terça-feira, dezembro 27, 2005

TV laica




Bom dia meu quase diário:


Ah! Ah! Ah!

Nesta "igreja" estatal, muito visitada pelas comunidades
de língua Portuguesa, a fé cristã é espalhada quase diariamente.
Um padre cantor à paisana, que simpaticamente se chama de Borga..., um palácio respeitado que se apelida das Necessidades,
um cemitério que de Prazeres se enterra... enfim, são os mistérios da língua Portuguesa.

Não tenho nada contra a omnipresença do Senhor pela voz daquele simpático também senhor padre, mas não te entendo, ó meu querido estado laico equidistante e justo.

Não te preocupes, nós somos todos uma cambada de carneiros, e andamos cá para ver andar os outros.
Afinal, as escolas primárias não têm audiências que se vejam por aí e além.

Deixa lá.

6 comentários:

nascitura disse...

o Borga foi tema de conversa cá em casa no dia de Natal. realmente é repugnante a falta de coerência deste nosso Estado!

nascitura disse...

e o que continua a interessar ao pessoal é a conversa chocha que por aí se faz...enfim, deixa lá.

Petra disse...

(The revolution will not be televised.)

Dezembro é um mês de merda e parece que NUNCA mais acaba. Ligar a televisão antes de meados de Janeiro é como rodar a faca que nos espetaram na perna. E tenho quase a certeza que é de serrilha, a p*ta da faca.
O nosso estado é laico? Desde quando? É preciso tirar mais que umas cruzes da parede para eu acreditar isso. Não é e nunca foi. Pelo andar da carruagem nunca vai ser.
Boas entradas, João. Que 2006 seja o ano da Filarmónica e o teu também.
beijinho

alfinete de peito disse...

Põe a mão na mão do meu Senhor, na Galileia la la la.

Temos dito.

Maria disse...

"Os costumes são a hipocrisia de uma nação" - Honoré de Balzac

O nosso Estado é verdadeiramente laico, senão vejamos: aos Domingos de manhã e dias santos temos, na televisão pública, a eucaristia católica, sem que exista qualquer tempo de antena digno de expressão de outras religiões;
temos os feriados religiosos;
os crucifxos nas escolas; presenças protocolares dos mais altos representantes da Igreja Católica em cerimónias oficiais, sem que se façam representar quaisquer outras religiões;
temos o Pe Borga;
enfim, se isto não é ser laico...

A.na disse...

Oh,este meu querido Estado
que dista igualmente entre
o Leigo e o Apertado...Justinho Justinho como a sua escassa estreiteza de espirito.
Deixa lá...
morreriamos á míngua
se não fosse a Necessidade dos
Prazeres de uma boa Borga!

Língua tão certeira
esta nossa.