Hoje é um grande dia para a humanidade.
O inicio da derrota da administração Bush.
VIVA!
quarta-feira, novembro 08, 2006
Tanks
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João Gil
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terça-feira, novembro 07, 2006
Vou ali e ja venho
Estimado amigo
Cheguei há pouco do Chico no Coliseu de Lisboa.
Digo-te:
Inteligência pura.
Em cada texto cantado, desenrola-se uma trama enorme
em apenas 2 ou 3 minutos no máximo.
Sem repetições ou aproveitamentos até à náusea
de refrões do universo pop, é um fenómeno contra uma
corrente de tempos basicamente básicos, e atenção que não disse o inacreditável:
“ adoro esse Pais maravilhoso “
A minha vénia amigo Chico.
O homem Sadam pode ser tudo aquilo
de que é acusado e ainda mais,
um filho da puta acabado do mais refinado,
um agente a soldo e armado pelo mesmo ocidente
que o condena e mata agora.
As democracias lavam assim as suas consciências,
num rio de água suja pelo lixo americano.
Como não defendo a pena de morte,
faz-me confusão, ser confundido sem sucesso,
por uma condenação sem timing, por um tribunal aparentemente civil.
Não convence.
Como é que se digere, os sucessivos bombardeamentos,
com base em provas infundadas?
Vou ali e já venho.
Um abraço
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João Gil
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3:47 da manhã
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quinta-feira, novembro 02, 2006
PREC
Ih há quanto tempo...
Tenho saudades de uma boa discussão.
O pessoal anda um pouco amorfo ou é
só impressão minha?
É claro que sabe muito bem questionar as opções de Fernando neste dia de Santos.
Mas... só isso?
Entretanto as notícias chegam tristes:
Fabricas encerradas, acidentes, doenças, perigos ambientais, ignorância, atraso, gente retrógrada.
Por isso ocorreu-me que irias gostar deste poema
que a Fil vai interpretar à sua maneira neste próximo CD.
O poema leva-nos a um novo PREC- período razoavelmente estúpido e comum.
ESTA GENTE/ ESSA GENTE
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Ana Hatherly
Um abraço meu querido amigo.
Aguenta-te à bronca.
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João Gil
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3:49 da manhã
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quinta-feira, outubro 26, 2006
O entretenimento e a aprendizagem
O programa dos Grandes Portugueses
é um momento de pantufa no sofá Nacional.
Duvido totalmente destes processos de aprendizagem
que nem telescola, pretensiosa, e que afinal,
esconde apenas mais um negociozito de chamadas.
A democracia participativa
com valor de chamada mais o IVA
Já se sabe como é:
Sempre que abre o mercado de compra e venda,
os responsáveis da programação vão comprar os sucessos que fizeram ou podem
fazer sucesso.
Portanto está decretada a hora de discutir o nosso passado,
por imposição e desejo de decalcar o que vem de fora,
neste caso de Inglaterra.
Bora lá então:
Salazar,
Como é?
Foi bom?
Foi mau?
Ah?
Não se ouve nada.
Uma vez em directo no show do Herman,
levei com esse numero do branqueamento praticado
e homogeneizado pelo Prof. Saraiva.
Eu voto em Jorge que é mecânico, que teve o feito histórico de conquistar a admiração incondicional de seu filho Manuel.
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6:33 da tarde
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domingo, outubro 22, 2006
Pepe Kamonica
Sim, de acordo com Paul Auster.
A inutilidade da arte é um facto indiscutível.
Para quê afinal?
A chuva cai agora forte e feio nos parapeitos
de Lisboa.
De ontem para hoje
o nível das águas do Tejo
subiu um pouco.
Não chega observar?
Existir é por si um facto de arte.
Comer e dormir para sonhar.
Um dia destes apareceu o Pepe Kamonica.
Soube que ele andou pelas prisões Israelitas.
Por equívocos vários, foi interrogado e torturado.
Acabou desidratado e quase morto, abandonado numa praia Marroquina.
Nesta manhã , assim que liguei o telemóvel, tinha uma SMS vinda de Xangai.
“ Não tive escolha, aguarda noticias, não te preocupes,
o costume... um abraço. Kam “
Que raio de coisa ele anda por lá a fazer?
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João Gil
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3:42 da tarde
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sábado, outubro 21, 2006
Estadios de alma

Ainda por terras beirãs,
no trilho de vestígios
e nos caminhos do conhecimento,
registei para ti esta pelingra meu caro Prof. Quase.
Vês?
Também o povo quer ser esclarecido.
Dois trincos?
Dois avançados?
Um losango de ataque?
O Alqueva como imagem de fundo
à hotelaria, restauração e turismo golfista?
Os lucros do sector financeiro, desmesurados
e obesos, ostentando-se perante a nossa dieta forçada?
Somente a falta de comunicação do poder para justificar
os grandes investimentos que aí vêm?
Olha, volto à cidade e entre várias,
para me deixar levar nas asas do pássaro de fogo
no teatro azul de Lisboa.
A propósito, quando é que os governos, olham para
os bailarinos que sofrem do mesmo desgaste
brutal dos futebolistas, actuando em estádios de alma bem diferentes?
Vamos falando.
Um abraço
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6:53 da tarde
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sexta-feira, outubro 20, 2006
Vendas Novas
Meu Estimado Amigo
Será que tu conheces quem conheça
o dirigente autarca de Vendas Novas?
Que povo este tão delicado e subtil,
vive e trabalha por aí?
Vou engordando pacatamente,
à velocidade da simpatia local.
Tramado é o que é!
Insisto no tema porque os entusiastas da velha bifana,
não deslargam da ideia.
Têm fome...
Imagina o quanto seria bom para a terra,
um festival anual da bifana.
Delegações vindas de todo Pais,
expondo o seu melhor nesta
matéria tão sensível que é a real bifana.
A nobreza de um papo-seco,
a heresia de um picante à margem
da mostarda que adelgaça o intestino
tornando-o num passe-vite,
a dentada precipitada que arrisca a ferida na bochecha
pela avidez da gula nacional,
as televisões famintas, os turistas e o povo todo debruçado à limpeza de nódoas.
Tudo isso e muito mais.
Por favor!!!
Apresentem-me o senhor.
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João Gil
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12:23 da manhã
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quarta-feira, outubro 18, 2006
Dia 1
7.30
O cornetim acorda-me em sobressalto.
Não deixo de sorrir... inevitável.
Imaginei-me a chegar de saco enorme...
Um feijão verde.
Já não ferrei mais.
Andei por ali entre memorias alheias e filmes de outros.
Levantei-me e fui correr.
8.30
Atravesso a vila em passo tranquilo.
Nem vivalma.
Apenas o militar de vigia, armado de “ a bola” em punho, distraído pelas guerras das 4 linhas.
Ataquei!
10.00
Pequenoalmoço furiosamente à procura de resquícios da laranja perdida.
Uma espécie de Harpic.
Ao menos, os canos ficam limpos.
10.30
Um café, os jornais com a bola incluída,
que também sou pessoa de patente.
Ninguem me conhece...
Perfeito!
11.00
Começamos a gravação.
A construção de um edifício,
tem de começar por algum lado.
A coisa soa bem.
Estamos felizes.
13.30
Chega a sopinha de legumes e a respectiva bifana.
Não podia ser melhor.
Um café e um cigarro que imaginei ter fumado,
ali mesmo, como se fosse o segundo após o primeiro,
e por aí fora.
Pensei no meu próprio anonimato.
Já passou.
!4.30
Tau!
Sempre a dar até estar a dar.
Do melhor!
!9.30
Fim
!9.45
O Benfas e a esperança discreta.
O mundo acabou para mim.
Pelo menos até amanhã.
Até já.
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12:36 da manhã
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domingo, outubro 15, 2006
Campeonato Nacional da Bifana

Meu Estimado Amigo
Esta semana que passou
foi inteiramente dedicada ao nosso Deus Trovante,
aquela figura a quem todos demos boa parte da nossa vida por inteiro.
Escrevo-te em véspera de mais um mergulho
de cabeça daqueles que só Ele sabe.
Durante aproximadamente um mês,
respiraremos o mesmo ar, procurando
a luz e a claridade através de mais um novo
trabalho da Filarmónica.
Dar-te-ei conta do andamento das coisas,
se achares interessante... obviamente.
Sabes que domingo passado, andei por terras minhas,
entre serras e vales à procura de vestígios?
5.000 anos são quantas voltas no mostrador do tempo?
A pedra ainda estava quente, ok que há sempre a tentação de fazer um churrasco aproveitando
os cantinhos das antas e dos dólmen,
enquanto não passam os ciclistas das vias romanas.
Amanhã, logo pela manhã, mando-me a caminho
de Vendas Novas onde, ouvi dizer que havia a melhor bifana do Pais.
Isso é que era:
Um campeonato nacional da bifana, com estatutos e até mesmo um conselho de disciplina e tudo.
Fica a proposta.
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João Gil
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6:46 da tarde
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terça-feira, outubro 03, 2006
Pub-produto uterinamente bruto
Meu estimado amigo
Ele há vários anúncios
que se copiam tão descaradamente uns aos outros,
que até mete dó.
Não é novidade, é feio apenas.
Gosto daquele do:
“huuuummmm uuu huuummm”
do coiso... ai... do ecoponto das crianças.
Até ao dia em que vejo o original,
ou seja, já por si uma versão de um clássico americano:
huuuuummm uuu hummmm”
um pouco diferente convenhamos, mas que na imagem, copia por sua vez a ideia das bolas coloridas a descer rua abaixo.
Nas tintas...
Mas o que me traz aqui à matéria,
é a curiosidade horrível que tolda o meu espírito
acerca das razões que terão levado Mr. Berardo
a fazer aquela epopeia com planos de helicóptero,
promovendo um banco que não o de um jardim...
Das duas vinte:
O Mr. necessita do sustento diário?
O Mr. é dono do banco?
O Mr. tem um egoponto de fuga tal, que precisa de uma vista enorme pró mar, à beira de uma falésia?
O Mr. quer ser reconhecido aí nas ruas do Pais?
Alguma há-de ser, e ninguém terá a ver com isso.
Acredita que não tenho nada contra o senhor Mr.
É aquele pudor cristão aprendido e contraído por mim em criança, que leva a conjecturas e tal e tal...
Pronto, ok...
Já não digo nada...
Em suma, gosto da pub,
mas não a posso levar a sério,
por isto ou por aquilo.
Um abraço e obrigado pela tua lembrança.
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João Gil
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domingo, outubro 01, 2006
Musica

Caro João
Escrevo-te hoje dum sítio
que te faria elevar até ao mais ténue
dos ruídos do mundo...
Escrevo-te sentado numa longa cadeira
que muito embora dificulte a escrita, aguça o mais pertinente dos sons da alma escondida ainda por revelar.
Imagina que a vista que tenho daqui, é como a de um fiozinho de água brincando às escondidas, na impossível tarefa de apanhar a sua própria cauda comprida e longa.
Lá vai, seguindo o destino inevitável
das coisas que não voltam nunca.
As ladeiras do tempo subiram até cá, escarpando as encostas até ao fundo do fundo.
Tenho saudades de pescar contigo,
tirar uns robalos à sua própria curiosidade.
Pecados pequenos os nossos.
Mas não te esqueças,
Dá-te com as pessoas.
Dá-te com o mar.
Dá-te com a chuva.
Escuta.
Ouve bem e toca o céu.
Isso é a musica.
Aqui neste magma onde me encontro,
só vejo os que me vêm.
Não te distraias.
O meu abraço.
Q.
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João Gil
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quinta-feira, setembro 28, 2006
assustados... toma! toma!
Meu Estimado Amigo
Estamos com medo.
Diria, acagaçados.
À beira do pânico.
Com temor e assustados.
Manietados e quietos.
E por aí fora...
Entramos num avião e pensamos no mesmo.
Subimos a um prédio um pouco mais alto,
e lá está a imagem.
Uns cartoonistas usam do humor e, tau!
O Papa desajeita-se e, patapan!!
Estrála a bomba que o foguete vai no ar.
Estamos aqui com um ou mais problemazitos.
Se por um lado o respeito saiu de casa,
abandonando de vez o diálogo,
num lar onde nem sempre houve
pão de cada dia à refeição,
como é que vamos fazer prevalecer,
tudo o que conquistámos revolução após revolução,
à custa de tanto sangue?
Por quanto é que vamos vender
as liberdades fundamentais?
Achas que se eles lá longe soubessem,
que Marques Mendes utilizou o “ ganda noia “
para se identificar junto de crianças, assumindo
o seu sentido de humor,
iriam “encaixar” as liberdades que nos alimentam
o espírito ocidental?
Assim com o devido respeito,
nem nós embandeirávamos em arco,
nem eles queimavam tanta bandeira, meu Deus.
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João Gil
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domingo, setembro 24, 2006
Curiosidades
Você sabia que a Selecção Portuguesa de Futebol dos Sem Abrigo, abandonou o hotel na África do Sul, alegando falta de condições?
Parabéns!
Você sabia que saiu uma notícia, em que a Liga da 1ª divisão se propunha a julgar o caso do apito????
Extraordinário!
Você sabia que os israelitas inventaram um tecido que aguenta temperaturas elevadíssimas, que resistem a bombardeamentos???
Quem vai comprar?
Você sabia que uma data de gente tentou erguer sem sucesso um menhir?
Que forças usariam os antigos?
Erecção assistida?
Você sabia que um velha de tão velha que era,
morreu sem dar por nada?
Olha que caraças!
Também eu queria um dia assim que fosse.
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João Gil
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sábado, setembro 23, 2006
Outono, uma em ponto

Querido amigo
É Outono.
E depois?
Se o Benfas não tivesse empatado,
falar-te-ia da espuma que do verão sobra ainda...
Mas não!
Prefiro pontapear as latas que vou encontrando
debaixo da folhagem que se junta no passeio largo
avenida Liberdade abaixo até à Restauração total.
Esta primeira chuva que faz escorregar o pessoal distraído.
Gosto de Lisboa em todas as suas estações por igual,
mas se tivesse um dinheirito como deve ser,
voava ao espaço só pra te ver de longe,
e voltaria como sempre à hora certa.
À uma em ponto precisamente.
Se calhar o Outono é isto mesmo.
Esta cena que se repete à noite quando
desfocamos os olhos nas gotas de água que conseguem
driblar as escovas limpa-vidros...
Sobrevivo como elas, as pessoas,
fintando o tempo,
empatando...
Descompassando
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João Gil
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segunda-feira, setembro 18, 2006
FIFA, IGREJA
Querem os homens do futebol,
a mudança e a transparência?
Sugestão:
- Dois árbitros e quatro fiscais de linha,
cabendo a cada um, o acompanhamento de apenas uma metade do campo.
Cada fiscal de linha vê reduzida a sua área de responsabilidade, aumentando a sua competência.
O 7º arbitro, visiona o jogo e modifica qualquer decisão errada, por duvida ou desatenção, assegurando uma maior verdade desportiva.
Assim, quem vê em casa, tem um representante
que interfere directamente no jogo.
Obviamente que será mais ou menos assim.
Não poderiam antecipar o processo?
Quer a Igreja a paz entre os povos, no respeito das crenças de cada um?
Sugestão:
- Deve o Papa assumir publicamente e sem reservas, que independentemente do passado de cada um , não existe superioridade entre religiões, e por isso, todos sem excepção serão igualmente iguais perante Deus, respeitando as premissas necessárias a qualquer diálogo entre seres com razão de ser.
Principalmente agora, que a sua, da igreja, máxima representante, o Papa, decidiu acender um cigarro junto a um depósito de combustível.
inadvertidamente?
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João Gil
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quinta-feira, setembro 14, 2006
Filosofia de cordel
Como de costume,
Deus chega sempre a casa antes de mim.
A verdade é que Ele está em todo o lado
como uma esfera cujo centro está aqui ou ali.
Sou a sua sombra, Ele está antes.
O sol chega-Lhe primeiro.
Cá vou andando, Ele já cá andava, digo eu, dizia Ele. Foge-me da mão, Julga.
Eu , tal como Ele, posso estar em todo o lado.
Pela global informação, ou pela exigência da participação colectiva, estamos uns segundos após Ele.
Por isso, seremos a Sua imagem logo após.
O preço do petróleo subiu porque houve
um atentado em Damasco... Ele estava lá... nós soubemos logo a seguir.
A constatação.
A reflexão
A contemplação
A consciência
Tudo
Sempre uns segundos depois.
Mas, se Ele é a projecção do nosso primórdial animal Eu,
que vai da circunferência até ao centro da Nossa esfera a todo o momento,
existindo sempre antes de Nosso Mim...
Quem chegou primeiro?
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quarta-feira, setembro 13, 2006
Borboleta
Sempre que viras as costas
Há uma convicção a caír
Sempre que olhas para o lado
Há uma estrela que arrefece
Sempre que baixas a cabeça
Há um peixe afogueado
Sempre que assobias distraídamente
Há uma denúncia sob tortura
Sempre que ficas indiferente
Há um fusível que se avaria
Sempre que te calas
Há um silêncio aterrador
Em cada movimento teu
Há um efeito terrível
Será que ainda não descobriste...
Que se um dia sorrires
verás os meus olhos
Terás a minha alma
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João Gil
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terça-feira, setembro 12, 2006
Os velhos de entao

( entre os 35... e os 18 da vida seguinte )
Chamaram-no de velho,
mas ele nem ouviu sequer.
Estava gasto e por isso,
era tempo de sair de cena.
Dar lugar aos jovens, exigia-se.
Que jovens? Pergunta-se.
Mas, o que vem dos tais jovens?
Que respostas inovadoras deles se esperam e se ouvem?
Ouvi Mário Soares neste debate acerca do 11 de Setembro e, lembrei-me de ti meu amigo.
Eras tu, em horizontes maiores,
na explicação e compreensão do mundo.
Não adulo o Dr. Soares, nem é isso que está em causa, mas tenho de reconhecer, que a sabedoria que advém da experiência acumulada é sistematicamente atraiçoada pelo stress paternalista e pela arrogância daqueles que pensam ser mais novos... por momentos diga-se, desconhecendo eles que em muitos casos, a arteriosclerose
intelectual, chega em tenra idade.
Desculpa-me este desabafo, meu estimado amigo.
Irritei-me, porque não consegui ouvir as devidas explicações do mundo de há uns anos a esta parte,
e não por culpa de Pacheco Pereira.
Os Índios do west americano eram venerados.
Só cá...
É proibido!
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domingo, setembro 10, 2006
De ti nunca fugi
Meu Querido Amigo
Já me habituei ao teu silêncio.
Afinal, a tua sabedoria aconselha à ponderação.
A sensatez.
É a quente, quase sempre que te escrevo,
De coração na mão e de espada em punho.
Tunga!
Diz... escuto... sim...
Tens razão.
Dias atrás, passei pela minha cidade natal,
a Covilhã, que Deus a tenha.
Não existe alternativa:
A subir, a descer.
Sempre que te escrevo, torno à infância.
Subitamente, a liberdade!
Gente dura, boa gente.
As mulheres mais bonitas até hoje vistas a olho nu.
A costela Judia faz o sentido de humor
mais terrível e avassalador.
Bela terra a minha terra.
Não há Pai!
Cuidado com os lacraus!
Não ponhas os pés nas giestas... as víboras.
Aprende-se muito na Serra.
Quando volto à Covilhã,
Tenho a estranha sensação,
de lá, nunca ter saído.
Aprendi contigo uma grande lição:
- Não tenhas medo!
Devo-te muito!
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João Gil
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segunda-feira, setembro 04, 2006
A face imaculada

Sim meu estimado amigo.
É mais uma daquelas crises por dá cá aquela palha.
Tens razão, devíamos parar...
Alturas que alturas, onde aviões
batem asas, onde cada copo por sete vale,
em que se danifica perigosamente o que resta
do músculo cerebral, que facilmente e como se sabe,
obriga à mudança frequente de latitude do epicentro do raciocínio, imaginem...
Neste caso, um simples anúncio a um perfume,
leva a todo o tipo de alucinações mais básicas.
Básico era por exemplo, a nossa infantil informação
no file da masturbação dos primórdios da descoberta.
A freirinha malandra que por aromas levada
a pecados inimagináveis, provoca assim descaradamente as instituições do regime de Roma em curso,
levantando a nossa lebre à espingarda do que é incorrecto...
Já me tinha esquecido.
Só tinha de o fazer:
Amparar a face de tão imaculada criatura.
Estive à altura.
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João Gil
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