sexta-feira, outubro 07, 2005

Pão prá boca

Eu cá vivo em Lisboa.
Faça sol ou faça chuva:
Vou votar.
Aliás, voto sempre, nem que seja em branco, apesar de, muitas vezes, o meu querido voto ser confundido
com o acto de "vandalizar" o boletim da cruz, ou até de apanhar sol, coisa que me irrita solenemente os pêlos e afins.
Dir-se-á :
- Apanhar gambuzinos é sempre um acto extremamente político!!
Reconheço... mas, caramba!
Vou lá, não?
Dá trabalho, está previsto na Democracia.
Sim, sei, somos poucos, e por isso não existe maneira de expressar a nossa revolta, de evitar o saco
azul da reserva de consciência...
O ostracismo aos inoportunos!!! Gritam!

Mas... com estes ouvidos que a terra há-de comer ouvi da boca do candidato Carmona o seguinte:

- "Eu gosto mais da cidade de Lisboa do que de mim próprio".

Juro que ouvi.

Isto é um dado novo.
É uma declaração de amor.

Venha de onde vier, goste-se ou não, seja de que partido for, direita ou esquerda, é uma declaração de assinalar.

Só que isto foi dito na penumbra da off entrevista.
Na RTPN...

Precisamos de alguém que nos ame.
Que o diga.
Que o demonstre.

Uma visão fiel e verdadeira de um visionário.
Acreditem, mais do que o túnel, precisamos do próprio do Marquês.

Como de pão prá boca.

7 comentários:

L. disse...

Como água pra chocolate?
Nada será suficiente quando o paladar não estã pái virado!
Nem que se diga mil vezes,nem que se demonstre votando,nem que venha da esquerda direita ou da direita torta,nem que venha o marquês,
nem que se ame mais que á propria vida,nem nem,nem nem,
Nem nada sacia a fome da má boca!
Como fel prá..................(sei lá,não me ocorre)?

Baggio disse...

Nisso estou de acordo com o Carmona: eu também gosto muito mais de Lisboa do que dele próprio!!

A.P. disse...

Concordo plenamente... Nem que seja para votar em branco, para mostrar que não nos identificamos com nenhuma das opções que nos apresentam, para mostrar o nosso descontentamento. O voto é uma arma que a Democracia nos deu (e que nos foi, por sua vez, dada por homens e mulheres corajosos que lutaram pela Liberdade deles e de todas as gerações que vieram e que neste momento cada vez mais se esquecem do que a palavra significa e a tomam por garantida).
Eu votarei sempre que me for humanamente possível. E vocês?

M disse...

É evidente que o amor próprio do Carmona está em baixo, é enxovalhado pelo Homem que gosta mais dele próprio que qualquer outra pessoa e que tem uma gaja boa ao lado e que despreza tudo porque anda com o seu ego em alta!
Mas discreto é o Ribeiro telles esse sim ama a cidade quase mais que ele próprio, nem é candidato mas pode votar-se nele por portas travessas é o que me vale a mim e a outros tantos.

muguele disse...

Para além dessa afirmação, no mínimo ridícula, já tinhamos sido informados que as músicas preferidas dos candidatos eram canções sobre Lisboa.
Podem-me passar os atestados que quiserem, mas não sejam tão óbvios. Assim torna-se muito dificil fingir que acredito.
Até o coeficiente de "papalvice" tem de ter um limite. Ouviram senhores consultores de imagem?
(Ou julgavam que eram os candidatos que inventavam estas coisas?)

um estranho disse...

Pois eu cá amo Lisboa!
Bom fim de semana João.

Bárbara Vale-Frias disse...

Não vivo em Lisboa, pelo que sou isenta na minha opinião: adoro a capital. Não conseguiria viver muito longe dela ;)