segunda-feira, julho 17, 2006

A sombra da noite













Estimado

Estas noites andam quentes
Lisboa fica excitada com estas noites de fulgor
como se os instintos despertassem com a brisa nocturna e luarenta.
Os neurónios cozem durante o dia borbulhando na sua fervura,
queimando as impurezas e as bactérias incómodas e
à noite é que são elas.
Só apetece é comer os cérebros que por aí pululam.
Isto para te dizer que dei comigo no estado puro nipónico,
armado de objectiva acidental de Alfama em Alfama
Descendo degraus e degraus até ao Eugénio de Andrade.
Encanta-me a Lisboa que encobre as mazelas do dia.
Um destes dias vens comigo no acaso casual da descoberta
de que, perdidos é que isto tem graça.
Pago-te um copo
Vá lá!
Anda lá!

quinta-feira, julho 13, 2006

Preconceito e chuva de palmeira

Meu estimado e fadista amigo

Ando numa época fadista
recuperando e afastando fantasmas de outros...
Por mim, sem problemas de maior, há muito.
Porquê?
Diz-me porque é que as pessoas que apesar de tudo,
com níveis de sensibilidade apurados, tantos anti-corpos ao fado construíram?
Munidos de critérios que por si só são um caminho,
emprenharam pelos ouvidos?
Mal educados por falta de educação sensitiva?
Feitos de quê?
Preconceitos?
Parto a minha cabecinha à procura de explicações e zero!
Devo andar estúpido de certeza incerta...
Há-de passar!

Isto para te dizer que estava junto ao mar, quando
um sufoco desceu junto a mim.
Um peso inacreditável, de ar pesado e nuvens cheias
de electricidade incontida.
Lia o meu livro de momento cheio de boas intenções.
As folhas das palmeiras choviam ruidosamente,
e pensei, por andarias tu?

Abraço

domingo, julho 09, 2006

O Cristianismo Ronaldo

Na hora do fecho deste evento suspeito e endinheirado
que é o mundial, interessa reter coisas que, meu estimadíssimo
e fairpleísta amigo, nos devem fazer pensar no futuro, tais como:

- Os mergulhos dos atletas que fazem lembrar a fama dos Portugueses em Itália de se furtarem ao pagamento dos transportes públicos.

- A puta da realização de TV Alemã que no jogo com Portugal, chegou ao ponto de dizer que sim abanando as câmaras para cima e para baixo, escolhendo muito bem os lances que devia ou não repetir.

- A passagem para o desporto, de muitos conflitos entre povos,
pelos vistos, jamais resolvidos.

- A provocação das imprensas, apregoando coisas falsas só para venderem a merda do papel.

- A estupidez e o fanatismo do Anti-Cristianismo Ronaldo, com que os Ingleses resolvem os seus problemas e as suas derrotas.

Se vires por aí o Luís Figo dá-lhe um grande abraço.
Um tipo á maneira!

Finalmente fecho o dossier do futebol, porque sinceramente...

Já cansa!

sexta-feira, julho 07, 2006

A primeira assinatura

Hoje lembrei-me duma fase muito engraçada
para o crescimento dum homem de barba rija.
Oh oh oh.
Lembras-te de quando ensaiaste
a tua primeira assinatura?
Escolher dois nomes, ou mesmo três por questões de ordem social ou importância acrescida, ou apenas por... soar melhor.
Caramba!
Foi lindo, a semear rabiscos por tudo o que era folha.
Creio que imitava o meu Pai.
É bom imitar um Pai.
A sua mão grande e estilosa assinava o meu ponto de nota duvidosa e eu, assustado pela má consciência de mau aluno
por boas razões politicas, conjecturava...
Embora convicto, nunca o convenci.
Era a época.
Tal como o nó da gravata, também a assinatura se ensina.
A marca genética.
A morte derrotada.
Cabrona!

Não te assustes, mas por vezes vejo em ti
o meu Pai.

quinta-feira, julho 06, 2006

Suspeiçao

Meu ombro amigo

Imaginas o quanto irritado com a porcaria deste resultado me sinto...
O nosso homem do leme insinua que o árbitro
estava ao serviço de alguém.
E a coisa fica assim?
Tem ele razão?
Estava a quente?
Há um super-apito-douradíssimo?

As pessoas dizem:
- Somos um país pequenino!
Admite-se portanto que as decisões da FIFA e dos árbitros são directamente proporcionais à grandeza das bandeiras?

Creio que chegou a altura de se criarem mecanismos
que anulem o protagonismo do homem do apito e de todas as suspeições mais ou menos razoáveis.
Entre as variadas soluções, destaco duas:
- O quarto árbitro tem um monitor para rever e inverter as decisões incorrectas.
- O jogo é arbitrado por dois juízes, cada um acompanhando uma equipa.
São ajudados por quatro fiscais de linha.


Não teremos nós uma selecção que ultrapassa largo
as fronteiras das possibilidades de Portugal?
Tornaremos Portugal competitivo se melhorarmos os índices
de rendimento de toda a sociedade nos vários sectores.
A saúde a preencher o campo todo.
A educação a distribuir bem o jogo aos avançados.
A música Portuguesa a não precisar de mendigar quotas
de passagem nas rádios, marcando golos de belo efeito.
Porque é que nestas áreas somos tão permissivos?
Então... será que merecemos esta selecção?

terça-feira, julho 04, 2006

Astulticia dos abestuntos

Meu Estimado

Hoje até vinha falar-te de futebol.
Originalidade não me faltaria pela certa,
dizer-te as coisas que ainda ninguém disse, imagina...
Tácticas
Raciocínios
Estratégia pura
Comunicação
Mobilização
Conspirações
Tantas e tantas que te espantarias em espasmos
sucessivos de dores de acutilância astuta
Mas não.
Nada disso!
Lia as notícias tardias, e na três, um público delirava
da javardice das palavras.
Muito bem.
Também me rio de vez em quando assim.
Para lá do talento nocturno,
o facto dos comediantes da bolinha do écran
arrebatarem e arrancarem os aplausos
às funduras e às profundezas da sagacidade
da astúcia numa espécie de astultícia.

e apenas a isso

terça-feira, junho 27, 2006

andar andar andar






Sim
Apenas
Sim
Passear
Sim
Ouvir
Sim
De mão dada
Sim
Deixar
Sim
As pegadas
Sim
Às cegas
Sim
Em silêncio
Sim
Deambular
Sim
Vaguear
Sim

Porque sim

sexta-feira, junho 23, 2006

Fala contigo

Caro João

Este assunto que te atormenta é um já visto entre nós.
É precisamente nestas alturas quando sinto que a tua razão e argumentação vêm das entranhas emotivas,
que tenho o apelo de te falar.
Não de te acalmar.
Não de apaziguar.
Que o mar te fique sempre bravo, assim é o meu desejo.
Mas deves pensar e ver bem o que vos rodeia.
Vocês são manifestamente poucos.
Todos se conhecem como primos ainda que afastados.
Ao contrário de outros países com maior número de habitantes,
o pódio é pequeno, têm de ser uns de cada vez...
Entendes?

Usa-se por aí a expressão de “sete cães a um osso”
antagónico a “setenta cães a sete ossos”
porque se assim fosse, diluiria a ideia de inveja e tudo se arrumaria
em patamares de sobrevivência normal, sem ter de estar na
crista da onda, o que faria de vós, um Pais normal e culturalmente rico na sua diversidade criativa.

Creio que os Portugueses têm de aprender a viver com esse facto, aproximando-se dos Países nórdicos que embora pequenos, souberam criar dinâmicas próprias.
Fala com os teus amigos
Fala com os teus colegas
Fala contigo
Pensa nisso como um bem e não como uma fatalidade.
Festeja os sucessos dos teus amigos
e verás com mais naturalidade
o sucesso do teu Pais.

Um abraço

Q.

quarta-feira, junho 21, 2006

Vale a pena Portugal?

Meu querido amigo
Mando-te este texto que enviei ao blogue "canalmaldito" que discute a questão da lei da rádio.
Tentei falar em sentidos figurados, por falta de pachorra para entrar em polémicas circunstanciais.
Deixo-te aqui o texto


"Antes de mais, os meus parabéns ao blogue e à iniciativa da discussão.
Este não é um tema novo para toda uma plataforma que discutiu profundamente o assunto e da qual fiz parte.
Apesar de alguns interesses não assumidos e lobizados nem a Rádio nem os homens da Rádio, são meus-nossos inimigos.
Considero-me sim inimigo duma puta duma mentalidade preguiçosa e estúpida que domina Portugal
uns dias após o seu nascimento.
Humildemente acredito que a questão passa por inverter os hábitos e costumes de consumo.
Mas.... isso seria a inversão de Portugal, torná-lo menos periférico, mais orgulhoso da sua lingua,
numa espécie de reencaminhamento da bandeira à janela para uma elevação e evolução cultural.
Utópico que sou...
Uma espécie de Espanha, País traumático para nós, mas inviável de tanta inveja sofrermos..
Imaginem um Portugal onde se ouvisse o mais possivel de tudo o que fosse produto nacional.
Onde se consumisse em todos os formatos, todo o tipo de música de todas as áreas...
Acreditam nisso????

Portugal só é um País de vez em quando, porque tem comportamentos bizarros que se assemelham a grupos de nómadas à procura de um sítio para acampar.

Por isso estou orgulhoso de fazer parte de um grupo de pessoas inconformadas, que tentam inverter
a situação, criando um processo lento de mudança que só daqui a muitos anos terá resultados efectivos.
Acredito que os novos projectos terão nessa altura visibilidade e...
Portugal valerá a pena. "

Um abraço

Ruido

terça-feira, junho 20, 2006

O sentinela

Escapatoria




Bom dia meu amigo

Dias incríveis estes
de abandono aos rigores da rotina
Dias para cismar e questionar
Se pudesse
faria um passeio matinal
por um qualquer areal
Inspiraria a manhã
Falaria de mão dada até ao fim do dia
Ouviria tudo o que houvesse
Teria as novidades dos pescadores
Aqui por estes sítios
Há uma escapatória
ao desastre

quarta-feira, junho 14, 2006

O comunicanto do vaso


Van Gogh


Meu Querido Amigo

Faz um tempito que fechei as portas
ao retorno e ao diálogo com os leitores e
convivas do espaço comum.
Matutei e convenci-me que a manipulação
era e continua a ser um abuso da confiança
e do respeito que pulsa nas veias da Liberdade.
Não mudei de ideias, mas reconheço que tal fecho para balanço
retira muito do que é o espírito da coisa-blogue.
Era a sobrevivência que estava em causa.
Vamos ver o que acontece.
Somos recipientes comunicantes,
Por isso, aprecio o domínio do colóquio das ideias
sobre o tucá-tulá messengeriano.


Sou o mesmo de sempre
que a ti se dedica
meu amigo

domingo, junho 11, 2006

Viva Portugal !!!


Eis uma das boas razões para o meu patriotismo.

A outra igualmente deliciosa,
faz o alimento da alma lusa. Para muitos lusos,
uma vitória magra sobre Angola pode ter um sabor a derrota.
Lindo!!
Viva!
Para esses lusos, assenta mesmo é uma bela duma derrota,
e assim se reverem na ilusão de que poderiam ter ganho...



Viva Portugal e os seus lindos portugueses!!


Viva a pita!

sexta-feira, junho 09, 2006

Reserva de humanidade

Meu querido e afável amigo

Não te passa o quanto me incomoda a notícia
acerca da hipotética violência exercida sobre crianças
na Casa do Gaiato.
Não é por nada, aliás as suspeitas são apenas suspeitas até às conclusões.
Verdade???
Embora a voragem colectiva goste sempre de tirar as suas próprias conclusões
como se sabe...

Sempre que se fala em padres prevaricadores
deparamo-nos com as eternas dúvidas
A Fé!
Quem são os representes de Deus na terra?
Quem prega o quê?
São apenas homens, tudo se compreende...
Tudo?

Na minha intimidade da memoria de infância
a ideia de Deus fazia osmose com a Música que tentava
chegar à Sua beira
Subíamos ao dialogo com ELE.
Por isso, cada vez que um padre é acusado
seja do que for,
é como se a reserva de humanidade a que fomos educados
desde coisinhas pequeninas,
significasse uma derrota de todos.
Ok.
Deixa....
Tu não sabes o que é ajudar à missa das seis da tarde
com a idade de 9 anos.

Um abraço

quarta-feira, junho 07, 2006

Chuva de flores

Olá Meu Estimado

Hoje fui à feira do livro
Isto porque,
ontem soube que hoje estaria Júlio Machado Vaz
a apresentar e assinar o seu último trabalho.
Que boa oportunidade para ver uma pessoa que tanto admiro.
Saio dali e... Meu Deus!
Uma chuva de flores de jacarandá

Pensei cá para mim:
Compram-se uns livros utopizando
que se tem o tempo e o espaço de leitura para os ler... Rapidamente... Já!
Nã!!!
Compra-se o tempo, compra-se a paz.
Compra-se a ideia de estar a ler, o que já não é mau.

Ainda por cima, chovem flores...

Lindo!

segunda-feira, junho 05, 2006

Clarisse

Clarisse
Eu já te tinha disse
Que o dito por não dito
Era a coisa mesmice

Clarisse
Eu já te tinha dote
Que o dote por não dote
Não queria dizer pescoço
Até à data

Clarisse
descaradamente
Finjo-te em falsete
Alarvemente corrijo-te
Estupidamente atinjo-te
Eu no pingarelho
E tu no atalho

A coisa não anda boa
És tu!
Que os parolos há muito
Conta disto tomaram
Modernamente jovens
Repetem seus pais
Têm direitos adquiridos
Os caducos

Paz às suas almas inocentes.

Vivam as pazes
Que cheiram a fezes

Eia!

quarta-feira, maio 31, 2006

O arco da bandeira

Meu Querido Amigo

Ele há coisas que me lixam...
Aproveitando o ensejo, a publicidade escolhe
o mundial de futebol como motivo
de comunicação obvio e evidente.
O desejo.
O sonho.
A ilusão.
Calculo que seja fundamental estabelecer
a razão directa entre a venda do produto
e a vitória desportiva.
Ou seja:
Já ganhámos!
Portugal vai ser campeão!
Esta conta básica tem dois resultados possíveis:
Um lado aparentemente bom, que se reflecte na mobilização das hostes lusitanas e num evidente acréscimo de vendas, portanto:
A revitalização da sociedade consumidora.
O outro é desportivamente conhecido como desastroso para Portugal.
Nunca ganhamos quando entramos a ganhar.
Faz parte do nosso processo colectivo.
Embandeirar em arco é manifestamente mau.
Eu disse-te...

segunda-feira, maio 29, 2006

As 4 linhas

Meu caloroso amigo

O fogo ainda não estalou.
Está um calor que me tolda o conhecimento adquirido.
Escrevo-te com os dedos pesados,
coisas que pela preguiça mal se erguem,
desinteressantes e banais, do tipo:
Equipa que ataca também tem de defender.
É caso para dizer que os neurónios foram todos lá para
a frente e eu aqui sozinho com a baliza indefesa
a enxotar mosquitos.
Não é justo!

Só ligo ao futebol.
Por isso não te espantes se o nosso diálogo nos próximos tempos, pautar pelo meu guru que é o Gabriel Alves,
o nosso Nobel das quatro linhas.
Estilo...
E como gosto de ouvir os hinos enquanto as câmaras registam
o patriotismo e o desafinanço dos jogadores...
Encontrar as razões de uma derrota será o lema.
Julgar os comportamentos e o desempenho será a nossa prioridade total.
Tens cromos prá troca?
Nas quatro linhas se escreve música.
Nas quatro linhas se escreve um poema foleiro
dedicado a um jogador qualquer.
Nas quatro linhas se joga ao galo de não ter sorte nenhuma.

Em quatro linhas joga um povo o seu destino...

Azeite puro para molhar o pãozinho.

sexta-feira, maio 26, 2006

As janelas de Timor

Diz-me estimado e atento amigo
se não é tudo tão obvio e evidente
pega-se nas armas e cá vai disto
os argumentos escasseam e nem se explicam
as catanas impressionam-nos
lembram-nos
há pessoas em perigo
assustadas as crianças
os olhares
os olhos
as mãos e o colo
um português inocentemente falado
não são as bananas ou abóboras
não
não é o café
não é o preparado picante
nem o sangue a correr por isso

é sempre a mesma merda

abre-se a janela de Timor
e lá vem o aroma inebriante

cheira a petróleo que tresanda

quinta-feira, maio 25, 2006

A moça pick up

Uma moça novinha senta-se numa pick up,
a saia pouco discreta desvenda uma perna generosa e robusta.
Aproveitei, olhei para o interior, curioso pelo aspecto...
4 lugares de espaço mais que suficiente.
O tablier austero e rigoroso para o trabalho árduo.
O sol a despontar e a pick a aparecer lá no horizonte...
A ronda diária pelos pastos em piso difícil.
A terra escorre-me entre os dedos da mão.
Observar os animais, o seu crescimento é uma tarefa
de todos os dias.

ou:
A praia ao longe... paro, olho em volta e descubro a melhor onda,
a prancha cabe á vontade no casco que me orgulha o peito feito.
O fato mal lavado e pleno de areia custa a vestir por isso.
Faço-me ao mar e ataco-o com sorriso matreiro.

Ah!!!
A moça... que fazer com ela no espaço de imaginação?
Vou tratar de ti... dar-te o melhor uso.
Arrumar-te no porta bagagens.

Já viste meu caríssimo amigo
como os homens se imaginam?
Uma feira de automóveis cheia de miúdas giras...

Um espectáculo!

quarta-feira, maio 24, 2006

caixotes de papel

Meu Querido Amigo

Que saudades de ti.

Tens pintado?

Tantas coisas para te contar que nem sei como começar.
Encontrei coisas de ti em caixotes que já nem eu.
Vou mandar-te as tais fotografias em que apareces a fumar charuto.


Deixo-te aqui um abraço e mais outro para o Baggio.

Esbruga-te na atitude!!

Vamos teclando, boa?

UU

Já cá canto!!

terça-feira, maio 16, 2006

É só por isso: em mudanças


Foto: Vasco Gil


Filarmónica Gil:

quinta-feira, abril 27, 2006

Mudanças

Meu Estimado Amigo
Como vais?
Que notícias tens de ti?
Diz coisas sempre que achares.

Sabes que estou a mudar de casa?
Que seca monumental, este trabalho de empacotar.
Mas, como tudo, existem lados obscuros de claridades evidentes.
Sempre que me mudo, lá fica reduzida a papelada e o espólio.
Ainda bem!
A mala vai ficando mais leve, e a vida fica nitidamente mais portátil e fácil de manusear.
Adoro rasgar papéis e deitá-los fora.
Um peso que se liberta, um registo que se abandona.
Aquela imagem da menina a beber nescafé na falésia
I can see clearly now
the rain is gone...
Óó
Cá vou eu.
Sinto a liberdade batendo na cara,
sulcando as rugas do meu caminho.
Toma o meu sorriso e um abraço
do teu enorme tamanho
meu querido amigo
de todas as horas.

terça-feira, abril 25, 2006

Caracol ode

Querido caracol
Andas andas andas
Qual o teu horizonte
Coisas enormes decerto verás
Longos os passos da tua breve vida
Como será o mundo por ti visto
Inglória fama para tão rápida ingestão
Quão lenta a memória de te esquecer
em cada abril que apareces de novo
Dedico-te esta ode por tua honra
animal singelo e subtil que
não fosse a vicissitude e tudo mais fácil seria
por de ti tanto gostar

Quem vier por bem

Meu Estimado

Hoje é dia 25 de Abril.
Onde estavas?
Piadinha... esquece.

Exercitar a liberdade é usar o 25 de Abril, não?
Festejar o feriado, ir à praia, ler um livro, ir ao cinema
ou apenas não fazer nada, pode ser uma forma de comemorar, não?
Sabemos agora todos o valor da liberdade, não?
Temos uma ideia mais aproximada da importância do
respeito pelos outros, não?
Uma data de coisas que já sabemos... não?

Mas pergunto, de que vale a liberdade se as condições de vida
são cada vez mais difíceis e apenas os bancos vão sorrindo
dia após dia?
Quem tem um banco tem tudo, não?

Ainda há pouco via o filme do 25, e confesso o embaraço.
Estive no largo do Carmo, no jornal “ República”, na PIDE, nos passeios... andei por ali, manhã cedo por aviso de camarada meu.
Para mim, é prematuro ver aquela fita.... desculpem.


Ontem no concerto em Santiago, gritei
Viva o 25 de Abril!
Viva Portugal!
Muito bom!!!!
É fantástico poder gritar sem medo, não?
Apesar de não estar na moda.
Caguei!!!!
Gritarei sempre que se seja a ocasião, não?


Depois,
inevitavelmente,
lembro-me do Zeca Afonso.
Por bem quem vier por bem.


sexta-feira, abril 21, 2006

Verdade desportiva 2

Ah... a propósito da verdade desportiva
que é um assunto pertinente
E com muita pertinácia até

Erram os árbitros porque em vez de serem dois,
é apenas um com dificuldade evidente em observar
o jogo por inteiro.
Hipocritamente o público exige dele as funções de Deus,
coisa difícil para um simples homem.

Erra o público porque parte do princípio que ninguém é honesto.
Erra o público quando chama impropérios ao guarda redes quando
chuta o pontapé de baliza.
Erra o público em manifestações racistas.

Erram os treinadores quando se desculpam por tudo e por nada.

Erram os dirigentes quando acicatam ódios provincianos.

Erram os jogadores quando manhosamente tentam enganar as pessoas,
falseando lesões e todo o tipo de representação não desportiva.

Diz-me meu amigo Quase...
Que havemos de fazer?
Os dados estão viciados.
Se calhar isto só tem piada... assim.
Falseamos colectivamente... sem importância nenhuma.


Um Abraço

Verdade desportiva

Meu Querido Amigo

Estou a iniciar o fecho de um ciclo.
Este ano será o último de uma viagem
num total de aproximadamente 12 anos.
Está bem assim.
Um filme desenrola-se numa acção
em narrativa às vezes incerta,
por vezes surpreendente,
e muitas vezes incompreendida.
Faz parte.

Lembras-te quando jogávamos à bola,
e o menino que era o dono da bola,
ia lanchar a sua casinha e levava consigo o esférico?
Lá se acabava o jogo.
Nunca gostámos lá muito dele.
Com razão.

Por isso
Vou deixar tudo como está.
As paredes estão intactas.
Está na hora de fazer as malas e partir.
Levo comigo uma história bonita
Que hei-de contar aos teus netos.

Vou-te dando notícias mas vai-te preparando...
Chegou a hora

terça-feira, abril 18, 2006

Ouro





Encontrei-te
Valiosa
Bela
Sempre
No meio de um turbilhão
Ergue-se a luz
Submerge
Eterna
Serás


Q.

segunda-feira, abril 17, 2006

Na estrada


Foto: Vasco Gil


Vemo-nos por aí:

20 Abril, Ala dos Namorados (& Rui Veloso), Coliseu de Lisboa
24 Abril, Filarmónica Gil, Santiago do Cacém
2 Maio, Filarmónica Gil, Barcelos
25 Maio, Filarmónica Gil, Vidigueira
1 Julho, Filarmónica Gil, Mealhada
12 Agosto, Filarmónica Gil, Ansião
13 Agosto, Filarmónica Gil, Batalha
14 Agosto, Filarmónica Gil, Amora
15 Agosto, Filarmónica Gil, Mortágua
17 Agosto, Filarmónica Gil, Estoril – Du’Art Garden
19 Agosto, Filarmónica Gil, Penafiel
26 Agosto, Filarmónica Gil, Pico
4 Setembro, Filarmónica Gil, Palmela
10 Novembro, Filarmónica Gil, Angra do Heroísmo*
11 Novembro, Filarmónica Gil, Ponta Delgada*


* Concerto acústico.

"Eles" quem?




Estimadissimo


Dispersos vão os nossos dias
Dispersos, caminhamos nós.

Camuflado pelos óculos de sol
que nem gato escondido
esperava a minha vez pelo pão quentinho e,
imaginei:

Ó shô deputado...
Por aqui?
Sim, e olhe ali atrás...
Olha quem é ele, o...
Deixe lá!
Viemos passar férias para o mesmo sítio...
Já não bastava!
Pois...
Já viu a bronca?


Há muita coisa errada entre nós.
Quem ouviremos?
Quem respeitaremos?
Não consigo silenciar.

Amanhã começamos o protesto

Uma semana inteira em que todos os utentes das
auto-estradas e pontes decidem não pagar.
Uma semana em que faltamos à obrigação,
aos nossos deveres de bem comportados.
Não vão multar 2 milhões de eleitores pois não?

Faz-me confusão, a desactivação da consciência cívica.
Faz-me confusão que a participação se resuma a um voto
de quatro em quatro, em que se elegem irresponsáveis, como se vê.
O nosso azar é que “eles” têm muita sorte, por sermos assim,
Porque afinal “eles” são a “nossa” projecção.
A imagem do nosso lado mais feio.

Aceita o desabafo meu amigo.
Vejo-te em breve.
Um abraço

quarta-feira, abril 12, 2006

3º volume - a carneirada

Meu querido e estimado amigo

Não digas nada.
Por favor deixa-me chegar lá.
Às vezes o silêncio e a pausa são a melhor resposta às dúvidas.
Apesar de ter suspendido o acto de fumar,
só me apetece a prevaricação de tão almareado estar.
Este discurso hipócrita, esta moralidade importada nem sei de onde, esta directiva europeia mal fundamentada e explicada,
só me deixa perplexo e estupefacto.

Juro-te!
Preocupo-me por ti
pela família
pelos teus amigos que nem sequer conheço
e um pouco por todos enfim...
Não adopto nem aprovo esta inquisição dos bem comportados.
Nesta família sociedade, têm de estar todos sem excepção.
Todos!
Por isso se quiseres fumar só tens de ter algum cuidado:
Não mandes o fumo para cima de mim.
A vida é tua.
Faz dela o que te der na gana.

Não tens de dizer nada.
Não será um decreto ou uma proibição, que fará mudar as mentes, mas sim um maior conhecimento do seu próprio corpo.

Deixa de fumar se achares, mas que seja a tua força a decidir,
no momento e na hora por ti decidida.


Um abraço e... já sabes...



domingo, abril 09, 2006

2º volume

Mais umas dicas para ti, para o caso de ainda te passar pela cabeça...

Não vás muitas vezes ao estádio da luz

Vai ao estádio de Alvalade que o problema não é teu

Não leias os jornais antes de dormir

Calça uns ténis e corre 100 metros a abrir, ou... 10 apenas

Não devas dinheiro ao estado... ou a ninguém

Traça uma data e comunica aos teus filhos

Pensa que o desejo e o vício podem ser anulados
pela conquista da vitória

Boa sorte!

sexta-feira, abril 07, 2006

Como deixar de fumar. 1º volume






Meu Amigo

Por opção ou não,
quanto fumo já entrou e saiu
por esta boca que te fala?
Buf!!
Não te escondo o prazer que, afinal, só me complica a vida.
Como se fosse hoje, lembro a primeira vez lá na montanha,
ao inspirar estoicamente umas barbas de milho que me deitaram
por terra, tonto e aos tombos vomitando os pulmões pela boca.
Tunga! Caí...

Depois, fumei estilosamente como um homem durante muitos anos.
Até que, de repente, deixei... pensava convencido.
Tá bem abelha! Tinha dentro de mim a inscrição suprema,
essa pequena informação que jamais me abandonaria.

Sou um viciado!
Sou mesmo.
Que alívio afirmá-lo.

Por isso te digo, vai fazer um ano que...
Suspendi!
Palavra mais cautelosa e humilde.
Quero que te afundes adorado vício.
Sou mais forte que tu... creio... ser.
Até lá, vou-te matando um dia após outro.

Digo-te adeus meu amigo esperando as notícias tuas.
Será que suspendeste?
Sei de algumas técnicas, se quiseres...

O reconhecimento e aceitação da nossa condição,
torna-se fundamental para esta primeira fase
de uma nova vida de ares renovada.

Achas que sou paternalista com este discurso?
Às tantas...

terça-feira, abril 04, 2006

Onde me sento








Estimado amigo
Tenho outras coisas em mente
Quero lá saber.







Gosto da tua boca
Do teu lábio ligeiramente torto
Das palavras que na sua beira
Pensam dizer e dizem
Entre
Abrem-se
Vejo-te
A boca
Deve por mim beijada ser
Beijado por ti
Quem se deu primeiro?
À morte não deixo
Por mim e por ti
Serás eterna
Como um pequeno beijo
À socapa

segunda-feira, abril 03, 2006

A orgia dos falhados

Olá João

Creio que venho em boa altura não?
Por um lado, as coisas não estão fáceis,
mas sinto que existe algo em ti
que te deixa secretamente entusiasmado
e empolgado com uma boa luta.
Confessa...
Como eu te compreendo.
Na tua idade, não dispensaria tal prazer.
Já vi que as fofocas não afectam nem alteram a relação
que tens na tua memória.
Acredito que te chateie a manipulação sobre a tua cabeça,
e sintas que te condicionam a liberdade.

Sabes muito bem onde vives.
O teu País tem demasiada mediocridade que torna esse tipo
de jornalismo uma realidade, mas aviso-te que nalguns sítios da
tua Europa, o mesmo acontece, por vezes com mais voracidade.
Essa gente de merda, a que tu te referes, alimenta-se de porcaria e
como calculas, muitos dos teus compatriotas ditos de famosos, vendem o Pai-Mãe-Filhos-gato-cão-o que preciso fôr,
entregando e vendendo toda a sua intimidade, e até a sua alma, numa espécie de terapia de masturbação colectiva.
Só tens de compreender o processo:
Um negócio de bastante lucro onde por conseguinte, vale tudo.
Mas não te preocupes que esta orgia de falhados, dura quase sempre uma semana aproximadamente.
Depois... tudo acaba, eles lavam a consciência num balde de merda e adormecem com facilidade.

Haverá gente honesta no meio disso tudo?
Obviamente, assim como a classe dos taxistas não tem culpa da escumalha que anda na praça.


Como sempre, tens a minha paciência.
Um abraço do teu amigo

Q.

domingo, abril 02, 2006

Criminosos ou filhos da Puta?

Meu Querido Amigo

Nem sei bem como te abordar neste assunto.
Às vezes procuro nas palavras o sentido das coisas.
Directas ou irónicas, procuro as palavras necessárias,
as que melhor abrem as portas da minha percepção,
as que estão mais à mão da alma.

Por isso, com mil cuidados me dirijo e a ti me confio.

Tanto o jornal mais bizarro que apareceu nos últimos tempos,
que se chama “24 horas” como a revista cor de rosa “ Nova Gente”,
inventaram coisas, histórias, argumentos, legendas de fotografias minhas, imaginando cenários sobre a minha vida privada.
Como sabes, nunca da minha boca sairá seja o que fôr sobre
assuntos íntimos ou privados da esfera da minha vida.
Que fazer?

Se respondo, alimento a novela, acabando por fazer aquilo que, afinal eles querem.

Se deixo de aparecer nos sítios, tenho a minha liberdade limitada, direito esse que não é justo ver limitado.

Se os ponho em tribunal, a indmnização e esforço de todos,
para além da morosidade e inacção da justiça Portuguesa,
justificam a ideia do crime que compensa.

Vou ser superior a isto tudo.

É muito o dinheiro sujo feito por este tipo de gente.
Eles têm um nome e eu tenho uma dúvida:

Criminosos ou filhos da puta?

quinta-feira, março 30, 2006

Tique e Toque

Meu estimado Quase:
É provável que me repita de vez em quando.
Quando os factores da alergia irritadiça se repetem,
então é normal que volte ao assunto.
Pergunto:
Porque é que o pivot da informação, jornalista credível
altamente qualificado, responsável e da nossa confiança,
José Rodrigues dos Santos, pisca o olho no final do telejornal?
Digam-me, ajudem-me, expliquem-me.
Porquê?
O que é isso tem a ver com informação?
Entretenimento?
Ele tem o seu público?
Cumplicidades privadas?
Eu e vocês ???
Daaaaaa....
Não entendo.
Isto até nem é assunto!
E se calhar arrisco-me Ó:
Este gajo não tem nada para fazer...
Mas, ele há coisas que me eriçam.
É mais toque do que tique.
Pronto!
Já passou.
Desabafo apenas.
É legítimo:


Caro leitor
Precisamos de um provedor para o País.

Não de um lápis censório,

Pisquemos os olhos, meus irmãos.
E tu Quase, não me irrites, com essa tua azelhice altaneira.
Tens a mania.

quarta-feira, março 29, 2006

Proteina emotiva







Estimado:

Sempre que vou a uma casa de fados
venho de lá um pouco confuso.
Sempre dividido, estranhando e entranhado,
fico a pensar num amontoado e difuso sentimento.
As palavras por vezes bacocas de um mundo à parte,
num envolvimento musical extraordinariamente
rico em proteínas emocionais.

Fui ouvir uma cantora que veio de Angola,
Ana Maria de sua graça, carregando na voz
uma história de vida digna de seu nome.
O fado é incrível, cheio de pessoas incríveis,
que o testemunham e transportam.
É preciso meter as mãos para sentir aquele motor,
e sujar a mente de óleos velhos e gastos.
Deixem-se de merdas, os que o julgam erradamente.
As mentes equivocadas cagam sentenças anunciando
a sua constante morte.

Qualquer dia levo-te aos fados querido amigo.
Tens de ir.
Vais compreender.
É importante compreender a sua razão.
Fecha os teus olhos e... ouve


Mais ou menos como ir à catedral e desfocar na luz da luz...

domingo, março 26, 2006

Um novo clube






Meu Querido Amigo,
Há tempos que ando para te falar disto:

Hoje passei a ponte a correr.
Muita gente e ainda bem.
Ando aqui com umas ideias
que não te cheguei a contar:
Qual o efeito da iniciação à prática
de atletismo pelas crianças na pré e pós adolescência?
Convenci-me que o atletismo pode ser muito importante
no bom desempenho físico e intelectual de uma pessoa.
A aprendizagem e o conhecimento do nosso próprio corpo na idade própria, fabrica um ser livre e completo
no seu estado adulto.
Conheces as crianças mais pobres do bairro de campolide?
Diz-lhes que se inscrevam, anda lá!
Vamos ter um treinador, equipamentos, um medico,
um seguro, um autocarro, um clube!
Sempre a seguir à escola como é evidente.


O que queres?
Acredito e luto.
Absolutamente mais nada.
Peço-te apenas que não me julgues.
Não tires conclusões.
Não pretendo dividendos.
Nada.

A ponte ficou deserta....

quinta-feira, março 23, 2006

O dia do puto

Olha Quase
Antes que venha o dia da criança, deixo-te aqui o dia do puto

24 de Março






Ouve
Estica o braço
Sentes a chuva?
Guarda-a
Toma este lápis
Risca sempre
Fora do desenho
Se quiseres claro
Toma as tintas
Suja-te
Pinta-te
Calça estes sapatos
Corre contra o vento
Se te apetecer
A favor também é bom
De quando em vez
Lembra-te
Não tens culpa
Sabes uma coisa?
Desculpa

quarta-feira, março 22, 2006

The day after poetry day

My Dear Friend:


Change


Change is everywhere,
All around us.
If you do not notice any change,
You are not changing.
If you do not notice any change,
Have you seen,
The ocean,
The skies, Change


Change is everywhere,
All around us.
If you do not notice any change,
You are not changing.
If you do not notice any change,
Have you seen,
The ocean,
The skies,
The seas,
The land?
If you do not notice any change,
You, alone, will never change.

Kelland Chew




A venda de poesia do dia seguinte tem riscos ainda por descobrir.
A poesia deve ser desejada.
A poesia oral tem riscos menores.
Consulte um especialista.


Flor Garduno

terça-feira, março 21, 2006

Get yourself a gun




A velocidade sempre me fascinou.
Ou melhor, aprecio a representação da velocidade.
É mais isso.
Sem o espírito tunning que merecia,
até entendo o orgasmo da coisa,
Mas não.
Não é o caso.

Refiro-me à vida que vai passando a olhos vistos,
ainda agora estava ali...
Lembro-me sempre do genérico dos Sopranos:
Get yourself a gun...
É tudo muito depressa.
O dia é manifestamente pequeno.
O planeta também e Portugal nem se fala.
Vou acalmar os instintos, voltar devagar.
Chego e o assunto divide-se em dois aspectos:
A situação complexa do Sporting,
e o conhecimento do desconhecimento
de Durão Barroso sobre o pretexto da invasão ao Iraque.
Enganaram-se....
E agora apetece-me à brava enganar-me até porque
tão pouco se discute acerca das verdadeiras razões.
Vou pensar que Durão Barroso pelo apoio dado, recebeu de prenda o cargo que ocupa, afastando-se da crise e dos problemas que Insuflavam dia a dia em Portugal.
Se estiver enganado, OH! Direi que me baseei em dados que estavam errados!


O que achas disto tudo querido amigo?

segunda-feira, março 20, 2006

Musica e Paz



Meu Querido Amigo

Escrevo-te já na minha terra.
Voltei numa porcaria de um avião
onde o espaço disponível, está indisponível
pela falta de espaço.
Que fazer das pernas numa viagem de 11 horas?
A companhia Air France, viabiliza-se pelas suas poupanças,
poupando no espaço da viatura.
Mas isso não interessa.





Valeu muito a pena ter ido,
Encontrámos um Maestro e uma Orquestra exemplar.
Estes séculos passados em Macau,
Teriam na comunicação e no diálogo a velha questão de sempre.
É possível comunicar e encontrar um entendimento único e próprio.
Sabemos da utilidade do futebol, tal como os signos do zodíaco,
para iniciar uma bela conversa.

A Música é a Paz.
O diálogo torna-se sensitivo, subtil e sincero.
O produto final adquire uma nova nacionalidade.

A paz.

quinta-feira, março 16, 2006

O brio









Grande Quase
Como é que isso vai?
Já passaram aquelas mazelas?
Há coisas que a idade não perdoa tio...
Eheheh

Por aqui a coisa está do melhor,
A orquestra tem um maestro prestigiado
e arrojado.
Os músicos são bem comportados,
E não como alguns dos seus colegas de Portugal,
agrilhoados por fantasmas de funcionalismo-público,
de comportamentos de putos por infância não tida.

Encontro brio por estas paragens,
Uma outra maneira.

Comunicamos.
Cruzamos a informação.
Tem sido bom.
Aceita o meu abraço.

terça-feira, março 14, 2006

Luar de macau







segunda-feira, março 13, 2006

Transito




Basicamente





Meu querido estimado
Escrevo-te em pleno voo.
São uma data de horas cumprindo um programa restrito
de possibilidades para espapassar o tempo.
As pessoas são basicamente iguais.
Têm os mesmos pavores e medos.
Isso transforma os circunstanciais comportamentos
em reacções semelhantes,
Eu gosto de voar por isso ya meu tásse bem!

Pensei nessas palavras que me deixaste.
Sim é verdade,
Manuel de Oliveira é para muitos, um factor de união
pelo riso e chacota de quem julga julgar.
Ele há de tudo.
É bom rir de nós,
dessacralizar,
não nos levarmos tão a peito.
Mas não creio ser esse o caso.
As maiorias têm as suas razões.

Então vá, vou aguardar o tempo
Acertando pela hora local e fazer o que dizes:
Estarei atento e activo,
Algo que me ocorra de relevo
Fotografarei
Cuida de ti

sábado, março 11, 2006

Os papagaios da ignorancia










Antes de mais, faz boa viagem João.
Aproveita essas oportunidades raras
e retém toda a informação envolvente.

sabores
cores
rumores
amores
aromas

Dar-lhe-ás a melhor utilidade

Leva-me a escrever-te
o teu compatriota e realizador
Manuel de Oliveira.
Tornou-se entre muitas pessoas que conheces
o uso capião de escarnear M.O.
sempre a propósito de algo de muito lento,
pesado ou maçador.
Por sua vez habituados e educados segundo
as normas do cinema em que os truques substituem
e compensam o enorme vazio, mostram toda a sua deseducação e indisponibilidade aos horizontes de outras aproximações artísticas.

Presta bem atenção às entrevistas de ensinamento
que Manuel de Oliveira raramente faz.
São as lições de vida que os jovens deviam
ouvir e reflectir.
Aprender sempre com os que sabem
deveria ser o lema.
Não desactives João.

Estarei sempre aqui para o que desejares.
Diz coisas de ti e de lá.


Q.

quinta-feira, março 09, 2006

O frango etico

Ó Quase!
Lá vou eu de novo.
Pra lá de cascos de rolha mais exactamente.
Uma aldeola lá no sol posto,
mais ou menos atrás das pedras percebes?
Longe como o caneco!
No epicentro de muitas doenças para lá de perigosas.

Conheço um restaurante de cozinha Tai que é do melhor.
Passarei lá a minha vidinha não tenhas a mínima dúvida.
Arroz introduzido dentro do ananás com os pedaços do mesmo.
Bom!
Já comeste cobra?
É tipo frango com espinha vertebral.
Frango ético?
Carne algo musculada digo.
Bué bom!

Invariavelmente, terei saudades da posta de bacalhau,
com uma brutalidade de azeite.
Assim desta maneira, ligo a Pátria ao estômago nostálgico.
Um novo conceito de nação surge nas entranhas é o que é.

Entendo tão bem os emigrantes, com o bacalhau e o queijo,
embrulhados oleosamente em papel pardo.

Meu querido amigo
Vou para mais velho e volto mais novo
como de costume

Hei-de contar-te um dia porque é que os prédios
altos têm grades nas janelas.


Ah! (esta coisa do ah, lembra-me o detective Columbo)
A propósito da ética galinácea, eu por mim, se fosse deputado da bancada da dita,
teria aplaudido o novo Presidente de Portugal.

É a partir de agora e para todos os efeitos, o meu Presidente.

quarta-feira, março 08, 2006

Espelhos














Oli Quasi
Fotografê prá ócê








A bonomia de uma tarde

A primeira aula de fotografia

A nabice da focagem óbvia

A simetria mais que aborrecida


- Sim, todos tiramos a mesma e depois?

Se partir esta foto, serão sete anos de azar ou mais.


O dia do homem







Não sei o que o meu estimado amigo
pensa sobre o assunto que logo pela manhã ouvia
de um respeitado senhor a propósito deste dia 8 de Março.

Dizia então o senhor:
- Quero deixar um beijinho especial
à mulher que me atura lá em casa!

Ao princípio até achei normal,
mais um dia entre muitos,
o dia da mulher, que uma vez por ano,
por ser apenas um momento tão especial,
nós reconhecemos todo um esforço de assinalar.
que até merece uma rosa!!!!

Assim, ao urso branco, ao panda, ao S. Valentim,
E por aí fora, junta-se também a mulher, esse animal diferente,
que também tem direito a um dia.
Mas apenas um.
Não abusar.


Para mim,
dia após dia, rosa após rosa.

Fiquei sim, convencido quando ouvi
o respeitável senhor,
Que hoje é de facto mais um dia de homem.


Ah!!
Hoje pode ser o dia do Benfas!!!

terça-feira, março 07, 2006

A mulher deitada










Meu Querido Amigo


São reconfortantes e sábias, as palavras por ti
sussurradas na sua maior doce evidência.

Assunto encerrado!

Há uns dias, pelas terras do meu interior,
no crepúsculo montanheiro,
misturava no horizonte
este registo sugestivo.

Esta mulher nua e deitada parecia
nadar em braçadas de terra até ao mar.

Ou simplesmente pousava para o meu desenho?
Fixei-a retinamente


Já viste a rapidez e a velocidade dos nossos sentidos?

Vão e vêm num abrir e fechar.

Toma-a nos teus olhos e vai em paz.

segunda-feira, março 06, 2006

O campo de milho

Carissimo João

Vejo-te inteiro.
Ainda bem.



Sabes que a ponderação tem o som
da harpa que se ouve quando atravessas
um campo de milho?

Sabes que a inveja é uma das doenças
que mais mortes tem provocado no teu povo,
meticulosamente e sempre à hora certa?

Sabes que a mediocridade tem um público
fervoroso e convencido da sua arrogante
verdade?

Digo-te como teu amigo sincero:

Corta a manipulação pelo mal
da rua raíz.

Sigo-te de perto meu estimado amigo

Q.



Abbas Kiarostami

domingo, março 05, 2006

A vertigem

Estou de volta meu amigo Q.
Confio-te algumas das palavras que a mim sorriram,
apanhadas do céu mais à mão:


Cintilas meu amor
Voo mais alto
Voo mais perto
Na tua vertigem
No teu mais fundo
Eu

Agarro-te
Apanho-te
Seguro-te

Não fujas antes que o sol te encubra
Não te escondas meu amor
que a noite mata-me só
e não tarda a ser dia

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Subir ao fundo

Meu estimado

Volto à montanha.
Talvez perceba um dia
porque voo tantas vezes em sonhos
de janela em janela
pelos beirais das casas de Lisboa.

Entendo o João Garcia.

A tentação de subir ao fundo do abismo.

O perigo de morrer ao fugir dela.

A gravidade em movimento ascendente.

Apressadamente!

Somos seres estranhos, nós os humanos.

Donde vimos?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Gatuno! Gatuno! Gatuno!




Olha Quase
Digo-te, este fenómeno do futebol tem
na verdade algo de muito que se lhe diga,
e o que te trago apenas faz sentido
porque tudo o que se passa fora das quatro linhas
atinge proporções que não têm absolutamente nada a ver com o próprio desporto em causa.
Apesar da evolução tecnológica, dos interesses dos dirigentes dos clubes, do seu poder indescritível, dos inúmeros programas de TV, da imprensa altamente rentável, dos fanáticos das bandeiras e claques, dos apaixonados que libertam a sua pressão, dos ferraris, de todo o azeite que escorre das cabeças platinadas, dos gestos provocatórios, apesar de tudo e tudo o que agora não me ocorre neste texto inacabado,
realizo que a chave do segredo do sucesso do futebol assenta na incapacidade de controlo total sobre tudo o que acontece em tempo real, sem hipótese de retorno.
Se algo acontece, simplesmente já passou, já era!
Se não, vira futebol americano, com as paragens para publicidade, para a revisão dos lances e sua possível correcção.
Lá se vai a piada da coisa.
Somos levados a concluir então, que a discussão durante a semana dos casos polémicos, são a negação da essência do futebol.
Tudo se esgota no final do jogo.
Não???
Ok!
Então vá!
Continuem...
Força!

Gatuno!
Gatuno!

Metem dó...
Ainda por cima vê-se logo que nunca jogaram futebol.

A janela embaciada

Querido Amigo

Não é que a luz faltou exactamente
na parte em que o actor, aquele do matrix,
um pouco duro, canastrãozito mas enfim,
ao contrário da... nem encontro palavras,
Charlize...
Chorei baba e ranho só podia.
Às vezes chora-se nas banhadas americanas.
Porquê?
Um sinal de fraqueza!
Que franqueza!
Fui à janela para ver se era geral... a avaria entenda-se.
Apenas no meu quarteirão.
Só para chatear mesmo ali ao lado, o projector
ilumina agressivamente o prédio em frente,
A pirraça do rico... palhaço!
Enquanto espero pelo piquete da EDP à espera da sua Opá,
embacio o vidro da janela com fúria de mestre.
Atenuo a violência do chato do foco, e penso numa data de gente antes de desenhar no vidro em branco.

Se um dia escreveres algum nome na tua janela,
foi porque pensaste numa data de gente também, mas...

Que a luz nunca te falte!

sábado, fevereiro 18, 2006

A muda mudança muda?

Estimado


Sorrateiramente e como quem não quer,
o DNA finou-se.
Tinhas dado por isso?
Pois...
Mudar, tem de se mudar, fazer qualquer coisa,
mudar apenas, aparecer com outra cara,
Rejuvenescer?
Não creio.
Passou-me ao lado a justificação, se é que foi dada.
De quem é o DN?
Quem são?
Não interessa.
Olha Quase, já me convenci que nos dias que correm,
a mudança só por si, passou a ser um acontecimento,
um facto em si mesma.
Fica-se mudo de tanta mudança Meu Deus!!!
Sim, serei sempre naifezito...
Nas tintas.
Quando as coisas mudam para pior manifestamente...
Era caro fazer o DNA?
Cansaço?
Sei que um dia um amigo dirá algo que assente na mão
como a defesa pela luva de Ricardo.
Para mim, já perderam.
Já não compro o DN à sexta.
Também, quem se irá importar.

E tu Quase, estás sempre na mesma.
Vais ficar quieto?

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Os cravos de fevereiro

Carissimo João

Disse-te uma vez que não iria nunca
responder à letra sobre as coisas que te trazem a mim...

Hoje passei por aí, e vi que tinhas cravos vermelhos na tua mesa.

Pensei que seria interessante falar-te disso.
Sabes que os cravos são as flores da época?
Sim, têm a conotação de uma época que vocês viveram mais tarde em Abril de 1974.
Em Itália também curiosamente.

É claramente a estação do ano em que a natureza rompe e renasce pelos buracos do muro do inverno ainda.
Aproveitei para te falar de Liberdade,
do quanto é difícil o seu exercício,
falar-te do sítio onde acaba a nossa e começa a liberdade dos outros.
Foram séculos de experimentação.

Respeitar a diferença?
Quantas vidas não terão custado?
Qual foi o preço que se pagou na luta por tudo
o que tu e os teus amigos agora usufruem?
Olha para trás, estuda a tua civilização,
porque ela edificou-se, por sua vez, em cima de todo o tipo de
Barbárie, por invasões em nome de Deus, por todo o tipo de atropelos até que, contradição ou não, a consciência cresceu ao ponto da vossa capacidade de autocrítica e auto análise definir as margens da clarividência, com uma clareza indesmentível.
Nada mau!

Gosto de te achar eufórico, um pouco ansioso e impulsivo todavia, sim...
Conta comigo tu, e claro os teus amigos pendulares também.
Não deixes de lutar sempre.

Q.



Vieira da Silva

O dia a dia

Ó camarada Quase
Já agora o que me dizes...

Dia dos canhotos

Dia dos que usam óculos

Dia dos que ainda vêm alguma coisa

Dia do peão

Dia do gato

Dia de e do cão

Dia dos avós

Dia do neto

Dia do tuning

Dia da OPA

E mais outros tantos
que fariam do nosso dia
um verdadeiro dia a dia.

O comércio agradece.
E nós, ya! É aquela!


Um abraço

terça-feira, fevereiro 14, 2006

A cidade do namoro

Caro João

Pondera
São séculos de tradição
Os teu antepassados levaram os costumes
Cruzaram informação genética
Dizes que te sentes leve
Que não te deixas contaminar
Pensa que o povo é soberano
Eles adoram matrafonarem-se
Deixa lá
É a imagem do seu ideal
e quem sabe dualidade sexual não assumida
Desconfia quando ouvires os teus amigos
exercitando a ideia de se acharem o macho

Vai a Veneza
Subtil
Sinuoso
Sensual
Secreto

Compreendo o que te irrita
Mas

Vai por Lisboa ao acaso
Encontras o inesperado
Nada se repete
Uma rua nunca é igual a outra
E vais encontrar
Uma rapariga descalça e leve
Descendo degraus e degraus e degraus
Até ao rio

Namora
Não odeies


Um abraço sem pontuação



Q.

Odeio o carnaval

Estimadissimo Quase
Quero que saibas

Ninguém me pode levar a mal
Mas eu odeio o carnaval

Não é fácil esclarecer
Sem ofensa ou maldizer
isto assim até morrer
Desconforto de assumir
Nem sequer admitir
Sem vergonha ou que tal
Por favor e sem mal
Eu odeio o carnaval

Um dia uma canção
Sobre tema tão distinto
Seja branco seja tinto
Como o circo no natal
Depressivo e fatal
Faça chuva ou faça vento
Eis chegado o momento
Encarar o que é real
Vou lutar o ideal
O fado negro que souber
O bem haja ao que houver
Vou-me rir o ano inteiro
Como ouro a seu mineiro

Não me levem a mal
Mas eu odeio o carnaval

E toda a pontuação
O meu nome é João

Ponto

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

A campainha

Caro João

Ocorreu-me que poderias achar piada:



“ Toca-me no nariz
Sempre que me encontrares
Abre a minha porta
Tocaram os sinos do teu povo
A rebate repicando
Vieram todos e todos
E no fundo dos teus olhos
A chama do teu brilho
Brilhou
Tanto que não me perdi
Tanto que nem me lembro
Onde estive “




Q.

A luz ao fundo

Meu velho amigo,
não duvides,
isto anda perigoso.
À violência da representação cartonista ocidental,
a resposta violenta que não se fez esperar.

Mudo a agulha,
falo-te de uma iniciativa em que participei,
que de tão inédita e tão interessante
faço tudo para a expandir,
com toda a minha força.

Participei num encontro promovido por várias famílias
em que abertamente se discutiram assuntos,
que no meu caso, implicitamente tiveram incidência evidente
na Música Portuguesa dos últimos anos
e no ensino, e não só mas também, na razão proporcional
de uma actividade física a começar na primeira infância.
Este encontro deu-se numa sala de estar de uma casa privada.
Toda a gente sentada em silêncio activo.

Imagina tu
que este tão pequeno evento privado
insuflaria de tal maneira,
que todos aqueles nos quais as pessoas confiaram a sua memória,
escritores, pintores, filósofos, políticos, jornalistas, etc. etc.
iriam em tournée gigantesca pelas famílias de Portugal, que se
preocupam e investem na qualidade do tempo que passam com os filhos?

Terias aqui um belo exemplo de partilha, em que as mentes se questionariam mais do que a fatal opinião formatada
por televisões de qualidade duvidosa, inevitavelmente fariam, e... fazem.

Acredita que a utopia tem um túnel cuja luz
lá no fundo adquire todas as colorações que quiseres.

No fundo... uma questão de imaginação.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Não!

Meu estimadíssimo:

Ouve, tenho mesmo que desabafar,
que caraças!

Chego a um estabelecimento por volta do meio dia,
procuro se podem fazer uma matrícula nova.
Há dois dias que me passeava sem que ninguém desse por nada,
a não ser eu, com aquela sensação da meia rôta no dedo do pé grande... sim... no dedo grande do pé.
Toda a gente a olhar para nós...

Em menos de uma hora, tinha de novo a matrícula, e seguia viagem.

Agora que já passou, diz-me por favor, porque é que a primeira resposta do senhor ao balcão foi:
- Isso para hoje não vai ser possível.
Duvidei...

A segunda:
- Estão cerca de sete placas para fazer antes da sua.
Sorri...

A terceira finalmente:
- Se quiser esperar, pode ser que tenha sorte.
Abri o sorriso...

A sério, ajuda-me, diz-me a razão de ser para este comportamento tão estranho e tão corrente entre nós.

Porquê?

Sempre que alguém pede uma info ou um serviço,
vem de lá invariavelmente um:

NÃO!!!

Vais aqui a Espanha, entras numa tasca a abarrotar de gente,
pedes um bocadillo de qualquer coisa e a primeira coisa que tu ouves é:
Ahora mismo lo traigo!

Agora entendo as reportagens cada vez mais deprimentes,
sobre o que todos fariam se fossem os europremiados,

mudariam de emprego...
Nota-se mesmo sem prémio.

Que merda!


sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Mergulho nocturno

Querido Amigo:
Queres saber o que um invisual sente?
Mergulha no oceano até ao fundo da noite
e sente apenas



Era noite quando chegaste

Vendei os meus olhos
e mergulhei ao largo no mar profundo

Todos os sentidos se apuram no estranho meio
de te não ver

Foi então que te descobri

Rápido ancorei o meu batel em ti e
sem tempo a perder na tua praia rezei a primeira missa
Trocamos objectos de boas vindas
as palavras escolhidas ao acaso poético

a silhueta da tua alma
ali na minha mão

Sei agora que se pode amar uma alma
Por isso acredita

Almo-te meu almor!

terça-feira, janeiro 31, 2006

o bocejo









Quaaaaaaase.
Estás?

Ouve:
Diz lá muito rápido:

Ó vida das vidas que a vida minha me deu,
que até a vida das mais vividas vidas,
ensina a viver com tudo o que a vida me dá.


Isto tudo dentro de um bocejo.

Já viste?

Experimenta.


Mas...também tens a alternativa do meu bocejo cristão:

Ai Jesus Maria
Santíssima do
Sacramento do
Rosário de
Fátima...
Amén!

Este tem mais groove.

Escolhe.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

7 beijos













Meu Querido Amigo:

A vida continua orgânica tal como nos foi dada a conhecer.

Uma bola parada

Um gesto provocatório

Um floco em Lisboa

Uma cidade recolhida

Uma criança salva

Uma boa notícia

Um café com vista

Um beijo de relance

Um olhar penetrante

Um frio de rachar

Um copo de vinho

Um mau resultado

Um cheiro de mar

Uma noite devida

Uma ideia feita

Um beijo