhã
2
comentários






