sábado, dezembro 10, 2005

A pesca radical do caranguejo

Como vais?
Caríssimo amigo e radical diário.
O fim de semana conduz invariavelmente a dois registos diferentes:
Por um lado as notícias semanais dão-nos o zoom alargado ao mundo.
As grandes questões, mesmo que fora da nossa mão, estão ao alcance dum golpe de vista. Ajudados ou não, vamos construindo uma ideia ainda que vaga, mas absolutamente necessária, sob pena da atrofia do músculo mental, por ver os seus campos de preocupação estreitados por fronteiras que só a sobrevivência pode ditar.
Por outro, e mesmo que nos demos ao trabalho da leitura, o que origina sempre um esforço adicional, há em nós um estiramento físico do nosso estado mental.
Um certo abandalhamento, uma total desarrumação, uma barba que roça o aspecto fashion picante de sábado em estado febril.


Deixo-te uma proposta para o teu ócio das tardes pós leitura.
Sintonizas o aparelho no discovery, e procuras a pesca radical ao caranguejo gigante nos mares do Alasca.
Sim, é uma aventura a luta daqueles homens no seu ganha-pão, mas o mais excitante para nós espectadores, são as interpretações que os nossos homens nos mares do estúdio se entregam na árdua tarefa da dobragem.
Alucinante!
A vertigem dos timbres.
A vozes expressivas ao extremo.
Tudo tudo muito muito tão tão... eis assim o belo canto da representação.

Lembro-me de uma vez, quando em pleno workshop, na fase da primeira leitura dos textos do Romeu e Julieta, por ausência de um dos actores, fui "obrigado" a ler o personagem Mercúcio... e.... imaginas...

É parecido.

3 comentários:

um estranho disse...

"Um certo abandalhamento, uma total desarrumação, uma barba que roça o aspecto fashion picante de sábado em estado febril". (?)

Estou a beber uma jerupiga daquelas feitas em "casa", ou melhor, na "terra" de alguém, com umas castanhas assadas quentinhas, que ias gostar de certeza. E que ía fazer muito bem a essas coisas todas.

Tambem gosto desse documentário. Gosto de tudo o que meta água.

soniaq disse...

Bons documentários, com pena minha não tenho esse canal, embora seja preferível vê-los legendados, detesto documentários dobrados, se tiverem a voz off, ou lá como se chama, do Eládio Clímaco ou da Ana Zanatti, adoro.

Já à barba digo-te para a fazeres, ou se tem ou não, meio-termo pode parecer demasiado encenado. lol

Lembras-te de mim quando trincas a língua??? Continua a passar por ali que eu gosto, prometo não me estar nas tintas para ti. Outro abraço

loxmen disse...

oi joão,

Claudio de Portimão,hoje dia 10 fiz 28 anos, estive na noite fria e ventosa de verão do 15º aniversario dos grandes Trovante em sagres, era um chavalo, mas que grande concerto...
Adoro o teu trabalho