segunda-feira, julho 17, 2006

A sombra da noite













Estimado

Estas noites andam quentes
Lisboa fica excitada com estas noites de fulgor
como se os instintos despertassem com a brisa nocturna e luarenta.
Os neurónios cozem durante o dia borbulhando na sua fervura,
queimando as impurezas e as bactérias incómodas e
à noite é que são elas.
Só apetece é comer os cérebros que por aí pululam.
Isto para te dizer que dei comigo no estado puro nipónico,
armado de objectiva acidental de Alfama em Alfama
Descendo degraus e degraus até ao Eugénio de Andrade.
Encanta-me a Lisboa que encobre as mazelas do dia.
Um destes dias vens comigo no acaso casual da descoberta
de que, perdidos é que isto tem graça.
Pago-te um copo
Vá lá!
Anda lá!

3 comentários:

Aleisa disse...

É impossivel ler-te sem que esboce um sorriso...

Não sei o que fazes com as palavras, mas elas ganham vida... ganham cor...

mni disse...

olá João,

noites agradavelmente surpreendentes depois de respectivos dias condizentes!!!

beijo.

ceci disse...

:) com gosto ia a passeios!
Com gosto doce de quem gosta do canto da noite e com ela passeia sussurrando na brisa o quanto é bom ela passar.