Meu estimado amigo
As tuas ainda são mais brancas que as minhas embora
o pessoal não te conheça por aí além.
Sempre admirei Mr. Kofi Annan.
Tranquilo, calmo, ponderado, calmo, seguro.
Nos últimos dias, enquanto Secretário Geral da nossa bóia ONU, toca de se colocar distante e acusador dos EUA.
Nessa matéria e como sabes, há muito que andávamos por cá.
Quantos sapos foi obrigado a engolir durante todo este tempo?
Imagino sempre um jardim cheio de árvores pequeninas,
podadas pela manhã de geada por um sabio cérebro retirado das lides e,
nessa paz encontra a passadeira eterna da memoria colectiva... pequenina.
Para ele o nosso abraço.
terça-feira, dezembro 19, 2006
O jardim das arvores pequeninas
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João Gil
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11:46 da tarde
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Faxa de gaja
Aqui posto de comando da cidade de Lisboa:
- O Natal cá vai e o Verão ainda
- O Benfas fiqueia mas o Porto é que porteia
- O acontece amor e o sexo saxeia
- A Filar inda filargilava, quando a Ala se me abalou
logo o Trovante trovanteou
- O sol soleia e a lua também
. O frio frieia mas a neve não
- Apito que vai à frente mexerica duas vezes
- Sócrates floresce porque sabe desertificar
- O presidente emociona-se, tudo volta ao normal
Portugueses:
Em casa ficai.
Bacalhau comei
As prendas que prendam os prendados
e tudo o mais que se aprouver,
mas atenção:
Não exagerem nos doces!
A faxa de gaja tem limites e nós também.
Boas Festas aqui deste que do mato vos fala.
Muitas propriedades e um beijinho para a Deolinda.
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João Gil
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10:59 da tarde
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sábado, dezembro 09, 2006
Ser Vedor
Há uns anos atrás estava aqui o je and friends em pleno verão
no Algarve quando, passeando em campo árido com destino traçado a deserto, vimos um senhor de certa idade, barba branca, chapéu de palha e cara estorricada por anos de sol ao sol...
Era um Vedor.
Fazendo prospecção do petróleo mais valioso do Algarve que é a água, usava uma varinha feita de um ramo.
Andou, andou e andou até que a varinha deu sinal de vida, embora remota de Marte.
Éramos uma data deles de boca aberta, ao todo, um montão de labregos no assunto.
Queríamos testar as nossas capacidades de bruxo... enfim.
Nada, nada e nada até que, deixe lá ver...
A varinha chegou-se à minha mão rindo para mim.
Deu uma volta, outra e outras daria para espanto de todos os
invejosos presentes.
O senhor sorriu-me como um colono acabado de chegar à terra prometida e eu descobriria ali a minha Califórnia.
Bons tempos.
Bom, esse tempo passou, passou e tornou a passar
até ao dia em que precisaria de saber com mais exactidão, se haveria água por baixo de mim e claro, esburacar alguns milhões de anos em camadas de terra em busca do tão almejado lençol.
Tinha marcado encontro com um senhor de alguma idade, sem saber se de chapéu também...
Desta vez um pêndulo de relógio seria o instrumento usado... e deixe cá ver:
Andei, andei e tornei a andar e,
Tau!
A força do animal enfurecido que nem besta,
levantou-se tão determinado, eriçou-se e rompeu
o ar ao ponto de vincar as minhas mãos que teimosamente resistiram ao quase sangue.
Água! Gritei.
Foi a minha vez de sorrir que nem bandido perante o cofre profanado.
Nesse dia, duas coisas pensei:
Por menos, muita gente ardera em fogueiras de lenha verde.
Nunca pensara ter artes de Vedor.
E tu meu estimado , que tudo vês, observas e analisas...
Já tentaste a tua sorte?
Paul Fusco
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João Gil
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8:15 da tarde
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
Redacçao: O Natal
O Natal é uma seca.
O Natal já teve melhores dias.
Comprar e vender,
vender e comprar.
Os velhinhos escolhem o Natal
para morrer em família,
lá saberão das razões.
Os putos não se importam e com razão.
Quando as famílias são divertidas,
um tipo diverte-se, até para desenguiçar dos casamentos e funerais.
É quando vejo o anúncio da Coca-Cola,
que me lembro da versão americana do Pai Natal.
A neblina ao longe... a criança que olha para o lado
de lá da montra de uma loja ou da lareira acesa
de uma família aparentemente feliz.
Do Natal, safa-se o bacalhau, as couves
e o prazer imenso de juntar uma família à mesa.
Ganha a taça quem não oferecer nenhuma prenda,
e não se sinta por isso culpado.
Há sempre muito boas e correctas razões para adorar o Deus Menino, que a mim, por exemplo, fez cantar noite fora pelas ruas da minha cidade Covilhã, quando a neve dava os primeiros sinais da sua vida curta e gelada.
Lindo!
Mas... confesso-te meu estimadíssimo,
Já odiava o carnaval,
mas pelos vistos... antecipou-se.
Uma decoração
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João Gil
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1:44 da manhã
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sexta-feira, dezembro 01, 2006
Dia santo na loja
Por aqui é feriado, estimado amigo.
Hoje o diferendo discute-se
na sede própria da 2ª circular.
Estou convocado.
Entretanto foi recolhido para analise,
O teste Papal.
Mais uma semana ou duas e saberemos o resultado.
Da minha parte, finalizo as misturas e a produção
do nosso evangelho segundo da Filarmónica.
Vendas Novas forever!
Isto para te dizer que a poeira cai devagar.
O horizonte vai ficando à vista.
O tempo está sempre a nosso favor.
Sempre!
Gosto de compreender as coisas
Tal como tu.
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João Gil
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4:17 da tarde
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segunda-feira, novembro 27, 2006
Papa teste 2
Mergulhe-se o Papa numa tina cheia de provocações aos muçulmanos.
Peça-se no entanto a tolerância dos moderados
Retire-se o Papa
Deixe-se secar
Introduza-se de novo o mesmo Papa numa tina de laicos plenos de tolerância.
Peça-se no entanto a opinião de Bush que, entretanto falou com Deus.
Dois minutos após, pergunte-se ao próprio que provavelmente dirá algo como:
Mal interpretado, apenas citei palavras de...
Se a luzinha acender no verde...
Sim senhor!
Pode a Turquia ser mais um dos euros.
Com tanta coisa assim,
creio que devíamos turistar por um
dos mais sedutores Países.
A Turquia
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João Gil
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9:20 da tarde
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Papa teste 1
Ó meu estimado
Sei que deves estar a jantar.
Nem te queria incomodar, mas...
Tu não achas que a visita do Papa à Turquia
é ou não,
um teste tão simples como:
A Turquia entra ou não na CEE?
Vamos ver
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João Gil
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9:10 da tarde
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Vitor Jara/ Deus/ Pinochet/ Bush
Foi um dia de estranho medo.
Lembras-te meu amigo?
Quando soubemos da queda do regime
democrata de Salvador Allende... desolados.
A resistência até ao fim.
A morte.
Depois, veio a noticia da prisão de muita gente.
O encarceramento num estádio de futebol.
Foi terrível e chocante saber da tortura sobre Vítor Jara.
Nunca nos esqueceremos.
O tempo passou, passou,
até ao dia de hoje em que me encontro,
e ouço em noticia de ultima hora:
Augusto Pinochet foi detido.
Não me ponho aos saltos
por pudor que a distância provoca,
nem com sorrisos tardios de tão tarde
e só agora... que a morte o espreita já a seguir.
Triste fico porque as mãos de Vítor Jara,
por este bandido foram silenciadas.
A puta que o pariu.
Desculpa-me a linguagem mas não me
chega a educação cristã,
até porque desta maneira,
Deus... vai existindo.
Ou então, a derrota de Bush começa a fazer bons estragos.
Alguma coisa tem de ser.
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João Gil
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5:14 da tarde
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sexta-feira, novembro 24, 2006
Ar de vogue
Tirei as botas, o relógio, o cachucho, o portátil.
A coisa não apitou.
Estava de regresso às terras do nosso majestoso...
Gil... J...
005
O Q. Tem sempre razão.
Às vezes é bom ser insolente.
Como um cheiro intenso que apesar da provocação,
se transforma numa suave companhia.
Inebriante e tranquilo.
Por isso, qualquer suspeita sobre mim seria imaginação.
Ao passear o meu ar ensaiado de director
da Vogue...
Jamais seria descoberto.
Lá está meu querido amigo.
Desopilei daqui como mandam as regras da boa
sanidade, quando se pode, a bem de ver.
Ir e voltar.
Fantástico é mesmo entrar em casa e gostar disso mesmo.
Um guerreiro volta ao acampamento para sarar as feridas
do desencontro das setas desviadas pelo vento acidental.
Algo misterioso, sei.
Afasto-me nós um pouco e logo nos vejo.
Estranhos, nós, os do fado mas não fadistas.
As horas do tempo bem que nos tramaram.
Tomaram conta de tudo, levaram-nos.
Encontrei por lá Portugueses que não precisam de votação nem de medalhas para serem úteis ao Planeta.
Londres e Lisboa
O que há de comum?
Nós, enquanto cá e lá estivermos.
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João Gil
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sexta-feira, novembro 17, 2006
Ao vivo

Esta noite, às 22h, no Olga Cadaval, em Sintra.
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Baggio
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2:09 da tarde
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quarta-feira, novembro 15, 2006
Vai de embute
Meu estimado amigo
Como vais?
Ouvi as ultimas do mundo
pela voz inconfundível de Sena Santos no podcast assinado por ele mesmo.
Se já lhe seguia o rasto quando na antena 1,
Agora saúdo a sua aparição em terras de aqui.
Um mestre.
É então que me ocorre o artigo de M.S.Tavares
no passado Expresso, onde o autor, diga-se com total razão, indignado pela cobardia do autor anónimo da calunia de suposto plágio, decide colocar os blogues à luz da mesma verdade:
É tudo mau.
Se pensasse o mesmo diria por linhas direitas que,
à razão de Sena Santos, todas as edições em podcast,
são todas sem excepção igualmente muito boas!
Por vezes, todos nós , toldados pela verdade que nos assiste, erguemos a espada e....
Vai de embute!
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João Gil
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1:47 da manhã
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segunda-feira, novembro 13, 2006
Pandemia afectiva
Pode ser que tu me ajudes
estimado amigo meu
Duas semanitas atrás, fui ver um concerto
no grande auditório da fundação Gulbenkian,
e esta noite, fui um dos contemplados no ritual de
Mr. Jarrett no CCB
Se no primeiro, o público presente mostrou estar perfeitamente dentro e silenciosamente interessado,
no segundo caso, o publico apresentou-se algo
desconfortável e desconfiado pela desconfiança
do artista Jarrett marcado pela experiência abisbílica
que foi o desconcerto do coliseu antigo no tempo em que se podia fumar.
Por fim um final feliz.
Um grande pianista e um público absolutamente fantástico, que se pudesse nem sequer respirava, tal o incomodo...
Ficou provado que a doença de que enfermam os Portugueses é normal e afinal de contas, solidária e afectiva...
Quando um Português assobia, forma-se um coro.
Quando alguém tosse, aparece logo um parceiro que diz:
- Não Não! Aqui quem tosse sou eu, e por aí fora..
Finalmente entendo o fenómeno:
A tosse é uma espécie de nervoso miudinho que aparece na intimidade do silêncio.
Em suma, somos um todo em que tudo se pega e transmite.
Fazemos questão e na decisão da denuncia do incómodo dizemos todos:
Ai de quem tossir!
Quando era pequenito lutava por um lugar no pódio da escola.
Ganhava quem chegava mais longe.
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João Gil
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1:53 da manhã
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Tanks
Hoje é um grande dia para a humanidade.
O inicio da derrota da administração Bush.
VIVA!
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João Gil
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11:54 da manhã
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terça-feira, novembro 07, 2006
Vou ali e ja venho
Estimado amigo
Cheguei há pouco do Chico no Coliseu de Lisboa.
Digo-te:
Inteligência pura.
Em cada texto cantado, desenrola-se uma trama enorme
em apenas 2 ou 3 minutos no máximo.
Sem repetições ou aproveitamentos até à náusea
de refrões do universo pop, é um fenómeno contra uma
corrente de tempos basicamente básicos, e atenção que não disse o inacreditável:
“ adoro esse Pais maravilhoso “
A minha vénia amigo Chico.
O homem Sadam pode ser tudo aquilo
de que é acusado e ainda mais,
um filho da puta acabado do mais refinado,
um agente a soldo e armado pelo mesmo ocidente
que o condena e mata agora.
As democracias lavam assim as suas consciências,
num rio de água suja pelo lixo americano.
Como não defendo a pena de morte,
faz-me confusão, ser confundido sem sucesso,
por uma condenação sem timing, por um tribunal aparentemente civil.
Não convence.
Como é que se digere, os sucessivos bombardeamentos,
com base em provas infundadas?
Vou ali e já venho.
Um abraço
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João Gil
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3:47 da manhã
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quinta-feira, novembro 02, 2006
PREC
Ih há quanto tempo...
Tenho saudades de uma boa discussão.
O pessoal anda um pouco amorfo ou é
só impressão minha?
É claro que sabe muito bem questionar as opções de Fernando neste dia de Santos.
Mas... só isso?
Entretanto as notícias chegam tristes:
Fabricas encerradas, acidentes, doenças, perigos ambientais, ignorância, atraso, gente retrógrada.
Por isso ocorreu-me que irias gostar deste poema
que a Fil vai interpretar à sua maneira neste próximo CD.
O poema leva-nos a um novo PREC- período razoavelmente estúpido e comum.
ESTA GENTE/ ESSA GENTE
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Ana Hatherly
Um abraço meu querido amigo.
Aguenta-te à bronca.
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João Gil
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3:49 da manhã
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quinta-feira, outubro 26, 2006
O entretenimento e a aprendizagem
O programa dos Grandes Portugueses
é um momento de pantufa no sofá Nacional.
Duvido totalmente destes processos de aprendizagem
que nem telescola, pretensiosa, e que afinal,
esconde apenas mais um negociozito de chamadas.
A democracia participativa
com valor de chamada mais o IVA
Já se sabe como é:
Sempre que abre o mercado de compra e venda,
os responsáveis da programação vão comprar os sucessos que fizeram ou podem
fazer sucesso.
Portanto está decretada a hora de discutir o nosso passado,
por imposição e desejo de decalcar o que vem de fora,
neste caso de Inglaterra.
Bora lá então:
Salazar,
Como é?
Foi bom?
Foi mau?
Ah?
Não se ouve nada.
Uma vez em directo no show do Herman,
levei com esse numero do branqueamento praticado
e homogeneizado pelo Prof. Saraiva.
Eu voto em Jorge que é mecânico, que teve o feito histórico de conquistar a admiração incondicional de seu filho Manuel.
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João Gil
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domingo, outubro 22, 2006
Pepe Kamonica
Sim, de acordo com Paul Auster.
A inutilidade da arte é um facto indiscutível.
Para quê afinal?
A chuva cai agora forte e feio nos parapeitos
de Lisboa.
De ontem para hoje
o nível das águas do Tejo
subiu um pouco.
Não chega observar?
Existir é por si um facto de arte.
Comer e dormir para sonhar.
Um dia destes apareceu o Pepe Kamonica.
Soube que ele andou pelas prisões Israelitas.
Por equívocos vários, foi interrogado e torturado.
Acabou desidratado e quase morto, abandonado numa praia Marroquina.
Nesta manhã , assim que liguei o telemóvel, tinha uma SMS vinda de Xangai.
“ Não tive escolha, aguarda noticias, não te preocupes,
o costume... um abraço. Kam “
Que raio de coisa ele anda por lá a fazer?
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João Gil
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sábado, outubro 21, 2006
Estadios de alma

Ainda por terras beirãs,
no trilho de vestígios
e nos caminhos do conhecimento,
registei para ti esta pelingra meu caro Prof. Quase.
Vês?
Também o povo quer ser esclarecido.
Dois trincos?
Dois avançados?
Um losango de ataque?
O Alqueva como imagem de fundo
à hotelaria, restauração e turismo golfista?
Os lucros do sector financeiro, desmesurados
e obesos, ostentando-se perante a nossa dieta forçada?
Somente a falta de comunicação do poder para justificar
os grandes investimentos que aí vêm?
Olha, volto à cidade e entre várias,
para me deixar levar nas asas do pássaro de fogo
no teatro azul de Lisboa.
A propósito, quando é que os governos, olham para
os bailarinos que sofrem do mesmo desgaste
brutal dos futebolistas, actuando em estádios de alma bem diferentes?
Vamos falando.
Um abraço
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João Gil
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6:53 da tarde
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sexta-feira, outubro 20, 2006
Vendas Novas
Meu Estimado Amigo
Será que tu conheces quem conheça
o dirigente autarca de Vendas Novas?
Que povo este tão delicado e subtil,
vive e trabalha por aí?
Vou engordando pacatamente,
à velocidade da simpatia local.
Tramado é o que é!
Insisto no tema porque os entusiastas da velha bifana,
não deslargam da ideia.
Têm fome...
Imagina o quanto seria bom para a terra,
um festival anual da bifana.
Delegações vindas de todo Pais,
expondo o seu melhor nesta
matéria tão sensível que é a real bifana.
A nobreza de um papo-seco,
a heresia de um picante à margem
da mostarda que adelgaça o intestino
tornando-o num passe-vite,
a dentada precipitada que arrisca a ferida na bochecha
pela avidez da gula nacional,
as televisões famintas, os turistas e o povo todo debruçado à limpeza de nódoas.
Tudo isso e muito mais.
Por favor!!!
Apresentem-me o senhor.
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João Gil
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quarta-feira, outubro 18, 2006
Dia 1
7.30
O cornetim acorda-me em sobressalto.
Não deixo de sorrir... inevitável.
Imaginei-me a chegar de saco enorme...
Um feijão verde.
Já não ferrei mais.
Andei por ali entre memorias alheias e filmes de outros.
Levantei-me e fui correr.
8.30
Atravesso a vila em passo tranquilo.
Nem vivalma.
Apenas o militar de vigia, armado de “ a bola” em punho, distraído pelas guerras das 4 linhas.
Ataquei!
10.00
Pequenoalmoço furiosamente à procura de resquícios da laranja perdida.
Uma espécie de Harpic.
Ao menos, os canos ficam limpos.
10.30
Um café, os jornais com a bola incluída,
que também sou pessoa de patente.
Ninguem me conhece...
Perfeito!
11.00
Começamos a gravação.
A construção de um edifício,
tem de começar por algum lado.
A coisa soa bem.
Estamos felizes.
13.30
Chega a sopinha de legumes e a respectiva bifana.
Não podia ser melhor.
Um café e um cigarro que imaginei ter fumado,
ali mesmo, como se fosse o segundo após o primeiro,
e por aí fora.
Pensei no meu próprio anonimato.
Já passou.
!4.30
Tau!
Sempre a dar até estar a dar.
Do melhor!
!9.30
Fim
!9.45
O Benfas e a esperança discreta.
O mundo acabou para mim.
Pelo menos até amanhã.
Até já.
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João Gil
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