sexta-feira, janeiro 20, 2006

O peixe a cana e a sabedoria

Meu querido amigo Quase:
Nunca falámos de eleições,
nunca soube o teu sentido de voto.
Creio aliás que tu nunca votaste em Portugal,
estou errado?

Queria estar no teu lugar,
queria estar em todo o lado e em nenhum,
teria outro tipo de deveres, outro tipo de obrigações.
Não estaria preocupado com assuntos pontuais de cada país,
região, cidade ou clube de esquina.

Nunca teríamos esta necessidade comum, de comprar as coisas
de que necessitamos realmente para sobreviver, e termos de ganhar dinheiro para isso.
De termos de guerrear constantemente por afirmação de identidade ou valores éticos.

Quase:
Ajuda-nos!
Não tens de nos dar o peixe, a cana ou sua aprendizagem,
Dá-nos a compreensão,
Dá-nos a lucidez
Dá-nos a sabedoria

Ensina-nos!

6 comentários:

Sílvia disse...

Já agora, o Quase também me podia ajudar a mim. Ainda não estou absolutamente segura do meu sentido de voto. Nunca me foi tão penoso exercer este direito democrático. Mas lá estarei no Domingo.

blue note disse...

Como eu percebo o Quase... que nunca teve de votar. E quanto ele me lembra alguém...
Mas parece-me claro que temos de votar e em quem.
Apesar de todos os pesares, apesar de todas as campanhas, apesar de...

Transmite ao Quase os meus sinceros cumprimentos.

Mariana Matos disse...

Espero que ao amigo do "Quase" não sirva "qualquer coisa"...

ledeuche disse...

Está soberbo, joão!

um estranho disse...

Bonito João, muito bonito.
Desorientados, sem sequer termos certezas que caminho tomamos, neste momento, por Portugal.

Penso que tudo será mais fácil se pensarmos num voto válido.

beijinho para ti

dadalux disse...
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