Meu Querido Amigo
Estou a iniciar o fecho de um ciclo.
Este ano será o último de uma viagem
num total de aproximadamente 12 anos.
Está bem assim.
Um filme desenrola-se numa acção
em narrativa às vezes incerta,
por vezes surpreendente,
e muitas vezes incompreendida.
Faz parte.
Lembras-te quando jogávamos à bola,
e o menino que era o dono da bola,
ia lanchar a sua casinha e levava consigo o esférico?
Lá se acabava o jogo.
Nunca gostámos lá muito dele.
Com razão.
Por isso
Vou deixar tudo como está.
As paredes estão intactas.
Está na hora de fazer as malas e partir.
Levo comigo uma história bonita
Que hei-de contar aos teus netos.
Vou-te dando notícias mas vai-te preparando...
Chegou a hora
sexta-feira, abril 21, 2006
Verdade desportiva
Publicada por
João Gil
à(s)
8:13 da tarde
terça-feira, abril 18, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
Na estrada

Foto: Vasco Gil
Vemo-nos por aí:
20 Abril, Ala dos Namorados (& Rui Veloso), Coliseu de Lisboa
24 Abril, Filarmónica Gil, Santiago do Cacém
2 Maio, Filarmónica Gil, Barcelos
25 Maio, Filarmónica Gil, Vidigueira
1 Julho, Filarmónica Gil, Mealhada
12 Agosto, Filarmónica Gil, Ansião
13 Agosto, Filarmónica Gil, Batalha
14 Agosto, Filarmónica Gil, Amora
15 Agosto, Filarmónica Gil, Mortágua
17 Agosto, Filarmónica Gil, Estoril – Du’Art Garden
19 Agosto, Filarmónica Gil, Penafiel
26 Agosto, Filarmónica Gil, Pico
4 Setembro, Filarmónica Gil, Palmela
10 Novembro, Filarmónica Gil, Angra do Heroísmo*
11 Novembro, Filarmónica Gil, Ponta Delgada*
* Concerto acústico.
Publicada por
Baggio
à(s)
11:23 da tarde
"Eles" quem?

Estimadissimo
Dispersos vão os nossos dias
Dispersos, caminhamos nós.
Camuflado pelos óculos de sol
que nem gato escondido
esperava a minha vez pelo pão quentinho e,
imaginei:
Ó shô deputado...
Por aqui?
Sim, e olhe ali atrás...
Olha quem é ele, o...
Deixe lá!
Viemos passar férias para o mesmo sítio...
Já não bastava!
Pois...
Já viu a bronca?
Há muita coisa errada entre nós.
Quem ouviremos?
Quem respeitaremos?
Não consigo silenciar.
Amanhã começamos o protesto
Uma semana inteira em que todos os utentes das
auto-estradas e pontes decidem não pagar.
Uma semana em que faltamos à obrigação,
aos nossos deveres de bem comportados.
Não vão multar 2 milhões de eleitores pois não?
Faz-me confusão, a desactivação da consciência cívica.
Faz-me confusão que a participação se resuma a um voto
de quatro em quatro, em que se elegem irresponsáveis, como se vê.
O nosso azar é que “eles” têm muita sorte, por sermos assim,
Porque afinal “eles” são a “nossa” projecção.
A imagem do nosso lado mais feio.
Aceita o desabafo meu amigo.
Vejo-te em breve.
Um abraço
Publicada por
João Gil
à(s)
2:40 da manhã
quarta-feira, abril 12, 2006
3º volume - a carneirada
Meu querido e estimado amigo
Não digas nada.
Por favor deixa-me chegar lá.
Às vezes o silêncio e a pausa são a melhor resposta às dúvidas.
Apesar de ter suspendido o acto de fumar,
só me apetece a prevaricação de tão almareado estar.
Este discurso hipócrita, esta moralidade importada nem sei de onde, esta directiva europeia mal fundamentada e explicada,
só me deixa perplexo e estupefacto.
Juro-te!
Preocupo-me por ti
pela família
pelos teus amigos que nem sequer conheço
e um pouco por todos enfim...
Não adopto nem aprovo esta inquisição dos bem comportados.
Nesta família sociedade, têm de estar todos sem excepção.
Todos!
Por isso se quiseres fumar só tens de ter algum cuidado:
Não mandes o fumo para cima de mim.
A vida é tua.
Faz dela o que te der na gana.
Não tens de dizer nada.
Não será um decreto ou uma proibição, que fará mudar as mentes, mas sim um maior conhecimento do seu próprio corpo.
Deixa de fumar se achares, mas que seja a tua força a decidir,
no momento e na hora por ti decidida.
Um abraço e... já sabes...
Publicada por
João Gil
à(s)
1:07 da manhã
domingo, abril 09, 2006
2º volume
Mais umas dicas para ti, para o caso de ainda te passar pela cabeça...
Não vás muitas vezes ao estádio da luz
Vai ao estádio de Alvalade que o problema não é teu
Não leias os jornais antes de dormir
Calça uns ténis e corre 100 metros a abrir, ou... 10 apenas
Não devas dinheiro ao estado... ou a ninguém
Traça uma data e comunica aos teus filhos
Pensa que o desejo e o vício podem ser anulados
pela conquista da vitória
Boa sorte!
Publicada por
João Gil
à(s)
1:46 da tarde
sexta-feira, abril 07, 2006
Como deixar de fumar. 1º volume

Meu Amigo
Por opção ou não,
quanto fumo já entrou e saiu
por esta boca que te fala?
Buf!!
Não te escondo o prazer que, afinal, só me complica a vida.
Como se fosse hoje, lembro a primeira vez lá na montanha,
ao inspirar estoicamente umas barbas de milho que me deitaram
por terra, tonto e aos tombos vomitando os pulmões pela boca.
Tunga! Caí...
Depois, fumei estilosamente como um homem durante muitos anos.
Até que, de repente, deixei... pensava convencido.
Tá bem abelha! Tinha dentro de mim a inscrição suprema,
essa pequena informação que jamais me abandonaria.
Sou um viciado!
Sou mesmo.
Que alívio afirmá-lo.
Por isso te digo, vai fazer um ano que...
Suspendi!
Palavra mais cautelosa e humilde.
Quero que te afundes adorado vício.
Sou mais forte que tu... creio... ser.
Até lá, vou-te matando um dia após outro.
Digo-te adeus meu amigo esperando as notícias tuas.
Será que suspendeste?
Sei de algumas técnicas, se quiseres...
O reconhecimento e aceitação da nossa condição,
torna-se fundamental para esta primeira fase
de uma nova vida de ares renovada.
Achas que sou paternalista com este discurso?
Às tantas...
Publicada por
João Gil
à(s)
10:47 da tarde
terça-feira, abril 04, 2006
Onde me sento

Estimado amigo
Tenho outras coisas em mente
Quero lá saber.
Gosto da tua boca
Do teu lábio ligeiramente torto
Das palavras que na sua beira
Pensam dizer e dizem
Entre
Abrem-se
Vejo-te
A boca
Deve por mim beijada ser
Beijado por ti
Quem se deu primeiro?
À morte não deixo
Por mim e por ti
Serás eterna
Como um pequeno beijo
À socapa
Publicada por
João Gil
à(s)
12:09 da manhã
segunda-feira, abril 03, 2006
A orgia dos falhados
Olá João
Creio que venho em boa altura não?
Por um lado, as coisas não estão fáceis,
mas sinto que existe algo em ti
que te deixa secretamente entusiasmado
e empolgado com uma boa luta.
Confessa...
Como eu te compreendo.
Na tua idade, não dispensaria tal prazer.
Já vi que as fofocas não afectam nem alteram a relação
que tens na tua memória.
Acredito que te chateie a manipulação sobre a tua cabeça,
e sintas que te condicionam a liberdade.
Sabes muito bem onde vives.
O teu País tem demasiada mediocridade que torna esse tipo
de jornalismo uma realidade, mas aviso-te que nalguns sítios da
tua Europa, o mesmo acontece, por vezes com mais voracidade.
Essa gente de merda, a que tu te referes, alimenta-se de porcaria e
como calculas, muitos dos teus compatriotas ditos de famosos, vendem o Pai-Mãe-Filhos-gato-cão-o que preciso fôr,
entregando e vendendo toda a sua intimidade, e até a sua alma, numa espécie de terapia de masturbação colectiva.
Só tens de compreender o processo:
Um negócio de bastante lucro onde por conseguinte, vale tudo.
Mas não te preocupes que esta orgia de falhados, dura quase sempre uma semana aproximadamente.
Depois... tudo acaba, eles lavam a consciência num balde de merda e adormecem com facilidade.
Haverá gente honesta no meio disso tudo?
Obviamente, assim como a classe dos taxistas não tem culpa da escumalha que anda na praça.
Como sempre, tens a minha paciência.
Um abraço do teu amigo
Q.
Publicada por
João Gil
à(s)
6:52 da tarde
domingo, abril 02, 2006
Criminosos ou filhos da Puta?
Meu Querido Amigo
Nem sei bem como te abordar neste assunto.
Às vezes procuro nas palavras o sentido das coisas.
Directas ou irónicas, procuro as palavras necessárias,
as que melhor abrem as portas da minha percepção,
as que estão mais à mão da alma.
Por isso, com mil cuidados me dirijo e a ti me confio.
Tanto o jornal mais bizarro que apareceu nos últimos tempos,
que se chama “24 horas” como a revista cor de rosa “ Nova Gente”,
inventaram coisas, histórias, argumentos, legendas de fotografias minhas, imaginando cenários sobre a minha vida privada.
Como sabes, nunca da minha boca sairá seja o que fôr sobre
assuntos íntimos ou privados da esfera da minha vida.
Que fazer?
Se respondo, alimento a novela, acabando por fazer aquilo que, afinal eles querem.
Se deixo de aparecer nos sítios, tenho a minha liberdade limitada, direito esse que não é justo ver limitado.
Se os ponho em tribunal, a indmnização e esforço de todos,
para além da morosidade e inacção da justiça Portuguesa,
justificam a ideia do crime que compensa.
Vou ser superior a isto tudo.
É muito o dinheiro sujo feito por este tipo de gente.
Eles têm um nome e eu tenho uma dúvida:
Criminosos ou filhos da puta?
Publicada por
João Gil
à(s)
2:58 da tarde
quinta-feira, março 30, 2006
Tique e Toque
Meu estimado Quase:
É provável que me repita de vez em quando.
Quando os factores da alergia irritadiça se repetem,
então é normal que volte ao assunto.
Pergunto:
Porque é que o pivot da informação, jornalista credível
altamente qualificado, responsável e da nossa confiança,
José Rodrigues dos Santos, pisca o olho no final do telejornal?
Digam-me, ajudem-me, expliquem-me.
Porquê?
O que é isso tem a ver com informação?
Entretenimento?
Ele tem o seu público?
Cumplicidades privadas?
Eu e vocês ???
Daaaaaa....
Não entendo.
Isto até nem é assunto!
E se calhar arrisco-me Ó:
Este gajo não tem nada para fazer...
Mas, ele há coisas que me eriçam.
É mais toque do que tique.
Pronto!
Já passou.
Desabafo apenas.
É legítimo:
Caro leitor
Precisamos de um provedor para o País.
Não de um lápis censório,
Pisquemos os olhos, meus irmãos.
E tu Quase, não me irrites, com essa tua azelhice altaneira.
Tens a mania.
Publicada por
João Gil
à(s)
11:00 da tarde
quarta-feira, março 29, 2006
Proteina emotiva

Estimado:
Sempre que vou a uma casa de fados
venho de lá um pouco confuso.
Sempre dividido, estranhando e entranhado,
fico a pensar num amontoado e difuso sentimento.
As palavras por vezes bacocas de um mundo à parte,
num envolvimento musical extraordinariamente
rico em proteínas emocionais.
Fui ouvir uma cantora que veio de Angola,
Ana Maria de sua graça, carregando na voz
uma história de vida digna de seu nome.
O fado é incrível, cheio de pessoas incríveis,
que o testemunham e transportam.
É preciso meter as mãos para sentir aquele motor,
e sujar a mente de óleos velhos e gastos.
Deixem-se de merdas, os que o julgam erradamente.
As mentes equivocadas cagam sentenças anunciando
a sua constante morte.
Qualquer dia levo-te aos fados querido amigo.
Tens de ir.
Vais compreender.
É importante compreender a sua razão.
Fecha os teus olhos e... ouve
Mais ou menos como ir à catedral e desfocar na luz da luz...
Publicada por
João Gil
à(s)
1:02 da manhã
domingo, março 26, 2006
Um novo clube

Meu Querido Amigo,
Há tempos que ando para te falar disto:
Hoje passei a ponte a correr.
Muita gente e ainda bem.
Ando aqui com umas ideias
que não te cheguei a contar:
Qual o efeito da iniciação à prática
de atletismo pelas crianças na pré e pós adolescência?
Convenci-me que o atletismo pode ser muito importante
no bom desempenho físico e intelectual de uma pessoa.
A aprendizagem e o conhecimento do nosso próprio corpo na idade própria, fabrica um ser livre e completo
no seu estado adulto.
Conheces as crianças mais pobres do bairro de campolide?
Diz-lhes que se inscrevam, anda lá!
Vamos ter um treinador, equipamentos, um medico,
um seguro, um autocarro, um clube!
Sempre a seguir à escola como é evidente.
O que queres?
Acredito e luto.
Absolutamente mais nada.
Peço-te apenas que não me julgues.
Não tires conclusões.
Não pretendo dividendos.
Nada.
A ponte ficou deserta....
Publicada por
João Gil
à(s)
10:34 da tarde
quinta-feira, março 23, 2006
O dia do puto
Olha Quase
Antes que venha o dia da criança, deixo-te aqui o dia do puto
24 de Março
Ouve
Estica o braço
Sentes a chuva?
Guarda-a
Toma este lápis
Risca sempre
Fora do desenho
Se quiseres claro
Toma as tintas
Suja-te
Pinta-te
Calça estes sapatos
Corre contra o vento
Se te apetecer
A favor também é bom
De quando em vez
Lembra-te
Não tens culpa
Sabes uma coisa?
Desculpa
Publicada por
João Gil
à(s)
10:21 da tarde
quarta-feira, março 22, 2006
The day after poetry day
My Dear Friend:
Change
Change is everywhere,
All around us.
If you do not notice any change,
You are not changing.
If you do not notice any change,
Have you seen,
The ocean,
The skies, Change
Change is everywhere,
All around us.
If you do not notice any change,
You are not changing.
If you do not notice any change,
Have you seen,
The ocean,
The skies,
The seas,
The land?
If you do not notice any change,
You, alone, will never change.
Kelland Chew
A venda de poesia do dia seguinte tem riscos ainda por descobrir.
A poesia deve ser desejada.
A poesia oral tem riscos menores.
Consulte um especialista.
Flor Garduno
Publicada por
João Gil
à(s)
10:26 da manhã
terça-feira, março 21, 2006
Get yourself a gun

A velocidade sempre me fascinou.
Ou melhor, aprecio a representação da velocidade.
É mais isso.
Sem o espírito tunning que merecia,
até entendo o orgasmo da coisa,
Mas não.
Não é o caso.
Refiro-me à vida que vai passando a olhos vistos,
ainda agora estava ali...
Lembro-me sempre do genérico dos Sopranos:
Get yourself a gun...
É tudo muito depressa.
O dia é manifestamente pequeno.
O planeta também e Portugal nem se fala.
Vou acalmar os instintos, voltar devagar.
Chego e o assunto divide-se em dois aspectos:
A situação complexa do Sporting,
e o conhecimento do desconhecimento
de Durão Barroso sobre o pretexto da invasão ao Iraque.
Enganaram-se....
E agora apetece-me à brava enganar-me até porque
tão pouco se discute acerca das verdadeiras razões.
Vou pensar que Durão Barroso pelo apoio dado, recebeu de prenda o cargo que ocupa, afastando-se da crise e dos problemas que Insuflavam dia a dia em Portugal.
Se estiver enganado, OH! Direi que me baseei em dados que estavam errados!
O que achas disto tudo querido amigo?
Publicada por
João Gil
à(s)
11:16 da manhã
segunda-feira, março 20, 2006
Musica e Paz

Meu Querido Amigo
Escrevo-te já na minha terra.
Voltei numa porcaria de um avião
onde o espaço disponível, está indisponível
pela falta de espaço.
Que fazer das pernas numa viagem de 11 horas?
A companhia Air France, viabiliza-se pelas suas poupanças,
poupando no espaço da viatura.
Mas isso não interessa.
Valeu muito a pena ter ido,
Encontrámos um Maestro e uma Orquestra exemplar.
Estes séculos passados em Macau,
Teriam na comunicação e no diálogo a velha questão de sempre.
É possível comunicar e encontrar um entendimento único e próprio.
Sabemos da utilidade do futebol, tal como os signos do zodíaco,
para iniciar uma bela conversa.
A Música é a Paz.
O diálogo torna-se sensitivo, subtil e sincero.
O produto final adquire uma nova nacionalidade.
A paz.
Publicada por
João Gil
à(s)
3:06 da tarde
quinta-feira, março 16, 2006
O brio

Grande Quase
Como é que isso vai?
Já passaram aquelas mazelas?
Há coisas que a idade não perdoa tio...
Eheheh
Por aqui a coisa está do melhor,
A orquestra tem um maestro prestigiado
e arrojado.
Os músicos são bem comportados,
E não como alguns dos seus colegas de Portugal,
agrilhoados por fantasmas de funcionalismo-público,
de comportamentos de putos por infância não tida.
Encontro brio por estas paragens,
Uma outra maneira.
Comunicamos.
Cruzamos a informação.
Tem sido bom.
Aceita o meu abraço.
Publicada por
João Gil
à(s)
2:31 da manhã








