sexta-feira, agosto 05, 2005

Verão Quente de 2005

São chocantes as imagens dos incêndios, do povo desesperado, das casas, das terras queimadas, do pânico, das lágrimas, da generosidade e do esforço dos bombeiros.
Retenho na memória o apelo de um senhor que , acusando o governo, a classe política, e disparando em todas as direcções, pede mais força para a Polícia Judiciária para assim "como antigamente" , possa por cobro à " dita mão " criminosa.

Imediatamente em acto contínuo e a quente também, tomado por um sentimento de revolta , sou levado a pensar que a importância de todo o sector de construcção, da indústria das madeiras , são um alvo óbvio de todo o tipo de suspeição, a somar à elevada temperatura e a um misto de impotência de não termos respostas para tudo.

A seguir....pego no jornal "Público", e como de costume , vou à última página ler o comentário de V.P.Valente, e......
Tal como antigamente, lá está o velho hábito que já vem da Monarquia....Os que estão no Poder, escolhem os seus amigos para as empresas Públicas.

E, por sua vez a quente, lá vou eu para a ideia de que o nosso Primeiro Mínistro está a perder a sua grande oportunidade histórica para ser diferente de todos os seus antecessores.
Assim é horrível!
Quando aparecer a palavra Ética no diccionário político Português, começará uma nova era na nossa vida.
Gerações depois, os bodes expiatórios serão outros concerteza.

5 comentários:

um estranho disse...

Tenho esperança que sim.
Não consigo dizer mais nada, por agora.

Petra disse...

Enquanto a corja madeireira e os políticos insitirem numa política de reflorestação (há quem lhe chame investimento a curto prazo e sinto-me tentadíssima a concordar) que passa por plantar mais e mais eucaliptos e outras árvores de crescimento rápido e rentável, enquanto o negócio dos helicópteros e dos aviões for mais importante que o papel que qualquer uma destas máquinas poderia desempenhar em fases iniciais de fogos, vamos ter o mesmo cenário todos os verões, até que não nos reste mais que um deserto à beira mar.
É mais que triste, é aterrador. Mas lá vai dando matéria aos media, lá vão tendo eles fotos dramáticas e estórias de horror para encher noticiários à hora do jantar.
Não amasse eu este país de paixão profunda, apesar de tudo, e já teria fugido há muito.

Cláudia disse...

E não só a palavra Ética faz falta.

É preciso também que apareçam urgentemente palavras e expressões como: Altruísmo, Respeito pelo "outro", Sensibilidade, Atenção, Solidariedade, Disponibilidade...mas não só no plano teórico, como meros conceitos.

É importante que surjam sim, mas na sua dimensão prática e que sejam verdadeiramente assumidos como comportamentos e atitudes habituais e não esporádicas ou excepcionais.

Bom fim de semana... ;)

A.P. disse...

Será assim tão difícil olhar para o lado, ver os bons exemplos e adaptá-los à nossa realidade? Copiamos tanta coisa, tentamos ser iguais aos outros (ditos melhores e mais desenvolvidos que nós) em tanta coisa "fútil" e no que é crucial que copiemos (os bons exemplos)... ficamos parados, não há coragem para assumir os erros e aprender com eles... Não há vontade de mudar...

A.P. disse...

Algo para ler e reflectir...
http://sic.sapo.pt/online/noticias/opiniao/20050804+-+A+industria+dos+incendios.htm