quarta-feira, janeiro 25, 2006

Delicadamente a oriente

Estimado e delicado:

Como vão as coisas Quase?
Sei que ouves sem que te sintas obrigado a responder.
É tão difícil que alguém nos ouça... apenas.
Não! Não me queixo.
Quero apenas que saibas o quanto aprecio essa tua maneira de me ouvires, sem que venha daí uma interferência ou julgamento.
Confio-me a ti.

Lembrei-me de te falar dum comportamento exemplar,
que dificilmente, a não ser por pânico geral, terá espaço entre nós.
Se fores a Tóquio, verás que todas as pessoas que têm sinais de gripe ou constipações virais de estirpes variadas,
identificam-se e protegem os demais, usando máscaras brancas,
anulando ao máximo o contágio normal transmitido por via aérea.
Nas ruas, nos autocarros, no metro, nas empresas ou em casa,
as pessoas respeitam-se a esse ponto.

Achas que um dia faremos tal?
Entrarias num táxi, cujo condutor tivesse uma máscara sem que
concluísses que tu correrias algum perigo?

Aqui entre nós, o perigo anda sempre escondido e a céu aberto.

Espero que estejas bem.
Um abraço.



Araki

2 comentários:

nascitura disse...

aqui para os Tugas, usar máscara só se houver de todas as cores e feitios para condizer com o sapatinho e a malinha

um estranho disse...

Acho que sim, que entrava.