domingo, junho 24, 2007










O PSD diz que a Câmara de Lisboa não precisa do Governo...

quarta-feira, junho 20, 2007













Que diabo fazia um rato na justiça?

sábado, junho 16, 2007













Benfica recusa aeroporto na opa

quinta-feira, junho 14, 2007











Uma Polícia Santa e Popular






Agentes de polícia fardados tiravam fotografias a populares no melhor estilo carabinieri, espalhando charme e simpatia pelas ruas de Lisboa

Por fim!

sexta-feira, junho 08, 2007










MARTA FERREIRA, manager dos Xutos e Pontapés faleceu hoje.


O aeroporto da portela em Lisboa não tem um médico de serviço permanente em dias de feriado.

Passou um longo tempo até que chegasse o piquete do I.N.E.M.





Nada podemos fazer para trazer a nossa Marta de volta

Estará sempre entre nós.

domingo, junho 03, 2007











Aí está!

Por cada criança a nascer, 500 euros de redução no I.R.S.

sexta-feira, junho 01, 2007







Quando se é grande, é-se grande toda a vida!


Veja porquê...


http://www.youtube.com/watch?v=pyrMmZ2mkXQ










Devia a banda larga ser gratuita para todos?

quarta-feira, maio 30, 2007












Hugo Chavez, esse grande democrata.

terça-feira, maio 29, 2007










Encontrado o substituto para Jardim.





Dado o crescente e evidente protagonismo de Berardo,
a nossa redacção faz aqui um puro exercício de antecipação.

quinta-feira, maio 24, 2007











Assim fica mais difícil!





A lógica da batota
ou a batata da ota?





É Mario Lino a pessoa que nos vai convencer da melhor opção?

terça-feira, maio 22, 2007













ÉS IDIOTA?

Eis o nome escolhido para a linha de atendimento, que aconselha
os lisboetas a ler o plano dos candidatos para a cidade de Lisboa,
antes de votar.











Antonio Costa convida Paulo Varela Gomes para vereador do bom senso e da cidadania

terça-feira, maio 15, 2007










Inédito


Jornais e televisões de Portugal divulgam as caras dos pedófilos ingleses que estão no allgarve.

quarta-feira, maio 09, 2007












Qual o perfil para ser presidente da Câmara de Lisboa?


Quais as necessidades de Lisboa?
Que opções?

Iniciamos aqui a consulta aos nossos leitores.
Todas as respostas serão publicadas, desde que devidamente assinadas.

segunda-feira, maio 07, 2007













No mundo estranho


Há pessoas que se queixam das crianças nos restaurantes.
Há crianças que desaparecem por incúria dos pais.

quinta-feira, maio 03, 2007











Hoje não saio da Câmara que está muito frio lá fora

quarta-feira, maio 02, 2007











A lei anti-tabaco vai ser testada na Madeira

sábado, abril 28, 2007




A ideia de um salário mínimo Europeu agrada aos Portugueses

PETIÇÃO

MENSAGEM DA RESPONSABILIDADE DA COMISSÃO DE TRABALHADORES
DA COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO.

Petição para que seja reconhecida a especificidade da profissão de bailarino de dança clássica da Companhia Nacional de Bailado, a condição de desgaste rápido e o direito a aposentação no final das suas carreiras, assim como efectivas soluções de reconversão.

Em 2007 comemoram-se os 30 anos da Companhia Nacional de Bailado – a única grande companhia de dança de reportório em Portugal.

Durante estes 30 anos, foi a CNB, sem qualquer dúvida, a estrutura artística, tutelada pelo Estado Português que mais espectáculos realizou por todo o País e que também mais vezes se apresentou no estrangeiro, em representação da Cultura Portuguesa, sempre com inigualável sucesso. Um elevado número de bailarinos desta companhia já contam entre vinte a trinta anos de prestação, na sua grande maioria, ao mais alto nível.
A exigência física e mental a que foram sujeitos durante as suas carreiras, efectuando um Serviço Público ao País e à sua Cultura, é equiparada à alta competição.
A repercussão da prática desta profissão durante tantos anos, é extremamente penalizante para a sua saúde. Estes bailarinos não possuem qualquer tipo de acompanhamento médico especializado. Em todos os países da Europa, com idênticas condições de trabalho, é atribuída uma reforma antecipada aos bailarinos clássicos, entre os quarenta e os quarenta e cinco anos de idade.
Existe uma absoluta necessidade para estes artistas e para a própria CNB, de uma possibilidade de aposentação quando as suas carreiras se aproximam de um final.

Assim as propostas da Comissão de Trabalhadores da CNB são:

- Alteração da actual Lei, para uma reforma a quem possua uma carreira de 25 ou mais anos, com contribuições de valores acrescidos e com possibilidade de retroactividade;
- Para aqueles que seja possível, um efectivo programa de reconversão para actividades condizentes com a sua experiência profissional, nomeadamente o ensino da Dança nas estruturas oficiais existentes e/ou reactivação da Escola da CNB.

A expectativa gerada a esta geração de bailarinos percorre, ao longo dos últimos anos, os programas eleitorais de praticamente todos os grandes partidos políticos.

A elaboração do primeiro projecto de lei reconhecendo a especificidade desta profissão da autoria do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, remonta a 1994. Em 2001 foram aprovadas (mas não regulamentadas) na Assembleia da República as alterações agora propostas. Em 2004, apesar de não ter sido aprovada, alguns partidos, entre os quais o Partido Socialista, votaram favoravelmente estas alterações.

Actualmente, os trabalhadores da CNB, com grande apreensão, vêem-se confrontados com esta preocupante realidade:

- O.P.A.R.T, E.P.E. - nova administração conjunta da CNB e Teatro São Carlos, que constitui a sétima alteração ao estatuto da Companhia e uma proposta de um novo regime laboral para os artistas de espectáculos, que a pretexto de melhorar as condições de outro tipo de artistas vem piorar ou mesmo precarizar as condições de trabalho dos artistas da CNB, criando formas subjectivas de avaliação de “perda de aptidão profissional”, permitindo que durante ou no final das suas carreiras lhes sejam propostas eventuais reconversões ou indignas indemnizações.

Este documento levanta algumas dúvidas e preocupações aos bailarinos da CNB, nomeadamente no que diz respeito ao seu artigo 18.º que regulamenta a reclassificação destes artistas – apesar de, numa reunião com representantes da Companhia Nacional de Bailado, que teve lugar no dia 11 de Abril de 2007, o Sr. Secretário de Estado da Cultura ter afirmado que esta reclassificação não se aplica aos trabalhadores da CNB, a verdade é que em nenhum local deste documento se salvaguarda esta afirmação.

No Artigo 18.º, relativo à reclassificação dos trabalhadores, pode ler-se:

“Se o trabalhador perder superveniente e definitivamente a aptidão para a realização da actividade artística para que foi contratado, por motivo decorrente das características da própria actividade, o empregador deve atribuir-lhe outras funções compatíveis com as suas qualificações profissionais, mesmo que não incluídas no objecto do contrato de trabalho.”

Com base nisto, fica em aberto quem decide acerca da capacidade ou incapacidade de um profissional, abrindo-se assim a decisão de terminar ou reconverter uma carreira à subjectividade de uma pessoa ou grupo de pessoas. Não nos parece que esta seja a forma correcta de terminar ou converter uma carreira. No caso de ter lugar uma reconversão, não encontramos também neste documento nenhuma referência à criação de possibilidades práticas para que essa reconversão se realize.

Logo em seguida, o ponto 2 diz o seguinte: “No caso de o trabalhador não aceitar a reclassificação proposta pelo empregador ou de não existirem outras funções compatíveis com as suas qualificações profissionais, o contrato de trabalho caduca”.
Como se pode ler, ao trabalhador não é dado qualquer tipo de opção uma vez que a não-aceitação leva à caducidade do seu contrato.

Uma vez que entretanto não foi apresentada nenhuma solução para a reconversão, não é salvaguardado nenhum mecanismo para que esta ocorra, nem neste processo nenhum bailarino da CNB ou seu representante sindical (SIARTE) foram ouvidos, podemos antever que a intenção subjacente a esta Proposta de Lei seja a rescisão dos contratos dos bailarinos que se encontram em final de carreira, assim como de todos aqueles que subjectivamente possam ser classificados negativamente na sua prestação profissional.

Como se pode constatar a reconversão só se fará se for possível e a indemnização é feita pelo valor mínimo legal de um mês de salário por cada ano de trabalho.

Quem foram as pessoas que participaram na comissão que efectuou este documento?
Nunca foi revelado. Neste processo foram ouvidos apenas alguns representantes
e agrupamentos de dança fora da CNB e o STE – Sindicado dos Trabalhadores do
Espectáculo.

Isto apesar de a Sra Ministra da Cultura, em Janeiro de 2006, aquando da estreia do bailado D. Quixote, ter prometido perante todos os trabalhadores da CNB que o Ministério da Cultura, em colaboração com outros ministérios, corrigiria a actual Lei para permitir a reforma dos bailarinos da CNB em fim de carreira até ao final de 2006.

Para terminar gostaríamos de salientar que este projecto foi entregue aos jornais mas não aos artistas, às instituições ou ao seu Sindicato. Ao contrário de se resolver um problema que mais cedo ou mais tarde vai ter de ser resolvido, com esta proposta de Projecto Lei fica adiada a resolução deste problema uma vez que as indemnizações não são uma solução nem reconhecem uma carreira com o seu pleno estatuto.

Para que o reconhecimento do valor destes artistas não se resuma a prémios, condecorações presidenciais ou ao papel de meros acompanhantes ao estrangeiro de presidentes e ministros, esta iniciativa visa que um grande grupo de cidadãos interessados na Dança e Cultura portuguesas solicite à Assembleia da República que legisle de modo a proteger e dignificar estes artistas e esta Companhia, que tanto têm contribuído para que a Cultura portuguesa tenha uma verdadeira identidade.

Caso deseje assinar esta Petição,
saiba que poderá fazê-lo a partir de 2 de Maio de 2007 no seguintes locais:
TEATRO CAMÕES e Sede da CNB, na Rua Victor Cordon, a partir de dia 2 de Maio.

sexta-feira, abril 27, 2007




Quase todas as Câmaras de Portugal têm a recolha de lixo em atraso.

quinta-feira, abril 26, 2007




a OPA ao BPI é como um AVC na VCI... um risco!




Depois da exagerada exposição de artistas portugueses no espaço de difusão de rádio e tv neste dia que passou, as autoridades decidiram voltar ao normal já a partir de amanhã.

quarta-feira, abril 25, 2007




25 de Abril

33 anos

Cruxificado

Desaparecido

Procura-se

segunda-feira, abril 23, 2007




OH QUE PENA A PENA PESADA A LE PEN
AO DE LEVE QUE LEVE SÉGOLÈNE... ÊNA!

( a dizer dos zero aos cem )




Polícia coloca biombos na estrada

Para evitar as filas enormes que se formam no sentido contrário ao acidente de viação.

sexta-feira, abril 20, 2007

Maio


2005, Foto: Vasco Gil


Agenda, Maio:

16 - Chamusca
17 - Lisboa: Cinema São Jorge (bilhetes já à venda), 22h
18 - Angra do Heroísmo: Auditório Municipal
19 - Angra do Heroísmo: Auditório Municipal





REVOLUÇÃO

Nas proximas legislativas os Portugueses votarão em deputados e não em partidos.

terça-feira, abril 17, 2007




LÁ ESTÁ!

Um bom 1ª ministro não tem de ser engenheiro.
Pode um engenheiro ser um bom treinador?




" não esquecer que este jornal vive apenas dos títulos, deixando aos leitores
o cargo do respectivo desenvolvimento "

O Provador,
João Gil

domingo, abril 15, 2007




Contribuindo para a riqueza nacional, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Santos
dão notas.

quinta-feira, abril 12, 2007




ÚLTIMA HORA

A oposição procura agora dados que indiciam um comportamento menos correcto,
na altura em que o actual 1º ministro em tenra idade largava a chucha e as fraldas durante as negociações na aquisiçao de um carrinho de arame.

domingo, abril 08, 2007



A guerra dos canudos faz as primeiras baixas.

quarta-feira, abril 04, 2007



Os três clubes mais importantes do futebol Português vão desmantelar as suas claques.

domingo, abril 01, 2007



Já lá vão 50!

Este é o ano em que se assinala o famoso acordo na área da educação que fez mudar Portugal.

sexta-feira, março 30, 2007

Essa gente / Aquela gente


(clicar)


O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente
Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente
.

Ana Hatherly

quarta-feira, março 28, 2007



A RDP decide, em reunião plenária, implementar a cota de 93.2% de passagem de Musica Portuguesa.



Ricardo Araújo Pereira devia exigir direitos de autor pelas imitações grosseiras de si.

terça-feira, março 27, 2007



Adeptos de Salazar mostram a cara e fazem novo partido.

sexta-feira, março 16, 2007

Filarmónica Gil


(clicar)

Letra: João Monge
Fotos: Vasco Gil

terça-feira, março 13, 2007

Já está!!




Espreitem:
aqui.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Agenda Gil & Represas


Foto: Vasco Gil


Próximos concertos:

02/3 - Alcobaça
08/3 - Casino da Figueira da Foz
09/3 - Academia Almadense
19/4 - Pombal
20/4 - Santa Maria da Feira
21/4 - Montijo
22/4 - Baixa da Banheira
05/05 -Sesimbra

Apareçam.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

O primeiro minuto


Foto: Vasco Gil


quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Ponto de rebuçado




Ponto de rebuçado é o single de apresentação. Transgressão, pode ser uma palavra de ordem. Mostrar que estar de bem com a vida, e dizê-lo cantando, é seguramente um "crime" de auto-estima que deve ser cometido. Espalhar a doença e contagiar a Sociedade Portuguesa.

Deixá-la em ponto de rebuçado.


Contra a corrente dos tempos.


Por mão própria


sexta-feira, janeiro 26, 2007

Cosmos


CERN




Querido Amigo

De quando em vez
é vez de quando.
Na explosão do cosmos,
na expansão constante do universo,
Onde estou?
Onde estamos?
O destino é modificado
a cada momento em que se coloca
uma escolha.
Somos os astros,
as partículas vivas cheinhas de átomos
irrequietos e vivos.
Dentro de nós, a água vai-se tornando mais pesada por efeito da gravidade.
Levar-nos-á inevitavelmente à terra
a que tudo devemos.
A fatalidade da regeneração do tempo.
O amor dá-nos a paz.
O amor atrasa o relógio do tempo.
Por isso relativiso tudo


Aprendemos.

Ensina-me

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Nós os assassinos

Estimado amigo

É delicado
emitir opiniões sobre o referendo que aí vem.
Não é assunto que se leve de ânimo leve.
Conheço algumas mulheres que o fizeram,
e nenhuma se mostrou contente com o facto.
Elas dirão por voz própria, se acharem conveniente,
mas no meu entender, existem questões de lei que têm de mudar.
Não faz sentido julgar as mulheres,
mas sim respeitá-las nas suas / nossas decisões,
ainda que a decisão seja filtrada e ajudada pela classe medica.
Também não faz sentido julgar santas as pessoas que defendem com unhas e dentes o contrário,
mesmo com a ajuda da santa sé, que há muito provou ser altamente eficaz noutras ocasiões.
É absolutamente desnecessário, quase culpar de quase assassinos as pessoas como eu.
Não precisamos de lições de vida sobre a importância da própria vida.
As 10 semanas são o mínimo praticado pela maior parte dos países que Portugal tenta perseguir e acompanhar.
A palavra aborto dá-me náuseas e arrepios.
Não ficarei a rir nem a festejar a vitoria da despenalização.
Mas que é preciso fazer algo não tenho dúvida nenhuma.
Uma questão jurídica que importa resolver,
mais do que a questão algo demagógica,
do sim ou não à vida.
Era o que faltava.

Por tudo isto já não consigo ouvir qualquer debate.
Já se esgotaram os argumentos.
Que se ponha a mão na consciência e que no silêncio da intimidade cada um de nós se decida.

Que se ponha fim a toda a hipocrisia que há muito reina em Portugal.

E tu meu amigo já sabes,
estamos aí pró que der e vier.

Um abraço.

Os homens pequeninos




Meu Estimado


Já cheguei da montanha.
Local sagrado
onde mais me encontro.

A pouca neve reflecte o aquecimento geral da terra.
Os americanos e chineses, deveriam assinar os tratados
ambientais.

Chego aqui e dou-me conta da quantidades de mails
de vingança ou de ajuste de contas.
Por serem anónimos, deveriam ser alvos de desprezo geral. Mas, conhecendo um pouco melhor os portugueses, os boatos e as bocas que se multiplicam
na internet, levam-nos a crer que o espírito de vingança,
aliado à inveja dos homens pequeninos de Portugal, tornam factos, aquilo que é apenas medíocre.

Um arquitecto oriundo da Roménia, dizia-me há
uns tempos atrás, que os homens pequeninos,
apresentam sinais evidentes de um certo trauma.
Denunciei imediatamente a minha discórdia.
E ainda lhe disse mais:
Os Portugueses, que agora se apresentam,
demonstram um outro tamanho...
Por isso devemos confiar, nas camadas mais jovens.
Numa outra mentalidade.

Um abraço!
Diz coisas de ti.

terça-feira, janeiro 02, 2007

De chiado em chiado








Ei Ei Ei Meu querido amigo

Deliro...
Este 007 a começar por 2
promete largo de profundis.


Tenho a cabeça às voltas,
ansioso para que ouças
este novo disco da Fil.
Claro que, depois de tanta almoçarada,
de tanto brinde e festas de tão boas,
a cabeça dói um pouco até porque a idade já coiso.
Não gosto da quantidade de SMésses sem cara nem rosto, que espalham afecto por atacado.
Mas ok! Tá certo.
Acho que entendo esta substituição dos antigos cartões de natal.
Facilita bué.
Bom para as telecómes, mau para os cêtêtês.


Os anos ímpares sempre revelaram coisas ao mundo.
Nestes anos assim, as pessoas tendem a apaixonar-se.
Abrem os corações e... lá vai alho!
Os Pais falam mais com os seus filhos,
e os filhos escutam curiosos de olhos esbugalhados.
As mães como sempre, estão.
Os poetas começam novos ciclos de criação
nunca vistos ou cantados.
Alguém inventa um instrumento que sirva
para perpetuar a primavera.
Todos declaram ao mundo o seu incondicional melhor.
É assim nestes anos a acabar em 7.
Corremos ao alcance do pôr do sol
e vem logo outro dia ainda melhor.

É em anos assim que nos tornamos leves de tanto
cinzentismo ultra patriótico.
Gosto de andar de chiado em chiado.
Volta e meia lá te vejo descendo degraus e degraus e
degraus até ao rio.

Ontem tive uma ideia

Imaginei o Tejo cheio de vida.
Cais de estacionamento por todo o lado.
Barcos de todo o tipo, levavam as pessoas
a restaurantes em Alcochete ou a Cascais,
A nova exposição de fotografia,
inaugurava o museu do mar da palha.
Havia sinalização e bóias de marcação,
que asseguravam a protecção dos navegantes.
Até uma procissão eu vi.

Era a Lisboa do rio.
Achas que vai ser este o ano de mudança?

Vem aí um bom ano.
Não duvides.

AH... vais-te passar!
Gravamos um dueto com a Mónica Ferraz.
Ela é impressionante.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O Olhar de Cristo

Meu Querido Amigo

Espero que te encontres bem de saúde.
Será que já neva por aí?
Hoje é dia de lareira, de netos e de filhos.
Aquela dor, já te passou?

Sabes quando alguém te olha para dentro da alma?
Incomoda bastante...
Pois, lembrei-me dum quadro, cujos olhos de bondade
na minha altura mínima de metro e meio, seguia os passos para além do Seu, meu alcance.
Tinha um coração à vista para que não houvesse dúvida alguma.
Sagrado Coração de Jesus, Seu nome.
Sempre me intrigou o olhar de Cristo.
Fosse como fosse, todos os dias passava por ele e Dele
a sua bênção diária teria como protecção.
Assim me foi catequizado.
O tempo passou como não quer a coisa
fazendo-se de parvo e de mouco,
até aos dias de hoje está claro.
Meu Pai que diria:
- Abrevia meu filho abrevia...
Portanto, anos volvidos,
reflicto no olhos de Cristo a duvida se aquele olhar dirigia a Sua compaixão mais para os que sofrem dos que habitualmente aos pecadores como eu...

Transformando e actualizando esta questão exótica que me aflige numa politizada inflexão que me alivia,
pergunto:
A civilização ocidental e cristã vê ou não pelos olhos de Cristo, e se vê, é justo colocar:
Qual o Olhar de Cristo que mais lhe convém?
Ajudar a equilibrar e tornar o planeta mais justo,
ou desculpar-se e auto perdoar-se usando a prescrição que decorre da perda da sua memoria sem qualquer tipo de penitência?

Diria que aquele Cristo que no meu quarto me seguia,
Se assemelhava mais ao trinitá depois de tomar um banho após a travessia do rio colorado, do que um homem nascido e assassinado do médio oriente.
Creio que às vezes até lhe imito o olhar,
as raparigas gostam...

Um abraço para ti meu amigo,
Não te irrites com os gritos dos miúdos.
Faz parte.
Feliz Bacalhau.

terça-feira, dezembro 19, 2006

O jardim das arvores pequeninas

Meu estimado amigo

As tuas ainda são mais brancas que as minhas embora
o pessoal não te conheça por aí além.
Sempre admirei Mr. Kofi Annan.
Tranquilo, calmo, ponderado, calmo, seguro.
Nos últimos dias, enquanto Secretário Geral da nossa bóia ONU, toca de se colocar distante e acusador dos EUA.
Nessa matéria e como sabes, há muito que andávamos por cá.
Quantos sapos foi obrigado a engolir durante todo este tempo?

Imagino sempre um jardim cheio de árvores pequeninas,
podadas pela manhã de geada por um sabio cérebro retirado das lides e,
nessa paz encontra a passadeira eterna da memoria colectiva... pequenina.

Para ele o nosso abraço.

Faxa de gaja

Aqui posto de comando da cidade de Lisboa:

- O Natal cá vai e o Verão ainda
- O Benfas fiqueia mas o Porto é que porteia
- O acontece amor e o sexo saxeia
- A Filar inda filargilava, quando a Ala se me abalou
logo o Trovante trovanteou
- O sol soleia e a lua também
. O frio frieia mas a neve não
- Apito que vai à frente mexerica duas vezes
- Sócrates floresce porque sabe desertificar
- O presidente emociona-se, tudo volta ao normal

Portugueses:
Em casa ficai.
Bacalhau comei
As prendas que prendam os prendados
e tudo o mais que se aprouver,
mas atenção:
Não exagerem nos doces!
A faxa de gaja tem limites e nós também.
Boas Festas aqui deste que do mato vos fala.

Muitas propriedades e um beijinho para a Deolinda.

sábado, dezembro 09, 2006

Ser Vedor

Há uns anos atrás estava aqui o je and friends em pleno verão
no Algarve quando, passeando em campo árido com destino traçado a deserto, vimos um senhor de certa idade, barba branca, chapéu de palha e cara estorricada por anos de sol ao sol...
Era um Vedor.
Fazendo prospecção do petróleo mais valioso do Algarve que é a água, usava uma varinha feita de um ramo.
Andou, andou e andou até que a varinha deu sinal de vida, embora remota de Marte.
Éramos uma data deles de boca aberta, ao todo, um montão de labregos no assunto.
Queríamos testar as nossas capacidades de bruxo... enfim.
Nada, nada e nada até que, deixe lá ver...
A varinha chegou-se à minha mão rindo para mim.
Deu uma volta, outra e outras daria para espanto de todos os
invejosos presentes.
O senhor sorriu-me como um colono acabado de chegar à terra prometida e eu descobriria ali a minha Califórnia.
Bons tempos.

Bom, esse tempo passou, passou e tornou a passar
até ao dia em que precisaria de saber com mais exactidão, se haveria água por baixo de mim e claro, esburacar alguns milhões de anos em camadas de terra em busca do tão almejado lençol.
Tinha marcado encontro com um senhor de alguma idade, sem saber se de chapéu também...
Desta vez um pêndulo de relógio seria o instrumento usado... e deixe cá ver:
Andei, andei e tornei a andar e,
Tau!
A força do animal enfurecido que nem besta,
levantou-se tão determinado, eriçou-se e rompeu
o ar ao ponto de vincar as minhas mãos que teimosamente resistiram ao quase sangue.
Água! Gritei.
Foi a minha vez de sorrir que nem bandido perante o cofre profanado.
Nesse dia, duas coisas pensei:
Por menos, muita gente ardera em fogueiras de lenha verde.
Nunca pensara ter artes de Vedor.

E tu meu estimado , que tudo vês, observas e analisas...
Já tentaste a tua sorte?



Paul Fusco

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Redacçao: O Natal

O Natal é uma seca.
O Natal já teve melhores dias.
Comprar e vender,
vender e comprar.
Os velhinhos escolhem o Natal
para morrer em família,
lá saberão das razões.
Os putos não se importam e com razão.
Quando as famílias são divertidas,
um tipo diverte-se, até para desenguiçar dos casamentos e funerais.
É quando vejo o anúncio da Coca-Cola,
que me lembro da versão americana do Pai Natal.
A neblina ao longe... a criança que olha para o lado
de lá da montra de uma loja ou da lareira acesa
de uma família aparentemente feliz.
Do Natal, safa-se o bacalhau, as couves
e o prazer imenso de juntar uma família à mesa.
Ganha a taça quem não oferecer nenhuma prenda,
e não se sinta por isso culpado.
Há sempre muito boas e correctas razões para adorar o Deus Menino, que a mim, por exemplo, fez cantar noite fora pelas ruas da minha cidade Covilhã, quando a neve dava os primeiros sinais da sua vida curta e gelada.
Lindo!
Mas... confesso-te meu estimadíssimo,
Já odiava o carnaval,
mas pelos vistos... antecipou-se.


Uma decoração

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Dia santo na loja

Por aqui é feriado, estimado amigo.

Hoje o diferendo discute-se
na sede própria da 2ª circular.
Estou convocado.

Entretanto foi recolhido para analise,
O teste Papal.
Mais uma semana ou duas e saberemos o resultado.

Da minha parte, finalizo as misturas e a produção
do nosso evangelho segundo da Filarmónica.
Vendas Novas forever!

Isto para te dizer que a poeira cai devagar.
O horizonte vai ficando à vista.
O tempo está sempre a nosso favor.
Sempre!
Gosto de compreender as coisas
Tal como tu.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Papa teste 2

Mergulhe-se o Papa numa tina cheia de provocações aos muçulmanos.
Peça-se no entanto a tolerância dos moderados

Retire-se o Papa
Deixe-se secar

Introduza-se de novo o mesmo Papa numa tina de laicos plenos de tolerância.
Peça-se no entanto a opinião de Bush que, entretanto falou com Deus.
Dois minutos após, pergunte-se ao próprio que provavelmente dirá algo como:
Mal interpretado, apenas citei palavras de...
Se a luzinha acender no verde...
Sim senhor!
Pode a Turquia ser mais um dos euros.

Com tanta coisa assim,
creio que devíamos turistar por um
dos mais sedutores Países.

A Turquia

Papa teste 1

Ó meu estimado
Sei que deves estar a jantar.
Nem te queria incomodar, mas...
Tu não achas que a visita do Papa à Turquia
é ou não,
um teste tão simples como:

A Turquia entra ou não na CEE?

Vamos ver

Vitor Jara/ Deus/ Pinochet/ Bush

Foi um dia de estranho medo.
Lembras-te meu amigo?
Quando soubemos da queda do regime
democrata de Salvador Allende... desolados.
A resistência até ao fim.
A morte.
Depois, veio a noticia da prisão de muita gente.
O encarceramento num estádio de futebol.
Foi terrível e chocante saber da tortura sobre Vítor Jara.
Nunca nos esqueceremos.
O tempo passou, passou,
até ao dia de hoje em que me encontro,
e ouço em noticia de ultima hora:
Augusto Pinochet foi detido.
Não me ponho aos saltos
por pudor que a distância provoca,
nem com sorrisos tardios de tão tarde
e só agora... que a morte o espreita já a seguir.
Triste fico porque as mãos de Vítor Jara,
por este bandido foram silenciadas.

A puta que o pariu.

Desculpa-me a linguagem mas não me
chega a educação cristã,
até porque desta maneira,
Deus... vai existindo.

Ou então, a derrota de Bush começa a fazer bons estragos.


Alguma coisa tem de ser.


sexta-feira, novembro 24, 2006

Ar de vogue

Tirei as botas, o relógio, o cachucho, o portátil.
A coisa não apitou.
Estava de regresso às terras do nosso majestoso...

Gil... J...
005
O Q. Tem sempre razão.
Às vezes é bom ser insolente.
Como um cheiro intenso que apesar da provocação,
se transforma numa suave companhia.
Inebriante e tranquilo.
Por isso, qualquer suspeita sobre mim seria imaginação.
Ao passear o meu ar ensaiado de director
da Vogue...
Jamais seria descoberto.



Lá está meu querido amigo.
Desopilei daqui como mandam as regras da boa
sanidade, quando se pode, a bem de ver.
Ir e voltar.
Fantástico é mesmo entrar em casa e gostar disso mesmo.
Um guerreiro volta ao acampamento para sarar as feridas
do desencontro das setas desviadas pelo vento acidental.
Algo misterioso, sei.
Afasto-me nós um pouco e logo nos vejo.
Estranhos, nós, os do fado mas não fadistas.
As horas do tempo bem que nos tramaram.
Tomaram conta de tudo, levaram-nos.
Encontrei por lá Portugueses que não precisam de votação nem de medalhas para serem úteis ao Planeta.

Londres e Lisboa

O que há de comum?

Nós, enquanto cá e lá estivermos.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ao vivo



Esta noite, às 22h, no Olga Cadaval, em Sintra.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Vai de embute

Meu estimado amigo
Como vais?

Ouvi as ultimas do mundo
pela voz inconfundível de Sena Santos no podcast assinado por ele mesmo.
Se já lhe seguia o rasto quando na antena 1,
Agora saúdo a sua aparição em terras de aqui.
Um mestre.

É então que me ocorre o artigo de M.S.Tavares
no passado Expresso, onde o autor, diga-se com total razão, indignado pela cobardia do autor anónimo da calunia de suposto plágio, decide colocar os blogues à luz da mesma verdade:
É tudo mau.

Se pensasse o mesmo diria por linhas direitas que,
à razão de Sena Santos, todas as edições em podcast,
são todas sem excepção igualmente muito boas!

Por vezes, todos nós , toldados pela verdade que nos assiste, erguemos a espada e....
Vai de embute!

segunda-feira, novembro 13, 2006

Pandemia afectiva

Pode ser que tu me ajudes
estimado amigo meu

Duas semanitas atrás, fui ver um concerto
no grande auditório da fundação Gulbenkian,
e esta noite, fui um dos contemplados no ritual de
Mr. Jarrett no CCB

Se no primeiro, o público presente mostrou estar perfeitamente dentro e silenciosamente interessado,
no segundo caso, o publico apresentou-se algo
desconfortável e desconfiado pela desconfiança
do artista Jarrett marcado pela experiência abisbílica
que foi o desconcerto do coliseu antigo no tempo em que se podia fumar.

Por fim um final feliz.
Um grande pianista e um público absolutamente fantástico, que se pudesse nem sequer respirava, tal o incomodo...

Ficou provado que a doença de que enfermam os Portugueses é normal e afinal de contas, solidária e afectiva...
Quando um Português assobia, forma-se um coro.
Quando alguém tosse, aparece logo um parceiro que diz:
- Não Não! Aqui quem tosse sou eu, e por aí fora..
Finalmente entendo o fenómeno:
A tosse é uma espécie de nervoso miudinho que aparece na intimidade do silêncio.
Em suma, somos um todo em que tudo se pega e transmite.
Fazemos questão e na decisão da denuncia do incómodo dizemos todos:

Ai de quem tossir!

Quando era pequenito lutava por um lugar no pódio da escola.
Ganhava quem chegava mais longe.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Tanks

Hoje é um grande dia para a humanidade.
O inicio da derrota da administração Bush.

VIVA!

terça-feira, novembro 07, 2006

Vou ali e ja venho

Estimado amigo

Cheguei há pouco do Chico no Coliseu de Lisboa.
Digo-te:
Inteligência pura.
Em cada texto cantado, desenrola-se uma trama enorme
em apenas 2 ou 3 minutos no máximo.
Sem repetições ou aproveitamentos até à náusea
de refrões do universo pop, é um fenómeno contra uma
corrente de tempos basicamente básicos, e atenção que não disse o inacreditável:
“ adoro esse Pais maravilhoso “
A minha vénia amigo Chico.

O homem Sadam pode ser tudo aquilo
de que é acusado e ainda mais,
um filho da puta acabado do mais refinado,
um agente a soldo e armado pelo mesmo ocidente
que o condena e mata agora.
As democracias lavam assim as suas consciências,
num rio de água suja pelo lixo americano.
Como não defendo a pena de morte,
faz-me confusão, ser confundido sem sucesso,
por uma condenação sem timing, por um tribunal aparentemente civil.
Não convence.
Como é que se digere, os sucessivos bombardeamentos,
com base em provas infundadas?

Vou ali e já venho.

Um abraço

quinta-feira, novembro 02, 2006

PREC

Ih há quanto tempo...

Tenho saudades de uma boa discussão.
O pessoal anda um pouco amorfo ou é
só impressão minha?
É claro que sabe muito bem questionar as opções de Fernando neste dia de Santos.
Mas... só isso?

Entretanto as notícias chegam tristes:
Fabricas encerradas, acidentes, doenças, perigos ambientais, ignorância, atraso, gente retrógrada.

Por isso ocorreu-me que irias gostar deste poema
que a Fil vai interpretar à sua maneira neste próximo CD.
O poema leva-nos a um novo PREC- período razoavelmente estúpido e comum.

ESTA GENTE/ ESSA GENTE

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente


Ana Hatherly



Um abraço meu querido amigo.
Aguenta-te à bronca.

quinta-feira, outubro 26, 2006

O entretenimento e a aprendizagem

O programa dos Grandes Portugueses
é um momento de pantufa no sofá Nacional.

Duvido totalmente destes processos de aprendizagem
que nem telescola, pretensiosa, e que afinal,
esconde apenas mais um negociozito de chamadas.
A democracia participativa
com valor de chamada mais o IVA


Já se sabe como é:

Sempre que abre o mercado de compra e venda,
os responsáveis da programação vão comprar os sucessos que fizeram ou podem
fazer sucesso.

Portanto está decretada a hora de discutir o nosso passado,
por imposição e desejo de decalcar o que vem de fora,
neste caso de Inglaterra.

Bora lá então:

Salazar,
Como é?
Foi bom?
Foi mau?

Ah?
Não se ouve nada.

Uma vez em directo no show do Herman,
levei com esse numero do branqueamento praticado
e homogeneizado pelo Prof. Saraiva.

Eu voto em Jorge que é mecânico, que teve o feito histórico de conquistar a admiração incondicional de seu filho Manuel.

domingo, outubro 22, 2006

Pepe Kamonica

Sim, de acordo com Paul Auster.
A inutilidade da arte é um facto indiscutível.
Para quê afinal?

A chuva cai agora forte e feio nos parapeitos
de Lisboa.
De ontem para hoje
o nível das águas do Tejo
subiu um pouco.

Não chega observar?
Existir é por si um facto de arte.
Comer e dormir para sonhar.

Um dia destes apareceu o Pepe Kamonica.
Soube que ele andou pelas prisões Israelitas.
Por equívocos vários, foi interrogado e torturado.
Acabou desidratado e quase morto, abandonado numa praia Marroquina.
Nesta manhã , assim que liguei o telemóvel, tinha uma SMS vinda de Xangai.
“ Não tive escolha, aguarda noticias, não te preocupes,
o costume... um abraço. Kam “

Que raio de coisa ele anda por lá a fazer?

sábado, outubro 21, 2006

Estadios de alma















Ainda por terras beirãs,
no trilho de vestígios
e nos caminhos do conhecimento,
registei para ti esta pelingra meu caro Prof. Quase.
Vês?
Também o povo quer ser esclarecido.
Dois trincos?
Dois avançados?
Um losango de ataque?
O Alqueva como imagem de fundo
à hotelaria, restauração e turismo golfista?
Os lucros do sector financeiro, desmesurados
e obesos, ostentando-se perante a nossa dieta forçada?
Somente a falta de comunicação do poder para justificar
os grandes investimentos que aí vêm?


















Olha, volto à cidade e entre várias,
para me deixar levar nas asas do pássaro de fogo
no teatro azul de Lisboa.
A propósito, quando é que os governos, olham para
os bailarinos que sofrem do mesmo desgaste
brutal dos futebolistas, actuando em estádios de alma bem diferentes?

Vamos falando.
Um abraço

sexta-feira, outubro 20, 2006

Vendas Novas

Meu Estimado Amigo

Será que tu conheces quem conheça
o dirigente autarca de Vendas Novas?
Que povo este tão delicado e subtil,
vive e trabalha por aí?
Vou engordando pacatamente,
à velocidade da simpatia local.
Tramado é o que é!

Insisto no tema porque os entusiastas da velha bifana,
não deslargam da ideia.
Têm fome...
Imagina o quanto seria bom para a terra,
um festival anual da bifana.
Delegações vindas de todo Pais,
expondo o seu melhor nesta
matéria tão sensível que é a real bifana.
A nobreza de um papo-seco,
a heresia de um picante à margem
da mostarda que adelgaça o intestino
tornando-o num passe-vite,
a dentada precipitada que arrisca a ferida na bochecha
pela avidez da gula nacional,
as televisões famintas, os turistas e o povo todo debruçado à limpeza de nódoas.
Tudo isso e muito mais.


Por favor!!!
Apresentem-me o senhor.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Dia 1

7.30

O cornetim acorda-me em sobressalto.
Não deixo de sorrir... inevitável.
Imaginei-me a chegar de saco enorme...
Um feijão verde.
Já não ferrei mais.
Andei por ali entre memorias alheias e filmes de outros.
Levantei-me e fui correr.

8.30

Atravesso a vila em passo tranquilo.
Nem vivalma.
Apenas o militar de vigia, armado de “ a bola” em punho, distraído pelas guerras das 4 linhas.
Ataquei!

10.00

Pequenoalmoço furiosamente à procura de resquícios da laranja perdida.
Uma espécie de Harpic.
Ao menos, os canos ficam limpos.

10.30

Um café, os jornais com a bola incluída,
que também sou pessoa de patente.
Ninguem me conhece...
Perfeito!

11.00

Começamos a gravação.
A construção de um edifício,
tem de começar por algum lado.
A coisa soa bem.
Estamos felizes.


13.30

Chega a sopinha de legumes e a respectiva bifana.
Não podia ser melhor.
Um café e um cigarro que imaginei ter fumado,
ali mesmo, como se fosse o segundo após o primeiro,
e por aí fora.
Pensei no meu próprio anonimato.
Já passou.

!4.30

Tau!
Sempre a dar até estar a dar.
Do melhor!

!9.30

Fim

!9.45

O Benfas e a esperança discreta.

O mundo acabou para mim.
Pelo menos até amanhã.

Até já.