
(clicar)
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente.
Ana Hatherly
sexta-feira, março 30, 2007
Essa gente / Aquela gente
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quarta-feira, março 28, 2007

A RDP decide, em reunião plenária, implementar a cota de 93.2% de passagem de Musica Portuguesa.
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João Gil
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Ricardo Araújo Pereira devia exigir direitos de autor pelas imitações grosseiras de si.
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João Gil
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terça-feira, março 27, 2007

Adeptos de Salazar mostram a cara e fazem novo partido.
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João Gil
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sexta-feira, março 16, 2007
terça-feira, março 13, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Agenda Gil & Represas

Foto: Vasco Gil
Próximos concertos:
02/3 - Alcobaça
08/3 - Casino da Figueira da Foz
09/3 - Academia Almadense
19/4 - Pombal
20/4 - Santa Maria da Feira
21/4 - Montijo
22/4 - Baixa da Banheira
05/05 -Sesimbra
Apareçam.
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Baggio
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segunda-feira, fevereiro 26, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Ponto de rebuçado

Ponto de rebuçado é o single de apresentação. Transgressão, pode ser uma palavra de ordem. Mostrar que estar de bem com a vida, e dizê-lo cantando, é seguramente um "crime" de auto-estima que deve ser cometido. Espalhar a doença e contagiar a Sociedade Portuguesa.
Deixá-la em ponto de rebuçado.
Contra a corrente dos tempos.
Por mão própria
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Baggio
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sexta-feira, janeiro 26, 2007
Cosmos

CERN
Querido Amigo
De quando em vez
é vez de quando.
Na explosão do cosmos,
na expansão constante do universo,
Onde estou?
Onde estamos?
O destino é modificado
a cada momento em que se coloca
uma escolha.
Somos os astros,
as partículas vivas cheinhas de átomos
irrequietos e vivos.
Dentro de nós, a água vai-se tornando mais pesada por efeito da gravidade.
Levar-nos-á inevitavelmente à terra
a que tudo devemos.
A fatalidade da regeneração do tempo.
O amor dá-nos a paz.
O amor atrasa o relógio do tempo.
Por isso relativiso tudo
Aprendemos.
Ensina-me
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
Nós os assassinos
Estimado amigo
É delicado
emitir opiniões sobre o referendo que aí vem.
Não é assunto que se leve de ânimo leve.
Conheço algumas mulheres que o fizeram,
e nenhuma se mostrou contente com o facto.
Elas dirão por voz própria, se acharem conveniente,
mas no meu entender, existem questões de lei que têm de mudar.
Não faz sentido julgar as mulheres,
mas sim respeitá-las nas suas / nossas decisões,
ainda que a decisão seja filtrada e ajudada pela classe medica.
Também não faz sentido julgar santas as pessoas que defendem com unhas e dentes o contrário,
mesmo com a ajuda da santa sé, que há muito provou ser altamente eficaz noutras ocasiões.
É absolutamente desnecessário, quase culpar de quase assassinos as pessoas como eu.
Não precisamos de lições de vida sobre a importância da própria vida.
As 10 semanas são o mínimo praticado pela maior parte dos países que Portugal tenta perseguir e acompanhar.
A palavra aborto dá-me náuseas e arrepios.
Não ficarei a rir nem a festejar a vitoria da despenalização.
Mas que é preciso fazer algo não tenho dúvida nenhuma.
Uma questão jurídica que importa resolver,
mais do que a questão algo demagógica,
do sim ou não à vida.
Era o que faltava.
Por tudo isto já não consigo ouvir qualquer debate.
Já se esgotaram os argumentos.
Que se ponha a mão na consciência e que no silêncio da intimidade cada um de nós se decida.
Que se ponha fim a toda a hipocrisia que há muito reina em Portugal.
E tu meu amigo já sabes,
estamos aí pró que der e vier.
Um abraço.
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Os homens pequeninos

Meu Estimado
Já cheguei da montanha.
Local sagrado
onde mais me encontro.
A pouca neve reflecte o aquecimento geral da terra.
Os americanos e chineses, deveriam assinar os tratados
ambientais.
Chego aqui e dou-me conta da quantidades de mails
de vingança ou de ajuste de contas.
Por serem anónimos, deveriam ser alvos de desprezo geral. Mas, conhecendo um pouco melhor os portugueses, os boatos e as bocas que se multiplicam
na internet, levam-nos a crer que o espírito de vingança,
aliado à inveja dos homens pequeninos de Portugal, tornam factos, aquilo que é apenas medíocre.
Um arquitecto oriundo da Roménia, dizia-me há
uns tempos atrás, que os homens pequeninos,
apresentam sinais evidentes de um certo trauma.
Denunciei imediatamente a minha discórdia.
E ainda lhe disse mais:
Os Portugueses, que agora se apresentam,
demonstram um outro tamanho...
Por isso devemos confiar, nas camadas mais jovens.
Numa outra mentalidade.
Um abraço!
Diz coisas de ti.
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12:02 da manhã
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terça-feira, janeiro 02, 2007
De chiado em chiado

Ei Ei Ei Meu querido amigo
Deliro...
Este 007 a começar por 2
promete largo de profundis.
Tenho a cabeça às voltas,
ansioso para que ouças
este novo disco da Fil.
Claro que, depois de tanta almoçarada,
de tanto brinde e festas de tão boas,
a cabeça dói um pouco até porque a idade já coiso.
Não gosto da quantidade de SMésses sem cara nem rosto, que espalham afecto por atacado.
Mas ok! Tá certo.
Acho que entendo esta substituição dos antigos cartões de natal.
Facilita bué.
Bom para as telecómes, mau para os cêtêtês.
Os anos ímpares sempre revelaram coisas ao mundo.
Nestes anos assim, as pessoas tendem a apaixonar-se.
Abrem os corações e... lá vai alho!
Os Pais falam mais com os seus filhos,
e os filhos escutam curiosos de olhos esbugalhados.
As mães como sempre, estão.
Os poetas começam novos ciclos de criação
nunca vistos ou cantados.
Alguém inventa um instrumento que sirva
para perpetuar a primavera.
Todos declaram ao mundo o seu incondicional melhor.
É assim nestes anos a acabar em 7.
Corremos ao alcance do pôr do sol
e vem logo outro dia ainda melhor.
É em anos assim que nos tornamos leves de tanto
cinzentismo ultra patriótico.
Gosto de andar de chiado em chiado.
Volta e meia lá te vejo descendo degraus e degraus e
degraus até ao rio.
Ontem tive uma ideia
Imaginei o Tejo cheio de vida.
Cais de estacionamento por todo o lado.
Barcos de todo o tipo, levavam as pessoas
a restaurantes em Alcochete ou a Cascais,
A nova exposição de fotografia,
inaugurava o museu do mar da palha.
Havia sinalização e bóias de marcação,
que asseguravam a protecção dos navegantes.
Até uma procissão eu vi.
Era a Lisboa do rio.
Achas que vai ser este o ano de mudança?
Vem aí um bom ano.
Não duvides.
AH... vais-te passar!
Gravamos um dueto com a Mónica Ferraz.
Ela é impressionante.
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6:47 da tarde
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segunda-feira, dezembro 25, 2006
O Olhar de Cristo
Meu Querido Amigo
Espero que te encontres bem de saúde.
Será que já neva por aí?
Hoje é dia de lareira, de netos e de filhos.
Aquela dor, já te passou?
Sabes quando alguém te olha para dentro da alma?
Incomoda bastante...
Pois, lembrei-me dum quadro, cujos olhos de bondade
na minha altura mínima de metro e meio, seguia os passos para além do Seu, meu alcance.
Tinha um coração à vista para que não houvesse dúvida alguma.
Sagrado Coração de Jesus, Seu nome.
Sempre me intrigou o olhar de Cristo.
Fosse como fosse, todos os dias passava por ele e Dele
a sua bênção diária teria como protecção.
Assim me foi catequizado.
O tempo passou como não quer a coisa
fazendo-se de parvo e de mouco,
até aos dias de hoje está claro.
Meu Pai que diria:
- Abrevia meu filho abrevia...
Portanto, anos volvidos,
reflicto no olhos de Cristo a duvida se aquele olhar dirigia a Sua compaixão mais para os que sofrem dos que habitualmente aos pecadores como eu...
Transformando e actualizando esta questão exótica que me aflige numa politizada inflexão que me alivia,
pergunto:
A civilização ocidental e cristã vê ou não pelos olhos de Cristo, e se vê, é justo colocar:
Qual o Olhar de Cristo que mais lhe convém?
Ajudar a equilibrar e tornar o planeta mais justo,
ou desculpar-se e auto perdoar-se usando a prescrição que decorre da perda da sua memoria sem qualquer tipo de penitência?
Diria que aquele Cristo que no meu quarto me seguia,
Se assemelhava mais ao trinitá depois de tomar um banho após a travessia do rio colorado, do que um homem nascido e assassinado do médio oriente.
Creio que às vezes até lhe imito o olhar,
as raparigas gostam...
Um abraço para ti meu amigo,
Não te irrites com os gritos dos miúdos.
Faz parte.
Feliz Bacalhau.
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4:12 da tarde
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terça-feira, dezembro 19, 2006
O jardim das arvores pequeninas
Meu estimado amigo
As tuas ainda são mais brancas que as minhas embora
o pessoal não te conheça por aí além.
Sempre admirei Mr. Kofi Annan.
Tranquilo, calmo, ponderado, calmo, seguro.
Nos últimos dias, enquanto Secretário Geral da nossa bóia ONU, toca de se colocar distante e acusador dos EUA.
Nessa matéria e como sabes, há muito que andávamos por cá.
Quantos sapos foi obrigado a engolir durante todo este tempo?
Imagino sempre um jardim cheio de árvores pequeninas,
podadas pela manhã de geada por um sabio cérebro retirado das lides e,
nessa paz encontra a passadeira eterna da memoria colectiva... pequenina.
Para ele o nosso abraço.
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11:46 da tarde
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Faxa de gaja
Aqui posto de comando da cidade de Lisboa:
- O Natal cá vai e o Verão ainda
- O Benfas fiqueia mas o Porto é que porteia
- O acontece amor e o sexo saxeia
- A Filar inda filargilava, quando a Ala se me abalou
logo o Trovante trovanteou
- O sol soleia e a lua também
. O frio frieia mas a neve não
- Apito que vai à frente mexerica duas vezes
- Sócrates floresce porque sabe desertificar
- O presidente emociona-se, tudo volta ao normal
Portugueses:
Em casa ficai.
Bacalhau comei
As prendas que prendam os prendados
e tudo o mais que se aprouver,
mas atenção:
Não exagerem nos doces!
A faxa de gaja tem limites e nós também.
Boas Festas aqui deste que do mato vos fala.
Muitas propriedades e um beijinho para a Deolinda.
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10:59 da tarde
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sábado, dezembro 09, 2006
Ser Vedor
Há uns anos atrás estava aqui o je and friends em pleno verão
no Algarve quando, passeando em campo árido com destino traçado a deserto, vimos um senhor de certa idade, barba branca, chapéu de palha e cara estorricada por anos de sol ao sol...
Era um Vedor.
Fazendo prospecção do petróleo mais valioso do Algarve que é a água, usava uma varinha feita de um ramo.
Andou, andou e andou até que a varinha deu sinal de vida, embora remota de Marte.
Éramos uma data deles de boca aberta, ao todo, um montão de labregos no assunto.
Queríamos testar as nossas capacidades de bruxo... enfim.
Nada, nada e nada até que, deixe lá ver...
A varinha chegou-se à minha mão rindo para mim.
Deu uma volta, outra e outras daria para espanto de todos os
invejosos presentes.
O senhor sorriu-me como um colono acabado de chegar à terra prometida e eu descobriria ali a minha Califórnia.
Bons tempos.
Bom, esse tempo passou, passou e tornou a passar
até ao dia em que precisaria de saber com mais exactidão, se haveria água por baixo de mim e claro, esburacar alguns milhões de anos em camadas de terra em busca do tão almejado lençol.
Tinha marcado encontro com um senhor de alguma idade, sem saber se de chapéu também...
Desta vez um pêndulo de relógio seria o instrumento usado... e deixe cá ver:
Andei, andei e tornei a andar e,
Tau!
A força do animal enfurecido que nem besta,
levantou-se tão determinado, eriçou-se e rompeu
o ar ao ponto de vincar as minhas mãos que teimosamente resistiram ao quase sangue.
Água! Gritei.
Foi a minha vez de sorrir que nem bandido perante o cofre profanado.
Nesse dia, duas coisas pensei:
Por menos, muita gente ardera em fogueiras de lenha verde.
Nunca pensara ter artes de Vedor.
E tu meu estimado , que tudo vês, observas e analisas...
Já tentaste a tua sorte?
Paul Fusco
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
Redacçao: O Natal
O Natal é uma seca.
O Natal já teve melhores dias.
Comprar e vender,
vender e comprar.
Os velhinhos escolhem o Natal
para morrer em família,
lá saberão das razões.
Os putos não se importam e com razão.
Quando as famílias são divertidas,
um tipo diverte-se, até para desenguiçar dos casamentos e funerais.
É quando vejo o anúncio da Coca-Cola,
que me lembro da versão americana do Pai Natal.
A neblina ao longe... a criança que olha para o lado
de lá da montra de uma loja ou da lareira acesa
de uma família aparentemente feliz.
Do Natal, safa-se o bacalhau, as couves
e o prazer imenso de juntar uma família à mesa.
Ganha a taça quem não oferecer nenhuma prenda,
e não se sinta por isso culpado.
Há sempre muito boas e correctas razões para adorar o Deus Menino, que a mim, por exemplo, fez cantar noite fora pelas ruas da minha cidade Covilhã, quando a neve dava os primeiros sinais da sua vida curta e gelada.
Lindo!
Mas... confesso-te meu estimadíssimo,
Já odiava o carnaval,
mas pelos vistos... antecipou-se.
Uma decoração
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sexta-feira, dezembro 01, 2006
Dia santo na loja
Por aqui é feriado, estimado amigo.
Hoje o diferendo discute-se
na sede própria da 2ª circular.
Estou convocado.
Entretanto foi recolhido para analise,
O teste Papal.
Mais uma semana ou duas e saberemos o resultado.
Da minha parte, finalizo as misturas e a produção
do nosso evangelho segundo da Filarmónica.
Vendas Novas forever!
Isto para te dizer que a poeira cai devagar.
O horizonte vai ficando à vista.
O tempo está sempre a nosso favor.
Sempre!
Gosto de compreender as coisas
Tal como tu.
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segunda-feira, novembro 27, 2006
Papa teste 2
Mergulhe-se o Papa numa tina cheia de provocações aos muçulmanos.
Peça-se no entanto a tolerância dos moderados
Retire-se o Papa
Deixe-se secar
Introduza-se de novo o mesmo Papa numa tina de laicos plenos de tolerância.
Peça-se no entanto a opinião de Bush que, entretanto falou com Deus.
Dois minutos após, pergunte-se ao próprio que provavelmente dirá algo como:
Mal interpretado, apenas citei palavras de...
Se a luzinha acender no verde...
Sim senhor!
Pode a Turquia ser mais um dos euros.
Com tanta coisa assim,
creio que devíamos turistar por um
dos mais sedutores Países.
A Turquia
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Papa teste 1
Ó meu estimado
Sei que deves estar a jantar.
Nem te queria incomodar, mas...
Tu não achas que a visita do Papa à Turquia
é ou não,
um teste tão simples como:
A Turquia entra ou não na CEE?
Vamos ver
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João Gil
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9:10 da tarde
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Vitor Jara/ Deus/ Pinochet/ Bush
Foi um dia de estranho medo.
Lembras-te meu amigo?
Quando soubemos da queda do regime
democrata de Salvador Allende... desolados.
A resistência até ao fim.
A morte.
Depois, veio a noticia da prisão de muita gente.
O encarceramento num estádio de futebol.
Foi terrível e chocante saber da tortura sobre Vítor Jara.
Nunca nos esqueceremos.
O tempo passou, passou,
até ao dia de hoje em que me encontro,
e ouço em noticia de ultima hora:
Augusto Pinochet foi detido.
Não me ponho aos saltos
por pudor que a distância provoca,
nem com sorrisos tardios de tão tarde
e só agora... que a morte o espreita já a seguir.
Triste fico porque as mãos de Vítor Jara,
por este bandido foram silenciadas.
A puta que o pariu.
Desculpa-me a linguagem mas não me
chega a educação cristã,
até porque desta maneira,
Deus... vai existindo.
Ou então, a derrota de Bush começa a fazer bons estragos.
Alguma coisa tem de ser.
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João Gil
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5:14 da tarde
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sexta-feira, novembro 24, 2006
Ar de vogue
Tirei as botas, o relógio, o cachucho, o portátil.
A coisa não apitou.
Estava de regresso às terras do nosso majestoso...
Gil... J...
005
O Q. Tem sempre razão.
Às vezes é bom ser insolente.
Como um cheiro intenso que apesar da provocação,
se transforma numa suave companhia.
Inebriante e tranquilo.
Por isso, qualquer suspeita sobre mim seria imaginação.
Ao passear o meu ar ensaiado de director
da Vogue...
Jamais seria descoberto.
Lá está meu querido amigo.
Desopilei daqui como mandam as regras da boa
sanidade, quando se pode, a bem de ver.
Ir e voltar.
Fantástico é mesmo entrar em casa e gostar disso mesmo.
Um guerreiro volta ao acampamento para sarar as feridas
do desencontro das setas desviadas pelo vento acidental.
Algo misterioso, sei.
Afasto-me nós um pouco e logo nos vejo.
Estranhos, nós, os do fado mas não fadistas.
As horas do tempo bem que nos tramaram.
Tomaram conta de tudo, levaram-nos.
Encontrei por lá Portugueses que não precisam de votação nem de medalhas para serem úteis ao Planeta.
Londres e Lisboa
O que há de comum?
Nós, enquanto cá e lá estivermos.
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João Gil
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sexta-feira, novembro 17, 2006
Ao vivo

Esta noite, às 22h, no Olga Cadaval, em Sintra.
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Baggio
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2:09 da tarde
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quarta-feira, novembro 15, 2006
Vai de embute
Meu estimado amigo
Como vais?
Ouvi as ultimas do mundo
pela voz inconfundível de Sena Santos no podcast assinado por ele mesmo.
Se já lhe seguia o rasto quando na antena 1,
Agora saúdo a sua aparição em terras de aqui.
Um mestre.
É então que me ocorre o artigo de M.S.Tavares
no passado Expresso, onde o autor, diga-se com total razão, indignado pela cobardia do autor anónimo da calunia de suposto plágio, decide colocar os blogues à luz da mesma verdade:
É tudo mau.
Se pensasse o mesmo diria por linhas direitas que,
à razão de Sena Santos, todas as edições em podcast,
são todas sem excepção igualmente muito boas!
Por vezes, todos nós , toldados pela verdade que nos assiste, erguemos a espada e....
Vai de embute!
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João Gil
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segunda-feira, novembro 13, 2006
Pandemia afectiva
Pode ser que tu me ajudes
estimado amigo meu
Duas semanitas atrás, fui ver um concerto
no grande auditório da fundação Gulbenkian,
e esta noite, fui um dos contemplados no ritual de
Mr. Jarrett no CCB
Se no primeiro, o público presente mostrou estar perfeitamente dentro e silenciosamente interessado,
no segundo caso, o publico apresentou-se algo
desconfortável e desconfiado pela desconfiança
do artista Jarrett marcado pela experiência abisbílica
que foi o desconcerto do coliseu antigo no tempo em que se podia fumar.
Por fim um final feliz.
Um grande pianista e um público absolutamente fantástico, que se pudesse nem sequer respirava, tal o incomodo...
Ficou provado que a doença de que enfermam os Portugueses é normal e afinal de contas, solidária e afectiva...
Quando um Português assobia, forma-se um coro.
Quando alguém tosse, aparece logo um parceiro que diz:
- Não Não! Aqui quem tosse sou eu, e por aí fora..
Finalmente entendo o fenómeno:
A tosse é uma espécie de nervoso miudinho que aparece na intimidade do silêncio.
Em suma, somos um todo em que tudo se pega e transmite.
Fazemos questão e na decisão da denuncia do incómodo dizemos todos:
Ai de quem tossir!
Quando era pequenito lutava por um lugar no pódio da escola.
Ganhava quem chegava mais longe.
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João Gil
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1:53 da manhã
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quarta-feira, novembro 08, 2006
Tanks
Hoje é um grande dia para a humanidade.
O inicio da derrota da administração Bush.
VIVA!
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João Gil
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terça-feira, novembro 07, 2006
Vou ali e ja venho
Estimado amigo
Cheguei há pouco do Chico no Coliseu de Lisboa.
Digo-te:
Inteligência pura.
Em cada texto cantado, desenrola-se uma trama enorme
em apenas 2 ou 3 minutos no máximo.
Sem repetições ou aproveitamentos até à náusea
de refrões do universo pop, é um fenómeno contra uma
corrente de tempos basicamente básicos, e atenção que não disse o inacreditável:
“ adoro esse Pais maravilhoso “
A minha vénia amigo Chico.
O homem Sadam pode ser tudo aquilo
de que é acusado e ainda mais,
um filho da puta acabado do mais refinado,
um agente a soldo e armado pelo mesmo ocidente
que o condena e mata agora.
As democracias lavam assim as suas consciências,
num rio de água suja pelo lixo americano.
Como não defendo a pena de morte,
faz-me confusão, ser confundido sem sucesso,
por uma condenação sem timing, por um tribunal aparentemente civil.
Não convence.
Como é que se digere, os sucessivos bombardeamentos,
com base em provas infundadas?
Vou ali e já venho.
Um abraço
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João Gil
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3:47 da manhã
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quinta-feira, novembro 02, 2006
PREC
Ih há quanto tempo...
Tenho saudades de uma boa discussão.
O pessoal anda um pouco amorfo ou é
só impressão minha?
É claro que sabe muito bem questionar as opções de Fernando neste dia de Santos.
Mas... só isso?
Entretanto as notícias chegam tristes:
Fabricas encerradas, acidentes, doenças, perigos ambientais, ignorância, atraso, gente retrógrada.
Por isso ocorreu-me que irias gostar deste poema
que a Fil vai interpretar à sua maneira neste próximo CD.
O poema leva-nos a um novo PREC- período razoavelmente estúpido e comum.
ESTA GENTE/ ESSA GENTE
O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente
Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente
Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente
O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
Ana Hatherly
Um abraço meu querido amigo.
Aguenta-te à bronca.
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João Gil
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3:49 da manhã
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quinta-feira, outubro 26, 2006
O entretenimento e a aprendizagem
O programa dos Grandes Portugueses
é um momento de pantufa no sofá Nacional.
Duvido totalmente destes processos de aprendizagem
que nem telescola, pretensiosa, e que afinal,
esconde apenas mais um negociozito de chamadas.
A democracia participativa
com valor de chamada mais o IVA
Já se sabe como é:
Sempre que abre o mercado de compra e venda,
os responsáveis da programação vão comprar os sucessos que fizeram ou podem
fazer sucesso.
Portanto está decretada a hora de discutir o nosso passado,
por imposição e desejo de decalcar o que vem de fora,
neste caso de Inglaterra.
Bora lá então:
Salazar,
Como é?
Foi bom?
Foi mau?
Ah?
Não se ouve nada.
Uma vez em directo no show do Herman,
levei com esse numero do branqueamento praticado
e homogeneizado pelo Prof. Saraiva.
Eu voto em Jorge que é mecânico, que teve o feito histórico de conquistar a admiração incondicional de seu filho Manuel.
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domingo, outubro 22, 2006
Pepe Kamonica
Sim, de acordo com Paul Auster.
A inutilidade da arte é um facto indiscutível.
Para quê afinal?
A chuva cai agora forte e feio nos parapeitos
de Lisboa.
De ontem para hoje
o nível das águas do Tejo
subiu um pouco.
Não chega observar?
Existir é por si um facto de arte.
Comer e dormir para sonhar.
Um dia destes apareceu o Pepe Kamonica.
Soube que ele andou pelas prisões Israelitas.
Por equívocos vários, foi interrogado e torturado.
Acabou desidratado e quase morto, abandonado numa praia Marroquina.
Nesta manhã , assim que liguei o telemóvel, tinha uma SMS vinda de Xangai.
“ Não tive escolha, aguarda noticias, não te preocupes,
o costume... um abraço. Kam “
Que raio de coisa ele anda por lá a fazer?
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João Gil
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sábado, outubro 21, 2006
Estadios de alma

Ainda por terras beirãs,
no trilho de vestígios
e nos caminhos do conhecimento,
registei para ti esta pelingra meu caro Prof. Quase.
Vês?
Também o povo quer ser esclarecido.
Dois trincos?
Dois avançados?
Um losango de ataque?
O Alqueva como imagem de fundo
à hotelaria, restauração e turismo golfista?
Os lucros do sector financeiro, desmesurados
e obesos, ostentando-se perante a nossa dieta forçada?
Somente a falta de comunicação do poder para justificar
os grandes investimentos que aí vêm?
Olha, volto à cidade e entre várias,
para me deixar levar nas asas do pássaro de fogo
no teatro azul de Lisboa.
A propósito, quando é que os governos, olham para
os bailarinos que sofrem do mesmo desgaste
brutal dos futebolistas, actuando em estádios de alma bem diferentes?
Vamos falando.
Um abraço
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João Gil
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sexta-feira, outubro 20, 2006
Vendas Novas
Meu Estimado Amigo
Será que tu conheces quem conheça
o dirigente autarca de Vendas Novas?
Que povo este tão delicado e subtil,
vive e trabalha por aí?
Vou engordando pacatamente,
à velocidade da simpatia local.
Tramado é o que é!
Insisto no tema porque os entusiastas da velha bifana,
não deslargam da ideia.
Têm fome...
Imagina o quanto seria bom para a terra,
um festival anual da bifana.
Delegações vindas de todo Pais,
expondo o seu melhor nesta
matéria tão sensível que é a real bifana.
A nobreza de um papo-seco,
a heresia de um picante à margem
da mostarda que adelgaça o intestino
tornando-o num passe-vite,
a dentada precipitada que arrisca a ferida na bochecha
pela avidez da gula nacional,
as televisões famintas, os turistas e o povo todo debruçado à limpeza de nódoas.
Tudo isso e muito mais.
Por favor!!!
Apresentem-me o senhor.
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quarta-feira, outubro 18, 2006
Dia 1
7.30
O cornetim acorda-me em sobressalto.
Não deixo de sorrir... inevitável.
Imaginei-me a chegar de saco enorme...
Um feijão verde.
Já não ferrei mais.
Andei por ali entre memorias alheias e filmes de outros.
Levantei-me e fui correr.
8.30
Atravesso a vila em passo tranquilo.
Nem vivalma.
Apenas o militar de vigia, armado de “ a bola” em punho, distraído pelas guerras das 4 linhas.
Ataquei!
10.00
Pequenoalmoço furiosamente à procura de resquícios da laranja perdida.
Uma espécie de Harpic.
Ao menos, os canos ficam limpos.
10.30
Um café, os jornais com a bola incluída,
que também sou pessoa de patente.
Ninguem me conhece...
Perfeito!
11.00
Começamos a gravação.
A construção de um edifício,
tem de começar por algum lado.
A coisa soa bem.
Estamos felizes.
13.30
Chega a sopinha de legumes e a respectiva bifana.
Não podia ser melhor.
Um café e um cigarro que imaginei ter fumado,
ali mesmo, como se fosse o segundo após o primeiro,
e por aí fora.
Pensei no meu próprio anonimato.
Já passou.
!4.30
Tau!
Sempre a dar até estar a dar.
Do melhor!
!9.30
Fim
!9.45
O Benfas e a esperança discreta.
O mundo acabou para mim.
Pelo menos até amanhã.
Até já.
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12:36 da manhã
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domingo, outubro 15, 2006
Campeonato Nacional da Bifana

Meu Estimado Amigo
Esta semana que passou
foi inteiramente dedicada ao nosso Deus Trovante,
aquela figura a quem todos demos boa parte da nossa vida por inteiro.
Escrevo-te em véspera de mais um mergulho
de cabeça daqueles que só Ele sabe.
Durante aproximadamente um mês,
respiraremos o mesmo ar, procurando
a luz e a claridade através de mais um novo
trabalho da Filarmónica.
Dar-te-ei conta do andamento das coisas,
se achares interessante... obviamente.
Sabes que domingo passado, andei por terras minhas,
entre serras e vales à procura de vestígios?
5.000 anos são quantas voltas no mostrador do tempo?
A pedra ainda estava quente, ok que há sempre a tentação de fazer um churrasco aproveitando
os cantinhos das antas e dos dólmen,
enquanto não passam os ciclistas das vias romanas.
Amanhã, logo pela manhã, mando-me a caminho
de Vendas Novas onde, ouvi dizer que havia a melhor bifana do Pais.
Isso é que era:
Um campeonato nacional da bifana, com estatutos e até mesmo um conselho de disciplina e tudo.
Fica a proposta.
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terça-feira, outubro 03, 2006
Pub-produto uterinamente bruto
Meu estimado amigo
Ele há vários anúncios
que se copiam tão descaradamente uns aos outros,
que até mete dó.
Não é novidade, é feio apenas.
Gosto daquele do:
“huuuummmm uuu huuummm”
do coiso... ai... do ecoponto das crianças.
Até ao dia em que vejo o original,
ou seja, já por si uma versão de um clássico americano:
huuuuummm uuu hummmm”
um pouco diferente convenhamos, mas que na imagem, copia por sua vez a ideia das bolas coloridas a descer rua abaixo.
Nas tintas...
Mas o que me traz aqui à matéria,
é a curiosidade horrível que tolda o meu espírito
acerca das razões que terão levado Mr. Berardo
a fazer aquela epopeia com planos de helicóptero,
promovendo um banco que não o de um jardim...
Das duas vinte:
O Mr. necessita do sustento diário?
O Mr. é dono do banco?
O Mr. tem um egoponto de fuga tal, que precisa de uma vista enorme pró mar, à beira de uma falésia?
O Mr. quer ser reconhecido aí nas ruas do Pais?
Alguma há-de ser, e ninguém terá a ver com isso.
Acredita que não tenho nada contra o senhor Mr.
É aquele pudor cristão aprendido e contraído por mim em criança, que leva a conjecturas e tal e tal...
Pronto, ok...
Já não digo nada...
Em suma, gosto da pub,
mas não a posso levar a sério,
por isto ou por aquilo.
Um abraço e obrigado pela tua lembrança.
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11:30 da tarde
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domingo, outubro 01, 2006
Musica

Caro João
Escrevo-te hoje dum sítio
que te faria elevar até ao mais ténue
dos ruídos do mundo...
Escrevo-te sentado numa longa cadeira
que muito embora dificulte a escrita, aguça o mais pertinente dos sons da alma escondida ainda por revelar.
Imagina que a vista que tenho daqui, é como a de um fiozinho de água brincando às escondidas, na impossível tarefa de apanhar a sua própria cauda comprida e longa.
Lá vai, seguindo o destino inevitável
das coisas que não voltam nunca.
As ladeiras do tempo subiram até cá, escarpando as encostas até ao fundo do fundo.
Tenho saudades de pescar contigo,
tirar uns robalos à sua própria curiosidade.
Pecados pequenos os nossos.
Mas não te esqueças,
Dá-te com as pessoas.
Dá-te com o mar.
Dá-te com a chuva.
Escuta.
Ouve bem e toca o céu.
Isso é a musica.
Aqui neste magma onde me encontro,
só vejo os que me vêm.
Não te distraias.
O meu abraço.
Q.
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quinta-feira, setembro 28, 2006
assustados... toma! toma!
Meu Estimado Amigo
Estamos com medo.
Diria, acagaçados.
À beira do pânico.
Com temor e assustados.
Manietados e quietos.
E por aí fora...
Entramos num avião e pensamos no mesmo.
Subimos a um prédio um pouco mais alto,
e lá está a imagem.
Uns cartoonistas usam do humor e, tau!
O Papa desajeita-se e, patapan!!
Estrála a bomba que o foguete vai no ar.
Estamos aqui com um ou mais problemazitos.
Se por um lado o respeito saiu de casa,
abandonando de vez o diálogo,
num lar onde nem sempre houve
pão de cada dia à refeição,
como é que vamos fazer prevalecer,
tudo o que conquistámos revolução após revolução,
à custa de tanto sangue?
Por quanto é que vamos vender
as liberdades fundamentais?
Achas que se eles lá longe soubessem,
que Marques Mendes utilizou o “ ganda noia “
para se identificar junto de crianças, assumindo
o seu sentido de humor,
iriam “encaixar” as liberdades que nos alimentam
o espírito ocidental?
Assim com o devido respeito,
nem nós embandeirávamos em arco,
nem eles queimavam tanta bandeira, meu Deus.
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domingo, setembro 24, 2006
Curiosidades
Você sabia que a Selecção Portuguesa de Futebol dos Sem Abrigo, abandonou o hotel na África do Sul, alegando falta de condições?
Parabéns!
Você sabia que saiu uma notícia, em que a Liga da 1ª divisão se propunha a julgar o caso do apito????
Extraordinário!
Você sabia que os israelitas inventaram um tecido que aguenta temperaturas elevadíssimas, que resistem a bombardeamentos???
Quem vai comprar?
Você sabia que uma data de gente tentou erguer sem sucesso um menhir?
Que forças usariam os antigos?
Erecção assistida?
Você sabia que um velha de tão velha que era,
morreu sem dar por nada?
Olha que caraças!
Também eu queria um dia assim que fosse.
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sábado, setembro 23, 2006
Outono, uma em ponto

Querido amigo
É Outono.
E depois?
Se o Benfas não tivesse empatado,
falar-te-ia da espuma que do verão sobra ainda...
Mas não!
Prefiro pontapear as latas que vou encontrando
debaixo da folhagem que se junta no passeio largo
avenida Liberdade abaixo até à Restauração total.
Esta primeira chuva que faz escorregar o pessoal distraído.
Gosto de Lisboa em todas as suas estações por igual,
mas se tivesse um dinheirito como deve ser,
voava ao espaço só pra te ver de longe,
e voltaria como sempre à hora certa.
À uma em ponto precisamente.
Se calhar o Outono é isto mesmo.
Esta cena que se repete à noite quando
desfocamos os olhos nas gotas de água que conseguem
driblar as escovas limpa-vidros...
Sobrevivo como elas, as pessoas,
fintando o tempo,
empatando...
Descompassando
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segunda-feira, setembro 18, 2006
FIFA, IGREJA
Querem os homens do futebol,
a mudança e a transparência?
Sugestão:
- Dois árbitros e quatro fiscais de linha,
cabendo a cada um, o acompanhamento de apenas uma metade do campo.
Cada fiscal de linha vê reduzida a sua área de responsabilidade, aumentando a sua competência.
O 7º arbitro, visiona o jogo e modifica qualquer decisão errada, por duvida ou desatenção, assegurando uma maior verdade desportiva.
Assim, quem vê em casa, tem um representante
que interfere directamente no jogo.
Obviamente que será mais ou menos assim.
Não poderiam antecipar o processo?
Quer a Igreja a paz entre os povos, no respeito das crenças de cada um?
Sugestão:
- Deve o Papa assumir publicamente e sem reservas, que independentemente do passado de cada um , não existe superioridade entre religiões, e por isso, todos sem excepção serão igualmente iguais perante Deus, respeitando as premissas necessárias a qualquer diálogo entre seres com razão de ser.
Principalmente agora, que a sua, da igreja, máxima representante, o Papa, decidiu acender um cigarro junto a um depósito de combustível.
inadvertidamente?
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quinta-feira, setembro 14, 2006
Filosofia de cordel
Como de costume,
Deus chega sempre a casa antes de mim.
A verdade é que Ele está em todo o lado
como uma esfera cujo centro está aqui ou ali.
Sou a sua sombra, Ele está antes.
O sol chega-Lhe primeiro.
Cá vou andando, Ele já cá andava, digo eu, dizia Ele. Foge-me da mão, Julga.
Eu , tal como Ele, posso estar em todo o lado.
Pela global informação, ou pela exigência da participação colectiva, estamos uns segundos após Ele.
Por isso, seremos a Sua imagem logo após.
O preço do petróleo subiu porque houve
um atentado em Damasco... Ele estava lá... nós soubemos logo a seguir.
A constatação.
A reflexão
A contemplação
A consciência
Tudo
Sempre uns segundos depois.
Mas, se Ele é a projecção do nosso primórdial animal Eu,
que vai da circunferência até ao centro da Nossa esfera a todo o momento,
existindo sempre antes de Nosso Mim...
Quem chegou primeiro?
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quarta-feira, setembro 13, 2006
Borboleta
Sempre que viras as costas
Há uma convicção a caír
Sempre que olhas para o lado
Há uma estrela que arrefece
Sempre que baixas a cabeça
Há um peixe afogueado
Sempre que assobias distraídamente
Há uma denúncia sob tortura
Sempre que ficas indiferente
Há um fusível que se avaria
Sempre que te calas
Há um silêncio aterrador
Em cada movimento teu
Há um efeito terrível
Será que ainda não descobriste...
Que se um dia sorrires
verás os meus olhos
Terás a minha alma
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João Gil
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terça-feira, setembro 12, 2006
Os velhos de entao

( entre os 35... e os 18 da vida seguinte )
Chamaram-no de velho,
mas ele nem ouviu sequer.
Estava gasto e por isso,
era tempo de sair de cena.
Dar lugar aos jovens, exigia-se.
Que jovens? Pergunta-se.
Mas, o que vem dos tais jovens?
Que respostas inovadoras deles se esperam e se ouvem?
Ouvi Mário Soares neste debate acerca do 11 de Setembro e, lembrei-me de ti meu amigo.
Eras tu, em horizontes maiores,
na explicação e compreensão do mundo.
Não adulo o Dr. Soares, nem é isso que está em causa, mas tenho de reconhecer, que a sabedoria que advém da experiência acumulada é sistematicamente atraiçoada pelo stress paternalista e pela arrogância daqueles que pensam ser mais novos... por momentos diga-se, desconhecendo eles que em muitos casos, a arteriosclerose
intelectual, chega em tenra idade.
Desculpa-me este desabafo, meu estimado amigo.
Irritei-me, porque não consegui ouvir as devidas explicações do mundo de há uns anos a esta parte,
e não por culpa de Pacheco Pereira.
Os Índios do west americano eram venerados.
Só cá...
É proibido!
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domingo, setembro 10, 2006
De ti nunca fugi
Meu Querido Amigo
Já me habituei ao teu silêncio.
Afinal, a tua sabedoria aconselha à ponderação.
A sensatez.
É a quente, quase sempre que te escrevo,
De coração na mão e de espada em punho.
Tunga!
Diz... escuto... sim...
Tens razão.
Dias atrás, passei pela minha cidade natal,
a Covilhã, que Deus a tenha.
Não existe alternativa:
A subir, a descer.
Sempre que te escrevo, torno à infância.
Subitamente, a liberdade!
Gente dura, boa gente.
As mulheres mais bonitas até hoje vistas a olho nu.
A costela Judia faz o sentido de humor
mais terrível e avassalador.
Bela terra a minha terra.
Não há Pai!
Cuidado com os lacraus!
Não ponhas os pés nas giestas... as víboras.
Aprende-se muito na Serra.
Quando volto à Covilhã,
Tenho a estranha sensação,
de lá, nunca ter saído.
Aprendi contigo uma grande lição:
- Não tenhas medo!
Devo-te muito!
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João Gil
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segunda-feira, setembro 04, 2006
A face imaculada

Sim meu estimado amigo.
É mais uma daquelas crises por dá cá aquela palha.
Tens razão, devíamos parar...
Alturas que alturas, onde aviões
batem asas, onde cada copo por sete vale,
em que se danifica perigosamente o que resta
do músculo cerebral, que facilmente e como se sabe,
obriga à mudança frequente de latitude do epicentro do raciocínio, imaginem...
Neste caso, um simples anúncio a um perfume,
leva a todo o tipo de alucinações mais básicas.
Básico era por exemplo, a nossa infantil informação
no file da masturbação dos primórdios da descoberta.
A freirinha malandra que por aromas levada
a pecados inimagináveis, provoca assim descaradamente as instituições do regime de Roma em curso,
levantando a nossa lebre à espingarda do que é incorrecto...
Já me tinha esquecido.
Só tinha de o fazer:
Amparar a face de tão imaculada criatura.
Estive à altura.
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sábado, setembro 02, 2006
Um Abraço e uma Achega
Aos amigos que muito estimo e considero,
que mantêm a indecisão de assinar,
quero dizer-lhes muito claramente que para além
da discussão aberta desta questão, tenho como ideia central
da petição, um objectivo muito claro:
Evitar que as R.E.N. (Reserva Ecológica Nacional) e
as R.A.N. (Reserva Agrícola Nacional)
se transformem, por artes mágicas do fogo,
em terrenos para a plantação de gruas e árvores de betão
Fica à vossa consideração.
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quarta-feira, agosto 30, 2006
Mar dos Açores

Fui à ilha do Pico, estimado amigo.
À festa dos Baleeiros fui tocar.
Inesquecível!
No mar grande dos Açores mergulhei de cabeça.
De ti floresta não me esqueci.
Por isso trago-te o mar. Ele sabe de ti.
Povo orgulhoso este, feito de magma ainda quente.
Tal como em Mortágua, lá estavam os jovens músicos
e as suas preocupações no futuro próximo.
Aqui nos Açores, existe uma catrefada de filarmónicas.
Uma tradição que persiste e insiste, inda bem!
Vamos continuar pelos mares da petição.
Valemos muito.
Somos importantes.
Nós.
Os cidadãos.
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João Gil
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1:48 da manhã
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quinta-feira, agosto 24, 2006
Petiçao- 5.000
São necessárias 5.000 assinaturas
para que o assunto seja apreciado
pelos deputados da República.
Tudo bem, são as regras.
Podemos não chegar lá, é certo.
Trinta mil obstáculos se levantam... o costume.
São imensas as razões:
- É inconstitucional!
- Havia outras formas de pôr a questão.
- Tens de ser mais explícito.
- E os danos colaterais?
- E a minha liberdade?
- E se eu, vítima e dono do terreno, se o quiser vender?
- Pensa bem, podias modificar...
- Dez anos, francamente, mais que suficiente.
Ouvi... ouvi... ouvi...
Pensei:
- Caramba!
- Eu não governo. Eles não fazem música.
Tudo, tudo, tudo, tudo é motivo para nunca fazer nada.
Perguntei à floresta... escutei o que ela dizia de volta... e,
Ela precisa de nós!
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João Gil
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12:39 da manhã
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terça-feira, agosto 22, 2006
Petiçao
Obviamente que o governo em gestão, terá de encontrar
as soluções devidas e justas.
Esta petição copia o bom exemplo Françês, que se veio a revelar com sucesso.
Discutimos estes assuntos de boca calada à boa maneira Portuguesa.
As imagens sucedem-se nos telejornais e perante a banalização do desgosto alheio, enquistamos a nossa indiferênça.
Decidi fazer um texto simples e directo, e não iniciar uma conversa já esfriada e gasta.
Queremos apenas descartar e despistar uma das possiveis causas de tanto fogo posto.
Um Abraço deste que tanto vos quer.
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João Gil
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11:44 da manhã
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sexta-feira, agosto 18, 2006
Petição
Acreditando ser esta uma das soluções para o fim do flagelo, vimos por este meio pedir ao Sr. Primeiro-Ministro e ao Sr. Presidente da República a proibição imediata da comercialização dos terrenos ardidos, por um período nunca inferior a trinta anos.
Os signatários.
Assine aqui a petição
(http://www.petitiononline.com/fiminc/petition.html)
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Baggio
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quarta-feira, agosto 16, 2006
Mortagua

Esta terra de Mortágua tem que se lhe diga.
Tem as suas festas naqueles dias de Agosto
em que chove abundantemente,
seja para levar finalmente os bombeiros à cama,
ou para inundar as casas de cheiros de terra africana... molhada... sensual... imagino.
Mortágua tem gente muito curiosa,
muitos jovens músicos, abertos e disponíveis
para as novas correntes,
escoteiros amáveis, prestáveis e sorridentes,
escolas de cães destinados a serem guias de invisuais,
emocionante pela dedicação de
pessoas tão delicadas e gentis.
Sentido acolhimento, deixei-me levar de conversa em conversa,
Cruzando olhares com toda a gente, de espumante em punho,
Esta Filarmónica de que faço parte, tem muita sorte.
Foi assim em Ansião, na Batalha, na Amora e será
amanhã no casino, depois em S. Martinho, em Penafiel,
por aí fora até Elvas no final do mês.
Tenho muita sorte estimado amigo.
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João Gil
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terça-feira, agosto 15, 2006
Os livros tambem ardem
Há muito que não me ria tanto.
Refiro-me, caríssimo amigo,
ao personagem Mateus Colombo,
que habita e vive no livro “ O anatomista”
Mateus, que ao descobrir a sua América
no corpo de uma mulher, se arrisca por tal,
a arder numa fogueira de lenha verde,
isto claro, para a combustão ser tão lenta quanto a agonia.
Antes passei pelo ajuste de contas de dois amigos,
que não se encontravam por razões que só lendo,
numa combustão também lenta de “ As velas ardem até ao fim”
Que gente esta que salta na frigideira das palavras...
Agora estou a entrar na biblioteca dos livros esquecidos,
pela mão do pai de uma criança que já tem idade...
“ A sombra do vento “ dá por título, o que não ajuda nada
no combate aos incêndios.
Por isso, meu querido amigo,
ando jiboiando pelas letras,
tentando resistir ao desgosto pós parto
do abandono provocado
quando se chega ao fim de um livro.
Nesta secura toda
Os livros também ardem
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João Gil
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3:58 da tarde
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sexta-feira, agosto 11, 2006
Democracia
De peixe espada à cinta,
é como me sinto
assim desasado e sem jeito
de águia a contrapeito...
Digam-me lampiões e adjacentes
incluindo o Belenenses
Qual a razão?
De tão desajeitado anúncio
em que o Benfica é gozado pelo
próprio de si mesmo... sim, qual a razão?
Perante um irritante em crescendo de irritação que diz:
Ninguém pára o Benfica...
Responde o anunciante enjoado e incomodado:
- já paravas...
Eu pergunto
Hum hum...
Somos como a América?
Permitimos tudo dentro de nós ao ponto da cauda escorpião?
Somos mesmo uma nação...
Democrática
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João Gil
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terça-feira, agosto 08, 2006
O beijo suspeito

Pois é
Assim que ti vi assim
Por impulsos díspares,
Nem pensei duas
Agi por ti
Agarrei-te cheia
Uivei o teu nome
Já se sabe
Sem antes te apanhar pelo dorso
Como é obvio
Gosto das tuas costas
Dos teus dois buraquinhos no fim das costas
Desse mistério infindável
Vou desafinar-te sem remédio nem cura
Como podes calcular
Confiar-te um segredo no pescoço
O teu pescoço
Ossatura dura
Dá-te nas minhas mãos
Abraço-te
Tu só queres um abraço
Sei disso
Ou um beijo suspeito
Grita-me!!
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João Gil
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Mar de luz

É com a devida vénia que a ti me inclino, Meu Amigo.
Estarás bem?
Sobrevives bem a este caldo que amesquinha uma catrefada de gente?
De paparazzis convenientes da estação ridícula, que fotografam
perversamente a barriga de muita gente que do tamanho se ignorava?
Estava muito bem eu na cozedura do miolo,
quando me vi na 2, em repetição na “Revolta dos Pastéis”
a quem endereço daqui a minha vénia também.
Nunca gostei de me ouvir,
e muito menos de me observar.
Não avisava a família próxima de que ia aparecer...
Vergonha...
Mas, não deixo de constatar que a arrogância não faz falta nenhuma entre
todos nós músicos, produtores e afins.
A última coisa que nos faz falta é exactamente a bacoquice petulante.
Mas prontos!!!!
Entretanto decorre no “canalmaldito” uma conversa interessantíssima
a propósito do mesmo tema.
Eis que, estando muito bem numa esplanada, ouço da voz dum banhista compatriota,
algo parecido com:
- I donte laike pórtchuguise music.
- Dizia ele para um algo interessado estrangeiro.
-Mitu de ti, retorqui pensando...
Muito bem!
Está no seu direito.
Já não o digo o mesmo do publico português, sempre atencioso e atento.
Concluo que o assunto se arrasta na ordem do dia
em linguagens desusadas,
próprias desta época estúpida comó...
Talvez à procura de um mar de luz ao fundo do túnel.
Um abracinho sim??
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João Gil
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sexta-feira, agosto 04, 2006
4 de Agosto

Meu Querido Amigo
No dia 4 Agosto
há trinta anos atrás
na formosa e algo ventosa
Vila de Sagres,
por dias e noites nunca navegados
em areias da mareta,
deu-se luz no nosso pequeno mundo
de putos curiosos e insubmissos.
Surgia o Trovante!
Aquele nosso irmão que se foi tornando
na figura basilar e tutelar na nossa existência
familiar e quase diária.
Agora, depois destes anos todos,
encontro tantas semelhanças entre vocês os dois...
Os teus comentários rareiam sob a espuma,
Insinuas-te, fechas-te.
Porém adivinho os teus passos,
pressinto as tuas ideias.
Era precisamente o que sentíamos
com o nosso irmão Trovante.
Ele estava sempre presente e
o que dele vinha, decidia-nos.
Ele queria o nosso melhor,
E nós sacralizávamos a ideia Dele todo poderoso.
Acima de nós
Quase Deus
Como tu Deus Quase
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João Gil
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quarta-feira, agosto 02, 2006
Apenas por nada

Caríssimo Quase
Como tens passado?
Como vai o teu trabalho?
Tenho a obstinada curiosidade do teu universo,
do que te move,
do que te emociona,
dos teus impulsos,
da tua pintura de hoje.
Por cá os dias vão... vêm... e de costume,
embasbaco sempre que o sol se põe
como se fosse o último desejo.
Um dia sonhei uma viagem ao centro da terra,
e quando entrei numa espécie de casa das máquinas,
logo perguntei o que aconteceria se travasse
o mecanismo das rodas dentadas.
Claro que seriamos projectados no espaço!!!
Soou longo nas paredes da resposta na minha cabeça ignorante.
É a vida.
Fico à espreita...
O sol afunda-se lá ao longe.
Dou-me conta da velocidade da terra a girar.
Apenas por... nada.
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João Gil
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domingo, julho 30, 2006
SiniS

Caríssimo amigo do mundo
Cá estou de novo, vindo de mais uma jornada
gloriosa apesar do glorioso...
Ruminando laranjas e outras coisas boas,
num mar de algas qual SPA,
em falésias de xistos que a propósito,
pintalgam as areias de preto aparentemente
poluído, mas não.
Lá andei freakando o meu esqueleto comendo
sargos e pão do melhor.
Destino:
Festival Músicas do Mundo em Sines e Porto Covo.
Objectivo:
Simplesmente ouvir música.
Junto do público ou no backstage, os níveis de ozono e qualidade do ar , apresentaram-se especialmente diferentes do habitual costume.
Diferença, destacou o incrível alaudísta Libanês,
quando referiu que “ eles não precisam de músicos”
Por isso;
Este festival veio numa altura crítica
em que a musica parece ser uma tábua de salvação
na comunicação entre os povos para além do futebol,
que é apenas uma interposta pessoa, para a facilidade de contacto e usufruto do emigrante no dia seguinte após o jogo
do dia anterior.
Por isso;
Sines devia passar a SiniS
Por forma a que:
O festival pudesse ser visto de todos os ângulos,
capicuando até mais não.
Aproveito e solicito a naturalização para o novíssimo estado
De Sinis, onde no futuro, poderemos comunicar entre povos
da melhor maneira.
Pela alma!
Viva o festival de Sines!
e Viva SINIS!
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João Gil
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quarta-feira, julho 19, 2006
Designio

Vai grua vai
Cumpre o teu desígnio
Por esses quintais
Derruba
Constrói
destrói
Abate
Não pares
Vai
Pelo mundo
Leva a boa nova
Ergue
Muros
Separa
Divide
Vai
Segue
Siga
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João Gil
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segunda-feira, julho 17, 2006
A sombra da noite




Estimado
Estas noites andam quentes
Lisboa fica excitada com estas noites de fulgor
como se os instintos despertassem com a brisa nocturna e luarenta.
Os neurónios cozem durante o dia borbulhando na sua fervura,
queimando as impurezas e as bactérias incómodas e
à noite é que são elas.
Só apetece é comer os cérebros que por aí pululam.
Isto para te dizer que dei comigo no estado puro nipónico,
armado de objectiva acidental de Alfama em Alfama
Descendo degraus e degraus até ao Eugénio de Andrade.
Encanta-me a Lisboa que encobre as mazelas do dia.
Um destes dias vens comigo no acaso casual da descoberta
de que, perdidos é que isto tem graça.
Pago-te um copo
Vá lá!
Anda lá!
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João Gil
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quinta-feira, julho 13, 2006
Preconceito e chuva de palmeira
Meu estimado e fadista amigo
Ando numa época fadista
recuperando e afastando fantasmas de outros...
Por mim, sem problemas de maior, há muito.
Porquê?
Diz-me porque é que as pessoas que apesar de tudo,
com níveis de sensibilidade apurados, tantos anti-corpos ao fado construíram?
Munidos de critérios que por si só são um caminho,
emprenharam pelos ouvidos?
Mal educados por falta de educação sensitiva?
Feitos de quê?
Preconceitos?
Parto a minha cabecinha à procura de explicações e zero!
Devo andar estúpido de certeza incerta...
Há-de passar!
Isto para te dizer que estava junto ao mar, quando
um sufoco desceu junto a mim.
Um peso inacreditável, de ar pesado e nuvens cheias
de electricidade incontida.
Lia o meu livro de momento cheio de boas intenções.
As folhas das palmeiras choviam ruidosamente,
e pensei, por andarias tu?
Abraço
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João Gil
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domingo, julho 09, 2006
O Cristianismo Ronaldo
Na hora do fecho deste evento suspeito e endinheirado
que é o mundial, interessa reter coisas que, meu estimadíssimo
e fairpleísta amigo, nos devem fazer pensar no futuro, tais como:
- Os mergulhos dos atletas que fazem lembrar a fama dos Portugueses em Itália de se furtarem ao pagamento dos transportes públicos.
- A puta da realização de TV Alemã que no jogo com Portugal, chegou ao ponto de dizer que sim abanando as câmaras para cima e para baixo, escolhendo muito bem os lances que devia ou não repetir.
- A passagem para o desporto, de muitos conflitos entre povos,
pelos vistos, jamais resolvidos.
- A provocação das imprensas, apregoando coisas falsas só para venderem a merda do papel.
- A estupidez e o fanatismo do Anti-Cristianismo Ronaldo, com que os Ingleses resolvem os seus problemas e as suas derrotas.
Se vires por aí o Luís Figo dá-lhe um grande abraço.
Um tipo á maneira!
Finalmente fecho o dossier do futebol, porque sinceramente...
Já cansa!
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João Gil
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sexta-feira, julho 07, 2006
A primeira assinatura
Hoje lembrei-me duma fase muito engraçada
para o crescimento dum homem de barba rija.
Oh oh oh.
Lembras-te de quando ensaiaste
a tua primeira assinatura?
Escolher dois nomes, ou mesmo três por questões de ordem social ou importância acrescida, ou apenas por... soar melhor.
Caramba!
Foi lindo, a semear rabiscos por tudo o que era folha.
Creio que imitava o meu Pai.
É bom imitar um Pai.
A sua mão grande e estilosa assinava o meu ponto de nota duvidosa e eu, assustado pela má consciência de mau aluno
por boas razões politicas, conjecturava...
Embora convicto, nunca o convenci.
Era a época.
Tal como o nó da gravata, também a assinatura se ensina.
A marca genética.
A morte derrotada.
Cabrona!
Não te assustes, mas por vezes vejo em ti
o meu Pai.
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João Gil
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quinta-feira, julho 06, 2006
Suspeiçao
Meu ombro amigo
Imaginas o quanto irritado com a porcaria deste resultado me sinto...
O nosso homem do leme insinua que o árbitro
estava ao serviço de alguém.
E a coisa fica assim?
Tem ele razão?
Estava a quente?
Há um super-apito-douradíssimo?
As pessoas dizem:
- Somos um país pequenino!
Admite-se portanto que as decisões da FIFA e dos árbitros são directamente proporcionais à grandeza das bandeiras?
Creio que chegou a altura de se criarem mecanismos
que anulem o protagonismo do homem do apito e de todas as suspeições mais ou menos razoáveis.
Entre as variadas soluções, destaco duas:
- O quarto árbitro tem um monitor para rever e inverter as decisões incorrectas.
- O jogo é arbitrado por dois juízes, cada um acompanhando uma equipa.
São ajudados por quatro fiscais de linha.
Não teremos nós uma selecção que ultrapassa largo
as fronteiras das possibilidades de Portugal?
Tornaremos Portugal competitivo se melhorarmos os índices
de rendimento de toda a sociedade nos vários sectores.
A saúde a preencher o campo todo.
A educação a distribuir bem o jogo aos avançados.
A música Portuguesa a não precisar de mendigar quotas
de passagem nas rádios, marcando golos de belo efeito.
Porque é que nestas áreas somos tão permissivos?
Então... será que merecemos esta selecção?
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João Gil
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3:09 da tarde
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terça-feira, julho 04, 2006
Astulticia dos abestuntos
Meu Estimado
Hoje até vinha falar-te de futebol.
Originalidade não me faltaria pela certa,
dizer-te as coisas que ainda ninguém disse, imagina...
Tácticas
Raciocínios
Estratégia pura
Comunicação
Mobilização
Conspirações
Tantas e tantas que te espantarias em espasmos
sucessivos de dores de acutilância astuta
Mas não.
Nada disso!
Lia as notícias tardias, e na três, um público delirava
da javardice das palavras.
Muito bem.
Também me rio de vez em quando assim.
Para lá do talento nocturno,
o facto dos comediantes da bolinha do écran
arrebatarem e arrancarem os aplausos
às funduras e às profundezas da sagacidade
da astúcia numa espécie de astultícia.
e apenas a isso
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João Gil
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1:50 da manhã
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terça-feira, junho 27, 2006
andar andar andar

Sim
Apenas
Sim
Passear
Sim
Ouvir
Sim
De mão dada
Sim
Deixar
Sim
As pegadas
Sim
Às cegas
Sim
Em silêncio
Sim
Deambular
Sim
Vaguear
Sim
Porque sim
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João Gil
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12:56 da manhã
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sexta-feira, junho 23, 2006
Fala contigo
Caro João
Este assunto que te atormenta é um já visto entre nós.
É precisamente nestas alturas quando sinto que a tua razão e argumentação vêm das entranhas emotivas,
que tenho o apelo de te falar.
Não de te acalmar.
Não de apaziguar.
Que o mar te fique sempre bravo, assim é o meu desejo.
Mas deves pensar e ver bem o que vos rodeia.
Vocês são manifestamente poucos.
Todos se conhecem como primos ainda que afastados.
Ao contrário de outros países com maior número de habitantes,
o pódio é pequeno, têm de ser uns de cada vez...
Entendes?
Usa-se por aí a expressão de “sete cães a um osso”
antagónico a “setenta cães a sete ossos”
porque se assim fosse, diluiria a ideia de inveja e tudo se arrumaria
em patamares de sobrevivência normal, sem ter de estar na
crista da onda, o que faria de vós, um Pais normal e culturalmente rico na sua diversidade criativa.
Creio que os Portugueses têm de aprender a viver com esse facto, aproximando-se dos Países nórdicos que embora pequenos, souberam criar dinâmicas próprias.
Fala com os teus amigos
Fala com os teus colegas
Fala contigo
Pensa nisso como um bem e não como uma fatalidade.
Festeja os sucessos dos teus amigos
e verás com mais naturalidade
o sucesso do teu Pais.
Um abraço
Q.
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João Gil
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quarta-feira, junho 21, 2006
Vale a pena Portugal?
Meu querido amigo
Mando-te este texto que enviei ao blogue "canalmaldito" que discute a questão da lei da rádio.
Tentei falar em sentidos figurados, por falta de pachorra para entrar em polémicas circunstanciais.
Deixo-te aqui o texto
"Antes de mais, os meus parabéns ao blogue e à iniciativa da discussão.
Este não é um tema novo para toda uma plataforma que discutiu profundamente o assunto e da qual fiz parte.
Apesar de alguns interesses não assumidos e lobizados nem a Rádio nem os homens da Rádio, são meus-nossos inimigos.
Considero-me sim inimigo duma puta duma mentalidade preguiçosa e estúpida que domina Portugal
uns dias após o seu nascimento.
Humildemente acredito que a questão passa por inverter os hábitos e costumes de consumo.
Mas.... isso seria a inversão de Portugal, torná-lo menos periférico, mais orgulhoso da sua lingua,
numa espécie de reencaminhamento da bandeira à janela para uma elevação e evolução cultural.
Utópico que sou...
Uma espécie de Espanha, País traumático para nós, mas inviável de tanta inveja sofrermos..
Imaginem um Portugal onde se ouvisse o mais possivel de tudo o que fosse produto nacional.
Onde se consumisse em todos os formatos, todo o tipo de música de todas as áreas...
Acreditam nisso????
Portugal só é um País de vez em quando, porque tem comportamentos bizarros que se assemelham a grupos de nómadas à procura de um sítio para acampar.
Por isso estou orgulhoso de fazer parte de um grupo de pessoas inconformadas, que tentam inverter
a situação, criando um processo lento de mudança que só daqui a muitos anos terá resultados efectivos.
Acredito que os novos projectos terão nessa altura visibilidade e...
Portugal valerá a pena. "
Um abraço
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João Gil
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terça-feira, junho 20, 2006
Escapatoria

Bom dia meu amigo
Dias incríveis estes
de abandono aos rigores da rotina
Dias para cismar e questionar
Se pudesse
faria um passeio matinal
por um qualquer areal
Inspiraria a manhã
Falaria de mão dada até ao fim do dia
Ouviria tudo o que houvesse
Teria as novidades dos pescadores
Aqui por estes sítios
Há uma escapatória
ao desastre
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João Gil
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11:48 da manhã
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quarta-feira, junho 14, 2006
O comunicanto do vaso

Van Gogh
Meu Querido Amigo
Faz um tempito que fechei as portas
ao retorno e ao diálogo com os leitores e
convivas do espaço comum.
Matutei e convenci-me que a manipulação
era e continua a ser um abuso da confiança
e do respeito que pulsa nas veias da Liberdade.
Não mudei de ideias, mas reconheço que tal fecho para balanço
retira muito do que é o espírito da coisa-blogue.
Era a sobrevivência que estava em causa.
Vamos ver o que acontece.
Somos recipientes comunicantes,
Por isso, aprecio o domínio do colóquio das ideias
sobre o tucá-tulá messengeriano.
Sou o mesmo de sempre
que a ti se dedica
meu amigo
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João Gil
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6:28 da tarde
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domingo, junho 11, 2006
Viva Portugal !!!

Eis uma das boas razões para o meu patriotismo.
A outra igualmente deliciosa,
faz o alimento da alma lusa. Para muitos lusos,
uma vitória magra sobre Angola pode ter um sabor a derrota.
Lindo!!
Viva!
Para esses lusos, assenta mesmo é uma bela duma derrota,
e assim se reverem na ilusão de que poderiam ter ganho...
Viva Portugal e os seus lindos portugueses!!
Viva a pita!
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João Gil
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11:49 da tarde
sexta-feira, junho 09, 2006
Reserva de humanidade
Meu querido e afável amigo
Não te passa o quanto me incomoda a notícia
acerca da hipotética violência exercida sobre crianças
na Casa do Gaiato.
Não é por nada, aliás as suspeitas são apenas suspeitas até às conclusões.
Verdade???
Embora a voragem colectiva goste sempre de tirar as suas próprias conclusões
como se sabe...
Sempre que se fala em padres prevaricadores
deparamo-nos com as eternas dúvidas
A Fé!
Quem são os representes de Deus na terra?
Quem prega o quê?
São apenas homens, tudo se compreende...
Tudo?
Na minha intimidade da memoria de infância
a ideia de Deus fazia osmose com a Música que tentava
chegar à Sua beira
Subíamos ao dialogo com ELE.
Por isso, cada vez que um padre é acusado
seja do que for,
é como se a reserva de humanidade a que fomos educados
desde coisinhas pequeninas,
significasse uma derrota de todos.
Ok.
Deixa....
Tu não sabes o que é ajudar à missa das seis da tarde
com a idade de 9 anos.
Um abraço
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João Gil
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10:15 da manhã
quarta-feira, junho 07, 2006
Chuva de flores
Olá Meu Estimado
Hoje fui à feira do livro
Isto porque,
ontem soube que hoje estaria Júlio Machado Vaz
a apresentar e assinar o seu último trabalho.
Que boa oportunidade para ver uma pessoa que tanto admiro.
Saio dali e... Meu Deus!
Uma chuva de flores de jacarandá
Pensei cá para mim:
Compram-se uns livros utopizando
que se tem o tempo e o espaço de leitura para os ler... Rapidamente... Já!
Nã!!!
Compra-se o tempo, compra-se a paz.
Compra-se a ideia de estar a ler, o que já não é mau.
Ainda por cima, chovem flores...
Lindo!
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João Gil
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12:01 da manhã
segunda-feira, junho 05, 2006
Clarisse
Clarisse
Eu já te tinha disse
Que o dito por não dito
Era a coisa mesmice
Clarisse
Eu já te tinha dote
Que o dote por não dote
Não queria dizer pescoço
Até à data
Clarisse
descaradamente
Finjo-te em falsete
Alarvemente corrijo-te
Estupidamente atinjo-te
Eu no pingarelho
E tu no atalho
A coisa não anda boa
És tu!
Que os parolos há muito
Conta disto tomaram
Modernamente jovens
Repetem seus pais
Têm direitos adquiridos
Os caducos
Paz às suas almas inocentes.
Vivam as pazes
Que cheiram a fezes
Eia!
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João Gil
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12:34 da manhã
quarta-feira, maio 31, 2006
O arco da bandeira
Meu Querido Amigo
Ele há coisas que me lixam...
Aproveitando o ensejo, a publicidade escolhe
o mundial de futebol como motivo
de comunicação obvio e evidente.
O desejo.
O sonho.
A ilusão.
Calculo que seja fundamental estabelecer
a razão directa entre a venda do produto
e a vitória desportiva.
Ou seja:
Já ganhámos!
Portugal vai ser campeão!
Esta conta básica tem dois resultados possíveis:
Um lado aparentemente bom, que se reflecte na mobilização das hostes lusitanas e num evidente acréscimo de vendas, portanto:
A revitalização da sociedade consumidora.
O outro é desportivamente conhecido como desastroso para Portugal.
Nunca ganhamos quando entramos a ganhar.
Faz parte do nosso processo colectivo.
Embandeirar em arco é manifestamente mau.
Eu disse-te...
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João Gil
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4:39 da tarde
segunda-feira, maio 29, 2006
As 4 linhas
Meu caloroso amigo
O fogo ainda não estalou.
Está um calor que me tolda o conhecimento adquirido.
Escrevo-te com os dedos pesados,
coisas que pela preguiça mal se erguem,
desinteressantes e banais, do tipo:
Equipa que ataca também tem de defender.
É caso para dizer que os neurónios foram todos lá para
a frente e eu aqui sozinho com a baliza indefesa
a enxotar mosquitos.
Não é justo!
Só ligo ao futebol.
Por isso não te espantes se o nosso diálogo nos próximos tempos, pautar pelo meu guru que é o Gabriel Alves,
o nosso Nobel das quatro linhas.
Estilo...
E como gosto de ouvir os hinos enquanto as câmaras registam
o patriotismo e o desafinanço dos jogadores...
Encontrar as razões de uma derrota será o lema.
Julgar os comportamentos e o desempenho será a nossa prioridade total.
Tens cromos prá troca?
Nas quatro linhas se escreve música.
Nas quatro linhas se escreve um poema foleiro
dedicado a um jogador qualquer.
Nas quatro linhas se joga ao galo de não ter sorte nenhuma.
Em quatro linhas joga um povo o seu destino...
Azeite puro para molhar o pãozinho.
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João Gil
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8:04 da tarde
sexta-feira, maio 26, 2006
As janelas de Timor
Diz-me estimado e atento amigo
se não é tudo tão obvio e evidente
pega-se nas armas e cá vai disto
os argumentos escasseam e nem se explicam
as catanas impressionam-nos
lembram-nos
há pessoas em perigo
assustadas as crianças
os olhares
os olhos
as mãos e o colo
um português inocentemente falado
não são as bananas ou abóboras
não
não é o café
não é o preparado picante
nem o sangue a correr por isso
é sempre a mesma merda
abre-se a janela de Timor
e lá vem o aroma inebriante
cheira a petróleo que tresanda
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João Gil
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12:21 da manhã
quinta-feira, maio 25, 2006
A moça pick up
Uma moça novinha senta-se numa pick up,
a saia pouco discreta desvenda uma perna generosa e robusta.
Aproveitei, olhei para o interior, curioso pelo aspecto...
4 lugares de espaço mais que suficiente.
O tablier austero e rigoroso para o trabalho árduo.
O sol a despontar e a pick a aparecer lá no horizonte...
A ronda diária pelos pastos em piso difícil.
A terra escorre-me entre os dedos da mão.
Observar os animais, o seu crescimento é uma tarefa
de todos os dias.
ou:
A praia ao longe... paro, olho em volta e descubro a melhor onda,
a prancha cabe á vontade no casco que me orgulha o peito feito.
O fato mal lavado e pleno de areia custa a vestir por isso.
Faço-me ao mar e ataco-o com sorriso matreiro.
Ah!!!
A moça... que fazer com ela no espaço de imaginação?
Vou tratar de ti... dar-te o melhor uso.
Arrumar-te no porta bagagens.
Já viste meu caríssimo amigo
como os homens se imaginam?
Uma feira de automóveis cheia de miúdas giras...
Um espectáculo!
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João Gil
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12:42 da manhã
quarta-feira, maio 24, 2006
caixotes de papel
Meu Querido Amigo
Que saudades de ti.
Tens pintado?
Tantas coisas para te contar que nem sei como começar.
Encontrei coisas de ti em caixotes que já nem eu.
Vou mandar-te as tais fotografias em que apareces a fumar charuto.
Deixo-te aqui um abraço e mais outro para o Baggio.
Esbruga-te na atitude!!
Vamos teclando, boa?
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João Gil
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1:02 da manhã
terça-feira, maio 16, 2006
É só por isso: em mudanças

Foto: Vasco Gil
Filarmónica Gil:
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Baggio
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11:06 da manhã
quinta-feira, abril 27, 2006
Mudanças
Meu Estimado Amigo
Como vais?
Que notícias tens de ti?
Diz coisas sempre que achares.
Sabes que estou a mudar de casa?
Que seca monumental, este trabalho de empacotar.
Mas, como tudo, existem lados obscuros de claridades evidentes.
Sempre que me mudo, lá fica reduzida a papelada e o espólio.
Ainda bem!
A mala vai ficando mais leve, e a vida fica nitidamente mais portátil e fácil de manusear.
Adoro rasgar papéis e deitá-los fora.
Um peso que se liberta, um registo que se abandona.
Aquela imagem da menina a beber nescafé na falésia
I can see clearly now
the rain is gone...
Óó
Cá vou eu.
Sinto a liberdade batendo na cara,
sulcando as rugas do meu caminho.
Toma o meu sorriso e um abraço
do teu enorme tamanho
meu querido amigo
de todas as horas.
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João Gil
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10:33 da tarde
terça-feira, abril 25, 2006
Caracol ode
Querido caracol
Andas andas andas
Qual o teu horizonte
Coisas enormes decerto verás
Longos os passos da tua breve vida
Como será o mundo por ti visto
Inglória fama para tão rápida ingestão
Quão lenta a memória de te esquecer
em cada abril que apareces de novo
Dedico-te esta ode por tua honra
animal singelo e subtil que
não fosse a vicissitude e tudo mais fácil seria
por de ti tanto gostar
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João Gil
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10:29 da tarde
Quem vier por bem
Meu Estimado
Hoje é dia 25 de Abril.
Onde estavas?
Piadinha... esquece.
Exercitar a liberdade é usar o 25 de Abril, não?
Festejar o feriado, ir à praia, ler um livro, ir ao cinema
ou apenas não fazer nada, pode ser uma forma de comemorar, não?
Sabemos agora todos o valor da liberdade, não?
Temos uma ideia mais aproximada da importância do
respeito pelos outros, não?
Uma data de coisas que já sabemos... não?
Mas pergunto, de que vale a liberdade se as condições de vida
são cada vez mais difíceis e apenas os bancos vão sorrindo
dia após dia?
Quem tem um banco tem tudo, não?
Ainda há pouco via o filme do 25, e confesso o embaraço.
Estive no largo do Carmo, no jornal “ República”, na PIDE, nos passeios... andei por ali, manhã cedo por aviso de camarada meu.
Para mim, é prematuro ver aquela fita.... desculpem.
Ontem no concerto em Santiago, gritei
Viva o 25 de Abril!
Viva Portugal!
Muito bom!!!!
É fantástico poder gritar sem medo, não?
Apesar de não estar na moda.
Caguei!!!!
Gritarei sempre que se seja a ocasião, não?
Depois,
inevitavelmente,
lembro-me do Zeca Afonso.
Por bem quem vier por bem.
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João Gil
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9:14 da tarde
sexta-feira, abril 21, 2006
Verdade desportiva 2
Ah... a propósito da verdade desportiva
que é um assunto pertinente
E com muita pertinácia até
Erram os árbitros porque em vez de serem dois,
é apenas um com dificuldade evidente em observar
o jogo por inteiro.
Hipocritamente o público exige dele as funções de Deus,
coisa difícil para um simples homem.
Erra o público porque parte do princípio que ninguém é honesto.
Erra o público quando chama impropérios ao guarda redes quando
chuta o pontapé de baliza.
Erra o público em manifestações racistas.
Erram os treinadores quando se desculpam por tudo e por nada.
Erram os dirigentes quando acicatam ódios provincianos.
Erram os jogadores quando manhosamente tentam enganar as pessoas,
falseando lesões e todo o tipo de representação não desportiva.
Diz-me meu amigo Quase...
Que havemos de fazer?
Os dados estão viciados.
Se calhar isto só tem piada... assim.
Falseamos colectivamente... sem importância nenhuma.
Um Abraço
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João Gil
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10:30 da tarde
Verdade desportiva
Meu Querido Amigo
Estou a iniciar o fecho de um ciclo.
Este ano será o último de uma viagem
num total de aproximadamente 12 anos.
Está bem assim.
Um filme desenrola-se numa acção
em narrativa às vezes incerta,
por vezes surpreendente,
e muitas vezes incompreendida.
Faz parte.
Lembras-te quando jogávamos à bola,
e o menino que era o dono da bola,
ia lanchar a sua casinha e levava consigo o esférico?
Lá se acabava o jogo.
Nunca gostámos lá muito dele.
Com razão.
Por isso
Vou deixar tudo como está.
As paredes estão intactas.
Está na hora de fazer as malas e partir.
Levo comigo uma história bonita
Que hei-de contar aos teus netos.
Vou-te dando notícias mas vai-te preparando...
Chegou a hora
Publicada por
João Gil
à(s)
8:13 da tarde
terça-feira, abril 18, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
Na estrada

Foto: Vasco Gil
Vemo-nos por aí:
20 Abril, Ala dos Namorados (& Rui Veloso), Coliseu de Lisboa
24 Abril, Filarmónica Gil, Santiago do Cacém
2 Maio, Filarmónica Gil, Barcelos
25 Maio, Filarmónica Gil, Vidigueira
1 Julho, Filarmónica Gil, Mealhada
12 Agosto, Filarmónica Gil, Ansião
13 Agosto, Filarmónica Gil, Batalha
14 Agosto, Filarmónica Gil, Amora
15 Agosto, Filarmónica Gil, Mortágua
17 Agosto, Filarmónica Gil, Estoril – Du’Art Garden
19 Agosto, Filarmónica Gil, Penafiel
26 Agosto, Filarmónica Gil, Pico
4 Setembro, Filarmónica Gil, Palmela
10 Novembro, Filarmónica Gil, Angra do Heroísmo*
11 Novembro, Filarmónica Gil, Ponta Delgada*
* Concerto acústico.
Publicada por
Baggio
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11:23 da tarde
"Eles" quem?

Estimadissimo
Dispersos vão os nossos dias
Dispersos, caminhamos nós.
Camuflado pelos óculos de sol
que nem gato escondido
esperava a minha vez pelo pão quentinho e,
imaginei:
Ó shô deputado...
Por aqui?
Sim, e olhe ali atrás...
Olha quem é ele, o...
Deixe lá!
Viemos passar férias para o mesmo sítio...
Já não bastava!
Pois...
Já viu a bronca?
Há muita coisa errada entre nós.
Quem ouviremos?
Quem respeitaremos?
Não consigo silenciar.
Amanhã começamos o protesto
Uma semana inteira em que todos os utentes das
auto-estradas e pontes decidem não pagar.
Uma semana em que faltamos à obrigação,
aos nossos deveres de bem comportados.
Não vão multar 2 milhões de eleitores pois não?
Faz-me confusão, a desactivação da consciência cívica.
Faz-me confusão que a participação se resuma a um voto
de quatro em quatro, em que se elegem irresponsáveis, como se vê.
O nosso azar é que “eles” têm muita sorte, por sermos assim,
Porque afinal “eles” são a “nossa” projecção.
A imagem do nosso lado mais feio.
Aceita o desabafo meu amigo.
Vejo-te em breve.
Um abraço
Publicada por
João Gil
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2:40 da manhã
quarta-feira, abril 12, 2006
3º volume - a carneirada
Meu querido e estimado amigo
Não digas nada.
Por favor deixa-me chegar lá.
Às vezes o silêncio e a pausa são a melhor resposta às dúvidas.
Apesar de ter suspendido o acto de fumar,
só me apetece a prevaricação de tão almareado estar.
Este discurso hipócrita, esta moralidade importada nem sei de onde, esta directiva europeia mal fundamentada e explicada,
só me deixa perplexo e estupefacto.
Juro-te!
Preocupo-me por ti
pela família
pelos teus amigos que nem sequer conheço
e um pouco por todos enfim...
Não adopto nem aprovo esta inquisição dos bem comportados.
Nesta família sociedade, têm de estar todos sem excepção.
Todos!
Por isso se quiseres fumar só tens de ter algum cuidado:
Não mandes o fumo para cima de mim.
A vida é tua.
Faz dela o que te der na gana.
Não tens de dizer nada.
Não será um decreto ou uma proibição, que fará mudar as mentes, mas sim um maior conhecimento do seu próprio corpo.
Deixa de fumar se achares, mas que seja a tua força a decidir,
no momento e na hora por ti decidida.
Um abraço e... já sabes...
Publicada por
João Gil
à(s)
1:07 da manhã
domingo, abril 09, 2006
2º volume
Mais umas dicas para ti, para o caso de ainda te passar pela cabeça...
Não vás muitas vezes ao estádio da luz
Vai ao estádio de Alvalade que o problema não é teu
Não leias os jornais antes de dormir
Calça uns ténis e corre 100 metros a abrir, ou... 10 apenas
Não devas dinheiro ao estado... ou a ninguém
Traça uma data e comunica aos teus filhos
Pensa que o desejo e o vício podem ser anulados
pela conquista da vitória
Boa sorte!
Publicada por
João Gil
à(s)
1:46 da tarde
sexta-feira, abril 07, 2006
Como deixar de fumar. 1º volume

Meu Amigo
Por opção ou não,
quanto fumo já entrou e saiu
por esta boca que te fala?
Buf!!
Não te escondo o prazer que, afinal, só me complica a vida.
Como se fosse hoje, lembro a primeira vez lá na montanha,
ao inspirar estoicamente umas barbas de milho que me deitaram
por terra, tonto e aos tombos vomitando os pulmões pela boca.
Tunga! Caí...
Depois, fumei estilosamente como um homem durante muitos anos.
Até que, de repente, deixei... pensava convencido.
Tá bem abelha! Tinha dentro de mim a inscrição suprema,
essa pequena informação que jamais me abandonaria.
Sou um viciado!
Sou mesmo.
Que alívio afirmá-lo.
Por isso te digo, vai fazer um ano que...
Suspendi!
Palavra mais cautelosa e humilde.
Quero que te afundes adorado vício.
Sou mais forte que tu... creio... ser.
Até lá, vou-te matando um dia após outro.
Digo-te adeus meu amigo esperando as notícias tuas.
Será que suspendeste?
Sei de algumas técnicas, se quiseres...
O reconhecimento e aceitação da nossa condição,
torna-se fundamental para esta primeira fase
de uma nova vida de ares renovada.
Achas que sou paternalista com este discurso?
Às tantas...
Publicada por
João Gil
à(s)
10:47 da tarde
terça-feira, abril 04, 2006
Onde me sento

Estimado amigo
Tenho outras coisas em mente
Quero lá saber.
Gosto da tua boca
Do teu lábio ligeiramente torto
Das palavras que na sua beira
Pensam dizer e dizem
Entre
Abrem-se
Vejo-te
A boca
Deve por mim beijada ser
Beijado por ti
Quem se deu primeiro?
À morte não deixo
Por mim e por ti
Serás eterna
Como um pequeno beijo
À socapa
Publicada por
João Gil
à(s)
12:09 da manhã
segunda-feira, abril 03, 2006
A orgia dos falhados
Olá João
Creio que venho em boa altura não?
Por um lado, as coisas não estão fáceis,
mas sinto que existe algo em ti
que te deixa secretamente entusiasmado
e empolgado com uma boa luta.
Confessa...
Como eu te compreendo.
Na tua idade, não dispensaria tal prazer.
Já vi que as fofocas não afectam nem alteram a relação
que tens na tua memória.
Acredito que te chateie a manipulação sobre a tua cabeça,
e sintas que te condicionam a liberdade.
Sabes muito bem onde vives.
O teu País tem demasiada mediocridade que torna esse tipo
de jornalismo uma realidade, mas aviso-te que nalguns sítios da
tua Europa, o mesmo acontece, por vezes com mais voracidade.
Essa gente de merda, a que tu te referes, alimenta-se de porcaria e
como calculas, muitos dos teus compatriotas ditos de famosos, vendem o Pai-Mãe-Filhos-gato-cão-o que preciso fôr,
entregando e vendendo toda a sua intimidade, e até a sua alma, numa espécie de terapia de masturbação colectiva.
Só tens de compreender o processo:
Um negócio de bastante lucro onde por conseguinte, vale tudo.
Mas não te preocupes que esta orgia de falhados, dura quase sempre uma semana aproximadamente.
Depois... tudo acaba, eles lavam a consciência num balde de merda e adormecem com facilidade.
Haverá gente honesta no meio disso tudo?
Obviamente, assim como a classe dos taxistas não tem culpa da escumalha que anda na praça.
Como sempre, tens a minha paciência.
Um abraço do teu amigo
Q.
Publicada por
João Gil
à(s)
6:52 da tarde






