quinta-feira, setembro 28, 2006

assustados... toma! toma!

Meu Estimado Amigo

Estamos com medo.
Diria, acagaçados.
À beira do pânico.
Com temor e assustados.
Manietados e quietos.
E por aí fora...
Entramos num avião e pensamos no mesmo.
Subimos a um prédio um pouco mais alto,
e lá está a imagem.
Uns cartoonistas usam do humor e, tau!
O Papa desajeita-se e, patapan!!
Estrála a bomba que o foguete vai no ar.

Estamos aqui com um ou mais problemazitos.
Se por um lado o respeito saiu de casa,
abandonando de vez o diálogo,
num lar onde nem sempre houve
pão de cada dia à refeição,
como é que vamos fazer prevalecer,
tudo o que conquistámos revolução após revolução,
à custa de tanto sangue?
Por quanto é que vamos vender
as liberdades fundamentais?

Achas que se eles lá longe soubessem,
que Marques Mendes utilizou o “ ganda noia “
para se identificar junto de crianças, assumindo
o seu sentido de humor,
iriam “encaixar” as liberdades que nos alimentam
o espírito ocidental?

Assim com o devido respeito,
nem nós embandeirávamos em arco,
nem eles queimavam tanta bandeira, meu Deus.

domingo, setembro 24, 2006

Curiosidades

Você sabia que a Selecção Portuguesa de Futebol dos Sem Abrigo, abandonou o hotel na África do Sul, alegando falta de condições?
Parabéns!

Você sabia que saiu uma notícia, em que a Liga da 1ª divisão se propunha a julgar o caso do apito????
Extraordinário!

Você sabia que os israelitas inventaram um tecido que aguenta temperaturas elevadíssimas, que resistem a bombardeamentos???
Quem vai comprar?

Você sabia que uma data de gente tentou erguer sem sucesso um menhir?
Que forças usariam os antigos?
Erecção assistida?

Você sabia que um velha de tão velha que era,
morreu sem dar por nada?
Olha que caraças!

Também eu queria um dia assim que fosse.

sábado, setembro 23, 2006

Outono, uma em ponto




Querido amigo

É Outono.
E depois?
Se o Benfas não tivesse empatado,
falar-te-ia da espuma que do verão sobra ainda...
Mas não!
Prefiro pontapear as latas que vou encontrando
debaixo da folhagem que se junta no passeio largo
avenida Liberdade abaixo até à Restauração total.
Esta primeira chuva que faz escorregar o pessoal distraído.

Gosto de Lisboa em todas as suas estações por igual,
mas se tivesse um dinheirito como deve ser,
voava ao espaço só pra te ver de longe,
e voltaria como sempre à hora certa.
À uma em ponto precisamente.

Se calhar o Outono é isto mesmo.
Esta cena que se repete à noite quando
desfocamos os olhos nas gotas de água que conseguem
driblar as escovas limpa-vidros...

Sobrevivo como elas, as pessoas,
fintando o tempo,
empatando...


Descompassando

segunda-feira, setembro 18, 2006

FIFA, IGREJA

Querem os homens do futebol,
a mudança e a transparência?

Sugestão:

- Dois árbitros e quatro fiscais de linha,
cabendo a cada um, o acompanhamento de apenas uma metade do campo.
Cada fiscal de linha vê reduzida a sua área de responsabilidade, aumentando a sua competência.
O 7º arbitro, visiona o jogo e modifica qualquer decisão errada, por duvida ou desatenção, assegurando uma maior verdade desportiva.
Assim, quem vê em casa, tem um representante
que interfere directamente no jogo.

Obviamente que será mais ou menos assim.
Não poderiam antecipar o processo?


Quer a Igreja a paz entre os povos, no respeito das crenças de cada um?


Sugestão:

- Deve o Papa assumir publicamente e sem reservas, que independentemente do passado de cada um , não existe superioridade entre religiões, e por isso, todos sem excepção serão igualmente iguais perante Deus, respeitando as premissas necessárias a qualquer diálogo entre seres com razão de ser.


Principalmente agora, que a sua, da igreja, máxima representante, o Papa, decidiu acender um cigarro junto a um depósito de combustível.

inadvertidamente?

quinta-feira, setembro 14, 2006

Filosofia de cordel

Como de costume,
Deus chega sempre a casa antes de mim.
A verdade é que Ele está em todo o lado
como uma esfera cujo centro está aqui ou ali.
Sou a sua sombra, Ele está antes.
O sol chega-Lhe primeiro.
Cá vou andando, Ele já cá andava, digo eu, dizia Ele. Foge-me da mão, Julga.
Eu , tal como Ele, posso estar em todo o lado.
Pela global informação, ou pela exigência da participação colectiva, estamos uns segundos após Ele.
Por isso, seremos a Sua imagem logo após.
O preço do petróleo subiu porque houve
um atentado em Damasco... Ele estava lá... nós soubemos logo a seguir.

A constatação.
A reflexão
A contemplação
A consciência

Tudo


Sempre uns segundos depois.

Mas, se Ele é a projecção do nosso primórdial animal Eu,
que vai da circunferência até ao centro da Nossa esfera a todo o momento,
existindo sempre antes de Nosso Mim...

Quem chegou primeiro?

quarta-feira, setembro 13, 2006

Borboleta

Sempre que viras as costas
Há uma convicção a caír
Sempre que olhas para o lado
Há uma estrela que arrefece
Sempre que baixas a cabeça
Há um peixe afogueado
Sempre que assobias distraídamente
Há uma denúncia sob tortura
Sempre que ficas indiferente
Há um fusível que se avaria
Sempre que te calas
Há um silêncio aterrador


Em cada movimento teu
Há um efeito terrível

Será que ainda não descobriste...

Que se um dia sorrires
verás os meus olhos


Terás a minha alma

terça-feira, setembro 12, 2006

Os velhos de entao



( entre os 35... e os 18 da vida seguinte )



Chamaram-no de velho,
mas ele nem ouviu sequer.
Estava gasto e por isso,
era tempo de sair de cena.
Dar lugar aos jovens, exigia-se.
Que jovens? Pergunta-se.
Mas, o que vem dos tais jovens?
Que respostas inovadoras deles se esperam e se ouvem?

Ouvi Mário Soares neste debate acerca do 11 de Setembro e, lembrei-me de ti meu amigo.
Eras tu, em horizontes maiores,
na explicação e compreensão do mundo.
Não adulo o Dr. Soares, nem é isso que está em causa, mas tenho de reconhecer, que a sabedoria que advém da experiência acumulada é sistematicamente atraiçoada pelo stress paternalista e pela arrogância daqueles que pensam ser mais novos... por momentos diga-se, desconhecendo eles que em muitos casos, a arteriosclerose
intelectual, chega em tenra idade.

Desculpa-me este desabafo, meu estimado amigo.
Irritei-me, porque não consegui ouvir as devidas explicações do mundo de há uns anos a esta parte,
e não por culpa de Pacheco Pereira.


Os Índios do west americano eram venerados.

Só cá...



É proibido!

domingo, setembro 10, 2006

De ti nunca fugi

Meu Querido Amigo

Já me habituei ao teu silêncio.
Afinal, a tua sabedoria aconselha à ponderação.
A sensatez.
É a quente, quase sempre que te escrevo,
De coração na mão e de espada em punho.
Tunga!
Diz... escuto... sim...
Tens razão.

Dias atrás, passei pela minha cidade natal,
a Covilhã, que Deus a tenha.
Não existe alternativa:
A subir, a descer.
Sempre que te escrevo, torno à infância.
Subitamente, a liberdade!
Gente dura, boa gente.
As mulheres mais bonitas até hoje vistas a olho nu.
A costela Judia faz o sentido de humor
mais terrível e avassalador.
Bela terra a minha terra.
Não há Pai!

Cuidado com os lacraus!
Não ponhas os pés nas giestas... as víboras.
Aprende-se muito na Serra.
Quando volto à Covilhã,
Tenho a estranha sensação,
de lá, nunca ter saído.

Aprendi contigo uma grande lição:
- Não tenhas medo!

Devo-te muito!

segunda-feira, setembro 04, 2006

A face imaculada




Sim meu estimado amigo.
É mais uma daquelas crises por dá cá aquela palha.
Tens razão, devíamos parar...
Alturas que alturas, onde aviões
batem asas, onde cada copo por sete vale,
em que se danifica perigosamente o que resta
do músculo cerebral, que facilmente e como se sabe,
obriga à mudança frequente de latitude do epicentro do raciocínio, imaginem...
Neste caso, um simples anúncio a um perfume,
leva a todo o tipo de alucinações mais básicas.
Básico era por exemplo, a nossa infantil informação
no file da masturbação dos primórdios da descoberta.
A freirinha malandra que por aromas levada
a pecados inimagináveis, provoca assim descaradamente as instituições do regime de Roma em curso,
levantando a nossa lebre à espingarda do que é incorrecto...
Já me tinha esquecido.
Só tinha de o fazer:

Amparar a face de tão imaculada criatura.
Estive à altura.

sábado, setembro 02, 2006

Um Abraço e uma Achega

Aos amigos que muito estimo e considero,
que mantêm a indecisão de assinar,
quero dizer-lhes muito claramente que para além
da discussão aberta desta questão, tenho como ideia central
da petição, um objectivo muito claro:
Evitar que as R.E.N. (Reserva Ecológica Nacional) e
as R.A.N. (Reserva Agrícola Nacional)
se transformem, por artes mágicas do fogo,
em terrenos para a plantação de gruas e árvores de betão

Fica à vossa consideração.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Mar dos Açores




Fui à ilha do Pico, estimado amigo.
À festa dos Baleeiros fui tocar.
Inesquecível!
No mar grande dos Açores mergulhei de cabeça.
De ti floresta não me esqueci.
Por isso trago-te o mar. Ele sabe de ti.
Povo orgulhoso este, feito de magma ainda quente.
Tal como em Mortágua, lá estavam os jovens músicos
e as suas preocupações no futuro próximo.
Aqui nos Açores, existe uma catrefada de filarmónicas.
Uma tradição que persiste e insiste, inda bem!
Vamos continuar pelos mares da petição.
Valemos muito.
Somos importantes.
Nós.
Os cidadãos.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Petiçao- 5.000

São necessárias 5.000 assinaturas
para que o assunto seja apreciado
pelos deputados da República.
Tudo bem, são as regras.
Podemos não chegar lá, é certo.
Trinta mil obstáculos se levantam... o costume.
São imensas as razões:
- É inconstitucional!
- Havia outras formas de pôr a questão.
- Tens de ser mais explícito.
- E os danos colaterais?
- E a minha liberdade?
- E se eu, vítima e dono do terreno, se o quiser vender?
- Pensa bem, podias modificar...
- Dez anos, francamente, mais que suficiente.

Ouvi... ouvi... ouvi...
Pensei:
- Caramba!
- Eu não governo. Eles não fazem música.
Tudo, tudo, tudo, tudo é motivo para nunca fazer nada.




Perguntei à floresta... escutei o que ela dizia de volta... e,

Ela precisa de nós!

terça-feira, agosto 22, 2006

Petiçao

Obviamente que o governo em gestão, terá de encontrar
as soluções devidas e justas.
Esta petição copia o bom exemplo Françês, que se veio a revelar com sucesso.
Discutimos estes assuntos de boca calada à boa maneira Portuguesa.
As imagens sucedem-se nos telejornais e perante a banalização do desgosto alheio, enquistamos a nossa indiferênça.
Decidi fazer um texto simples e directo, e não iniciar uma conversa já esfriada e gasta.
Queremos apenas descartar e despistar uma das possiveis causas de tanto fogo posto.
Um Abraço deste que tanto vos quer.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Petição

Acreditando ser esta uma das soluções para o fim do flagelo, vimos por este meio pedir ao Sr. Primeiro-Ministro e ao Sr. Presidente da República a proibição imediata da comercialização dos terrenos ardidos, por um período nunca inferior a trinta anos.

Os signatários
.


Assine aqui a petição
(http://www.petitiononline.com/fiminc/petition.html)

quarta-feira, agosto 16, 2006

A estrada




Filarmónica Gil:

Mortagua





Esta terra de Mortágua tem que se lhe diga.
Tem as suas festas naqueles dias de Agosto
em que chove abundantemente,
seja para levar finalmente os bombeiros à cama,
ou para inundar as casas de cheiros de terra africana... molhada... sensual... imagino.

Mortágua tem gente muito curiosa,
muitos jovens músicos, abertos e disponíveis
para as novas correntes,
escoteiros amáveis, prestáveis e sorridentes,
escolas de cães destinados a serem guias de invisuais,
emocionante pela dedicação de
pessoas tão delicadas e gentis.

Sentido acolhimento, deixei-me levar de conversa em conversa,
Cruzando olhares com toda a gente, de espumante em punho,

Esta Filarmónica de que faço parte, tem muita sorte.
Foi assim em Ansião, na Batalha, na Amora e será
amanhã no casino, depois em S. Martinho, em Penafiel,
por aí fora até Elvas no final do mês.

Tenho muita sorte estimado amigo.

terça-feira, agosto 15, 2006

Os livros tambem ardem

Há muito que não me ria tanto.
Refiro-me, caríssimo amigo,
ao personagem Mateus Colombo,
que habita e vive no livro “ O anatomista”
Mateus, que ao descobrir a sua América
no corpo de uma mulher, se arrisca por tal,
a arder numa fogueira de lenha verde,
isto claro, para a combustão ser tão lenta quanto a agonia.

Antes passei pelo ajuste de contas de dois amigos,
que não se encontravam por razões que só lendo,
numa combustão também lenta de “ As velas ardem até ao fim”
Que gente esta que salta na frigideira das palavras...

Agora estou a entrar na biblioteca dos livros esquecidos,
pela mão do pai de uma criança que já tem idade...
“ A sombra do vento “ dá por título, o que não ajuda nada
no combate aos incêndios.

Por isso, meu querido amigo,
ando jiboiando pelas letras,
tentando resistir ao desgosto pós parto
do abandono provocado
quando se chega ao fim de um livro.

Nesta secura toda
Os livros também ardem

sexta-feira, agosto 11, 2006

Democracia

De peixe espada à cinta,
é como me sinto
assim desasado e sem jeito
de águia a contrapeito...

Digam-me lampiões e adjacentes
incluindo o Belenenses
Qual a razão?
De tão desajeitado anúncio
em que o Benfica é gozado pelo
próprio de si mesmo... sim, qual a razão?
Perante um irritante em crescendo de irritação que diz:
Ninguém pára o Benfica...
Responde o anunciante enjoado e incomodado:
- já paravas...

Eu pergunto
Hum hum...

Somos como a América?
Permitimos tudo dentro de nós ao ponto da cauda escorpião?

Somos mesmo uma nação...

Democrática

terça-feira, agosto 08, 2006

O beijo suspeito






Pois é
Assim que ti vi assim
Por impulsos díspares,
Nem pensei duas
Agi por ti
Agarrei-te cheia
Uivei o teu nome
Já se sabe
Sem antes te apanhar pelo dorso
Como é obvio
Gosto das tuas costas
Dos teus dois buraquinhos no fim das costas
Desse mistério infindável
Vou desafinar-te sem remédio nem cura
Como podes calcular
Confiar-te um segredo no pescoço
O teu pescoço
Ossatura dura
Dá-te nas minhas mãos
Abraço-te
Tu só queres um abraço
Sei disso
Ou um beijo suspeito

Grita-me!!

Mar de luz






É com a devida vénia que a ti me inclino, Meu Amigo.
Estarás bem?
Sobrevives bem a este caldo que amesquinha uma catrefada de gente?
De paparazzis convenientes da estação ridícula, que fotografam
perversamente a barriga de muita gente que do tamanho se ignorava?

Estava muito bem eu na cozedura do miolo,
quando me vi na 2, em repetição na “Revolta dos Pastéis”
a quem endereço daqui a minha vénia também.
Nunca gostei de me ouvir,
e muito menos de me observar.
Não avisava a família próxima de que ia aparecer...
Vergonha...

Mas, não deixo de constatar que a arrogância não faz falta nenhuma entre
todos nós músicos, produtores e afins.
A última coisa que nos faz falta é exactamente a bacoquice petulante.
Mas prontos!!!!

Entretanto decorre no “canalmaldito” uma conversa interessantíssima
a propósito do mesmo tema.

Eis que, estando muito bem numa esplanada, ouço da voz dum banhista compatriota,
algo parecido com:
- I donte laike pórtchuguise music.
- Dizia ele para um algo interessado estrangeiro.
-Mitu de ti, retorqui pensando...
Muito bem!
Está no seu direito.
Já não o digo o mesmo do publico português, sempre atencioso e atento.

Concluo que o assunto se arrasta na ordem do dia
em linguagens desusadas,
próprias desta época estúpida comó...

Talvez à procura de um mar de luz ao fundo do túnel.

Um abracinho sim??