Ó meu estimado
Sei que deves estar a jantar.
Nem te queria incomodar, mas...
Tu não achas que a visita do Papa à Turquia
é ou não,
um teste tão simples como:
A Turquia entra ou não na CEE?
Vamos ver
segunda-feira, novembro 27, 2006
Papa teste 1
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João Gil
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9:10 da tarde
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Vitor Jara/ Deus/ Pinochet/ Bush
Foi um dia de estranho medo.
Lembras-te meu amigo?
Quando soubemos da queda do regime
democrata de Salvador Allende... desolados.
A resistência até ao fim.
A morte.
Depois, veio a noticia da prisão de muita gente.
O encarceramento num estádio de futebol.
Foi terrível e chocante saber da tortura sobre Vítor Jara.
Nunca nos esqueceremos.
O tempo passou, passou,
até ao dia de hoje em que me encontro,
e ouço em noticia de ultima hora:
Augusto Pinochet foi detido.
Não me ponho aos saltos
por pudor que a distância provoca,
nem com sorrisos tardios de tão tarde
e só agora... que a morte o espreita já a seguir.
Triste fico porque as mãos de Vítor Jara,
por este bandido foram silenciadas.
A puta que o pariu.
Desculpa-me a linguagem mas não me
chega a educação cristã,
até porque desta maneira,
Deus... vai existindo.
Ou então, a derrota de Bush começa a fazer bons estragos.
Alguma coisa tem de ser.
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João Gil
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5:14 da tarde
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sexta-feira, novembro 24, 2006
Ar de vogue
Tirei as botas, o relógio, o cachucho, o portátil.
A coisa não apitou.
Estava de regresso às terras do nosso majestoso...
Gil... J...
005
O Q. Tem sempre razão.
Às vezes é bom ser insolente.
Como um cheiro intenso que apesar da provocação,
se transforma numa suave companhia.
Inebriante e tranquilo.
Por isso, qualquer suspeita sobre mim seria imaginação.
Ao passear o meu ar ensaiado de director
da Vogue...
Jamais seria descoberto.
Lá está meu querido amigo.
Desopilei daqui como mandam as regras da boa
sanidade, quando se pode, a bem de ver.
Ir e voltar.
Fantástico é mesmo entrar em casa e gostar disso mesmo.
Um guerreiro volta ao acampamento para sarar as feridas
do desencontro das setas desviadas pelo vento acidental.
Algo misterioso, sei.
Afasto-me nós um pouco e logo nos vejo.
Estranhos, nós, os do fado mas não fadistas.
As horas do tempo bem que nos tramaram.
Tomaram conta de tudo, levaram-nos.
Encontrei por lá Portugueses que não precisam de votação nem de medalhas para serem úteis ao Planeta.
Londres e Lisboa
O que há de comum?
Nós, enquanto cá e lá estivermos.
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João Gil
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sexta-feira, novembro 17, 2006
Ao vivo

Esta noite, às 22h, no Olga Cadaval, em Sintra.
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Baggio
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2:09 da tarde
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quarta-feira, novembro 15, 2006
Vai de embute
Meu estimado amigo
Como vais?
Ouvi as ultimas do mundo
pela voz inconfundível de Sena Santos no podcast assinado por ele mesmo.
Se já lhe seguia o rasto quando na antena 1,
Agora saúdo a sua aparição em terras de aqui.
Um mestre.
É então que me ocorre o artigo de M.S.Tavares
no passado Expresso, onde o autor, diga-se com total razão, indignado pela cobardia do autor anónimo da calunia de suposto plágio, decide colocar os blogues à luz da mesma verdade:
É tudo mau.
Se pensasse o mesmo diria por linhas direitas que,
à razão de Sena Santos, todas as edições em podcast,
são todas sem excepção igualmente muito boas!
Por vezes, todos nós , toldados pela verdade que nos assiste, erguemos a espada e....
Vai de embute!
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João Gil
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1:47 da manhã
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segunda-feira, novembro 13, 2006
Pandemia afectiva
Pode ser que tu me ajudes
estimado amigo meu
Duas semanitas atrás, fui ver um concerto
no grande auditório da fundação Gulbenkian,
e esta noite, fui um dos contemplados no ritual de
Mr. Jarrett no CCB
Se no primeiro, o público presente mostrou estar perfeitamente dentro e silenciosamente interessado,
no segundo caso, o publico apresentou-se algo
desconfortável e desconfiado pela desconfiança
do artista Jarrett marcado pela experiência abisbílica
que foi o desconcerto do coliseu antigo no tempo em que se podia fumar.
Por fim um final feliz.
Um grande pianista e um público absolutamente fantástico, que se pudesse nem sequer respirava, tal o incomodo...
Ficou provado que a doença de que enfermam os Portugueses é normal e afinal de contas, solidária e afectiva...
Quando um Português assobia, forma-se um coro.
Quando alguém tosse, aparece logo um parceiro que diz:
- Não Não! Aqui quem tosse sou eu, e por aí fora..
Finalmente entendo o fenómeno:
A tosse é uma espécie de nervoso miudinho que aparece na intimidade do silêncio.
Em suma, somos um todo em que tudo se pega e transmite.
Fazemos questão e na decisão da denuncia do incómodo dizemos todos:
Ai de quem tossir!
Quando era pequenito lutava por um lugar no pódio da escola.
Ganhava quem chegava mais longe.
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João Gil
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Tanks
Hoje é um grande dia para a humanidade.
O inicio da derrota da administração Bush.
VIVA!
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João Gil
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11:54 da manhã
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terça-feira, novembro 07, 2006
Vou ali e ja venho
Estimado amigo
Cheguei há pouco do Chico no Coliseu de Lisboa.
Digo-te:
Inteligência pura.
Em cada texto cantado, desenrola-se uma trama enorme
em apenas 2 ou 3 minutos no máximo.
Sem repetições ou aproveitamentos até à náusea
de refrões do universo pop, é um fenómeno contra uma
corrente de tempos basicamente básicos, e atenção que não disse o inacreditável:
“ adoro esse Pais maravilhoso “
A minha vénia amigo Chico.
O homem Sadam pode ser tudo aquilo
de que é acusado e ainda mais,
um filho da puta acabado do mais refinado,
um agente a soldo e armado pelo mesmo ocidente
que o condena e mata agora.
As democracias lavam assim as suas consciências,
num rio de água suja pelo lixo americano.
Como não defendo a pena de morte,
faz-me confusão, ser confundido sem sucesso,
por uma condenação sem timing, por um tribunal aparentemente civil.
Não convence.
Como é que se digere, os sucessivos bombardeamentos,
com base em provas infundadas?
Vou ali e já venho.
Um abraço
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João Gil
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3:47 da manhã
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quinta-feira, novembro 02, 2006
PREC
Ih há quanto tempo...
Tenho saudades de uma boa discussão.
O pessoal anda um pouco amorfo ou é
só impressão minha?
É claro que sabe muito bem questionar as opções de Fernando neste dia de Santos.
Mas... só isso?
Entretanto as notícias chegam tristes:
Fabricas encerradas, acidentes, doenças, perigos ambientais, ignorância, atraso, gente retrógrada.
Por isso ocorreu-me que irias gostar deste poema
que a Fil vai interpretar à sua maneira neste próximo CD.
O poema leva-nos a um novo PREC- período razoavelmente estúpido e comum.
ESTA GENTE/ ESSA GENTE
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Ana Hatherly
Um abraço meu querido amigo.
Aguenta-te à bronca.
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João Gil
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3:49 da manhã
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quinta-feira, outubro 26, 2006
O entretenimento e a aprendizagem
O programa dos Grandes Portugueses
é um momento de pantufa no sofá Nacional.
Duvido totalmente destes processos de aprendizagem
que nem telescola, pretensiosa, e que afinal,
esconde apenas mais um negociozito de chamadas.
A democracia participativa
com valor de chamada mais o IVA
Já se sabe como é:
Sempre que abre o mercado de compra e venda,
os responsáveis da programação vão comprar os sucessos que fizeram ou podem
fazer sucesso.
Portanto está decretada a hora de discutir o nosso passado,
por imposição e desejo de decalcar o que vem de fora,
neste caso de Inglaterra.
Bora lá então:
Salazar,
Como é?
Foi bom?
Foi mau?
Ah?
Não se ouve nada.
Uma vez em directo no show do Herman,
levei com esse numero do branqueamento praticado
e homogeneizado pelo Prof. Saraiva.
Eu voto em Jorge que é mecânico, que teve o feito histórico de conquistar a admiração incondicional de seu filho Manuel.
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João Gil
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6:33 da tarde
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domingo, outubro 22, 2006
Pepe Kamonica
Sim, de acordo com Paul Auster.
A inutilidade da arte é um facto indiscutível.
Para quê afinal?
A chuva cai agora forte e feio nos parapeitos
de Lisboa.
De ontem para hoje
o nível das águas do Tejo
subiu um pouco.
Não chega observar?
Existir é por si um facto de arte.
Comer e dormir para sonhar.
Um dia destes apareceu o Pepe Kamonica.
Soube que ele andou pelas prisões Israelitas.
Por equívocos vários, foi interrogado e torturado.
Acabou desidratado e quase morto, abandonado numa praia Marroquina.
Nesta manhã , assim que liguei o telemóvel, tinha uma SMS vinda de Xangai.
“ Não tive escolha, aguarda noticias, não te preocupes,
o costume... um abraço. Kam “
Que raio de coisa ele anda por lá a fazer?
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João Gil
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3:42 da tarde
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sábado, outubro 21, 2006
Estadios de alma

Ainda por terras beirãs,
no trilho de vestígios
e nos caminhos do conhecimento,
registei para ti esta pelingra meu caro Prof. Quase.
Vês?
Também o povo quer ser esclarecido.
Dois trincos?
Dois avançados?
Um losango de ataque?
O Alqueva como imagem de fundo
à hotelaria, restauração e turismo golfista?
Os lucros do sector financeiro, desmesurados
e obesos, ostentando-se perante a nossa dieta forçada?
Somente a falta de comunicação do poder para justificar
os grandes investimentos que aí vêm?
Olha, volto à cidade e entre várias,
para me deixar levar nas asas do pássaro de fogo
no teatro azul de Lisboa.
A propósito, quando é que os governos, olham para
os bailarinos que sofrem do mesmo desgaste
brutal dos futebolistas, actuando em estádios de alma bem diferentes?
Vamos falando.
Um abraço
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João Gil
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6:53 da tarde
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sexta-feira, outubro 20, 2006
Vendas Novas
Meu Estimado Amigo
Será que tu conheces quem conheça
o dirigente autarca de Vendas Novas?
Que povo este tão delicado e subtil,
vive e trabalha por aí?
Vou engordando pacatamente,
à velocidade da simpatia local.
Tramado é o que é!
Insisto no tema porque os entusiastas da velha bifana,
não deslargam da ideia.
Têm fome...
Imagina o quanto seria bom para a terra,
um festival anual da bifana.
Delegações vindas de todo Pais,
expondo o seu melhor nesta
matéria tão sensível que é a real bifana.
A nobreza de um papo-seco,
a heresia de um picante à margem
da mostarda que adelgaça o intestino
tornando-o num passe-vite,
a dentada precipitada que arrisca a ferida na bochecha
pela avidez da gula nacional,
as televisões famintas, os turistas e o povo todo debruçado à limpeza de nódoas.
Tudo isso e muito mais.
Por favor!!!
Apresentem-me o senhor.
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João Gil
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12:23 da manhã
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quarta-feira, outubro 18, 2006
Dia 1
7.30
O cornetim acorda-me em sobressalto.
Não deixo de sorrir... inevitável.
Imaginei-me a chegar de saco enorme...
Um feijão verde.
Já não ferrei mais.
Andei por ali entre memorias alheias e filmes de outros.
Levantei-me e fui correr.
8.30
Atravesso a vila em passo tranquilo.
Nem vivalma.
Apenas o militar de vigia, armado de “ a bola” em punho, distraído pelas guerras das 4 linhas.
Ataquei!
10.00
Pequenoalmoço furiosamente à procura de resquícios da laranja perdida.
Uma espécie de Harpic.
Ao menos, os canos ficam limpos.
10.30
Um café, os jornais com a bola incluída,
que também sou pessoa de patente.
Ninguem me conhece...
Perfeito!
11.00
Começamos a gravação.
A construção de um edifício,
tem de começar por algum lado.
A coisa soa bem.
Estamos felizes.
13.30
Chega a sopinha de legumes e a respectiva bifana.
Não podia ser melhor.
Um café e um cigarro que imaginei ter fumado,
ali mesmo, como se fosse o segundo após o primeiro,
e por aí fora.
Pensei no meu próprio anonimato.
Já passou.
!4.30
Tau!
Sempre a dar até estar a dar.
Do melhor!
!9.30
Fim
!9.45
O Benfas e a esperança discreta.
O mundo acabou para mim.
Pelo menos até amanhã.
Até já.
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João Gil
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domingo, outubro 15, 2006
Campeonato Nacional da Bifana

Meu Estimado Amigo
Esta semana que passou
foi inteiramente dedicada ao nosso Deus Trovante,
aquela figura a quem todos demos boa parte da nossa vida por inteiro.
Escrevo-te em véspera de mais um mergulho
de cabeça daqueles que só Ele sabe.
Durante aproximadamente um mês,
respiraremos o mesmo ar, procurando
a luz e a claridade através de mais um novo
trabalho da Filarmónica.
Dar-te-ei conta do andamento das coisas,
se achares interessante... obviamente.
Sabes que domingo passado, andei por terras minhas,
entre serras e vales à procura de vestígios?
5.000 anos são quantas voltas no mostrador do tempo?
A pedra ainda estava quente, ok que há sempre a tentação de fazer um churrasco aproveitando
os cantinhos das antas e dos dólmen,
enquanto não passam os ciclistas das vias romanas.
Amanhã, logo pela manhã, mando-me a caminho
de Vendas Novas onde, ouvi dizer que havia a melhor bifana do Pais.
Isso é que era:
Um campeonato nacional da bifana, com estatutos e até mesmo um conselho de disciplina e tudo.
Fica a proposta.
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João Gil
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terça-feira, outubro 03, 2006
Pub-produto uterinamente bruto
Meu estimado amigo
Ele há vários anúncios
que se copiam tão descaradamente uns aos outros,
que até mete dó.
Não é novidade, é feio apenas.
Gosto daquele do:
“huuuummmm uuu huuummm”
do coiso... ai... do ecoponto das crianças.
Até ao dia em que vejo o original,
ou seja, já por si uma versão de um clássico americano:
huuuuummm uuu hummmm”
um pouco diferente convenhamos, mas que na imagem, copia por sua vez a ideia das bolas coloridas a descer rua abaixo.
Nas tintas...
Mas o que me traz aqui à matéria,
é a curiosidade horrível que tolda o meu espírito
acerca das razões que terão levado Mr. Berardo
a fazer aquela epopeia com planos de helicóptero,
promovendo um banco que não o de um jardim...
Das duas vinte:
O Mr. necessita do sustento diário?
O Mr. é dono do banco?
O Mr. tem um egoponto de fuga tal, que precisa de uma vista enorme pró mar, à beira de uma falésia?
O Mr. quer ser reconhecido aí nas ruas do Pais?
Alguma há-de ser, e ninguém terá a ver com isso.
Acredita que não tenho nada contra o senhor Mr.
É aquele pudor cristão aprendido e contraído por mim em criança, que leva a conjecturas e tal e tal...
Pronto, ok...
Já não digo nada...
Em suma, gosto da pub,
mas não a posso levar a sério,
por isto ou por aquilo.
Um abraço e obrigado pela tua lembrança.
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João Gil
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domingo, outubro 01, 2006
Musica

Caro João
Escrevo-te hoje dum sítio
que te faria elevar até ao mais ténue
dos ruídos do mundo...
Escrevo-te sentado numa longa cadeira
que muito embora dificulte a escrita, aguça o mais pertinente dos sons da alma escondida ainda por revelar.
Imagina que a vista que tenho daqui, é como a de um fiozinho de água brincando às escondidas, na impossível tarefa de apanhar a sua própria cauda comprida e longa.
Lá vai, seguindo o destino inevitável
das coisas que não voltam nunca.
As ladeiras do tempo subiram até cá, escarpando as encostas até ao fundo do fundo.
Tenho saudades de pescar contigo,
tirar uns robalos à sua própria curiosidade.
Pecados pequenos os nossos.
Mas não te esqueças,
Dá-te com as pessoas.
Dá-te com o mar.
Dá-te com a chuva.
Escuta.
Ouve bem e toca o céu.
Isso é a musica.
Aqui neste magma onde me encontro,
só vejo os que me vêm.
Não te distraias.
O meu abraço.
Q.
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João Gil
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quinta-feira, setembro 28, 2006
assustados... toma! toma!
Meu Estimado Amigo
Estamos com medo.
Diria, acagaçados.
À beira do pânico.
Com temor e assustados.
Manietados e quietos.
E por aí fora...
Entramos num avião e pensamos no mesmo.
Subimos a um prédio um pouco mais alto,
e lá está a imagem.
Uns cartoonistas usam do humor e, tau!
O Papa desajeita-se e, patapan!!
Estrála a bomba que o foguete vai no ar.
Estamos aqui com um ou mais problemazitos.
Se por um lado o respeito saiu de casa,
abandonando de vez o diálogo,
num lar onde nem sempre houve
pão de cada dia à refeição,
como é que vamos fazer prevalecer,
tudo o que conquistámos revolução após revolução,
à custa de tanto sangue?
Por quanto é que vamos vender
as liberdades fundamentais?
Achas que se eles lá longe soubessem,
que Marques Mendes utilizou o “ ganda noia “
para se identificar junto de crianças, assumindo
o seu sentido de humor,
iriam “encaixar” as liberdades que nos alimentam
o espírito ocidental?
Assim com o devido respeito,
nem nós embandeirávamos em arco,
nem eles queimavam tanta bandeira, meu Deus.
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João Gil
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domingo, setembro 24, 2006
Curiosidades
Você sabia que a Selecção Portuguesa de Futebol dos Sem Abrigo, abandonou o hotel na África do Sul, alegando falta de condições?
Parabéns!
Você sabia que saiu uma notícia, em que a Liga da 1ª divisão se propunha a julgar o caso do apito????
Extraordinário!
Você sabia que os israelitas inventaram um tecido que aguenta temperaturas elevadíssimas, que resistem a bombardeamentos???
Quem vai comprar?
Você sabia que uma data de gente tentou erguer sem sucesso um menhir?
Que forças usariam os antigos?
Erecção assistida?
Você sabia que um velha de tão velha que era,
morreu sem dar por nada?
Olha que caraças!
Também eu queria um dia assim que fosse.
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João Gil
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sábado, setembro 23, 2006
Outono, uma em ponto

Querido amigo
É Outono.
E depois?
Se o Benfas não tivesse empatado,
falar-te-ia da espuma que do verão sobra ainda...
Mas não!
Prefiro pontapear as latas que vou encontrando
debaixo da folhagem que se junta no passeio largo
avenida Liberdade abaixo até à Restauração total.
Esta primeira chuva que faz escorregar o pessoal distraído.
Gosto de Lisboa em todas as suas estações por igual,
mas se tivesse um dinheirito como deve ser,
voava ao espaço só pra te ver de longe,
e voltaria como sempre à hora certa.
À uma em ponto precisamente.
Se calhar o Outono é isto mesmo.
Esta cena que se repete à noite quando
desfocamos os olhos nas gotas de água que conseguem
driblar as escovas limpa-vidros...
Sobrevivo como elas, as pessoas,
fintando o tempo,
empatando...
Descompassando
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João Gil
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