domingo, outubro 02, 2005

O outro império

Um dia, hei-de ir a Cabo Verde.
Faz parte de nós.
Nós fazemos parte dele.
É como ir aos Açores.
É como ir à Madeira.
Será?
Bom....

Como de costume, aproveito o vegetanço na viatura,
para colocar em dia a escrita e actualidade relativa, que as rádios nos oferecem.
Acima de tudo a sua voz, a sua companhia.
Já não é mau...
Ouvi uma morna cantada pela Nancy Vieira, acompanhada por um grupo de guitarras de lisboa,
e não vi nenhum choque ou contradição, nem sequer qualquer tipo de aproximação forçada ou imaginária.
Afinal, tudo aquilo que apenas, e somente, a música consegue:
Juntar os Povos.
Mas...aqui há outra coisa....
Será chocante, ou já vos passou pela cabeça, que podíamos ter o mesmo hino?
Já imaginaram que esta realidade pode ser possível, se os dois Povos assim o desejarem?
Não será este um novo tipo de descobrimento?
O não neo-colonialismo.
A aceitação de uma nova europa...o cumprimento dos mares?
Um novo tipo de mensagem?
Se a razão é determinada pelas emoções, como muito recentemente se acredita...por mares de Descartes múltiplos...correctamente navegados, por bravos e tantos oceanos...
diria eu, filósofo de pacotilha, que:
NA MÚSICA, TAL JÁ ACONTECE.
O FADO E A MORNA SÃO PARENTES.


ok?




Ah!
Afinal, o Fado sempre se dançou...
Bem me parecia.

6 comentários:

Ana disse...

Que coincidência. Vou entrar de férias para a próxima semana e vou a cabo verde em meados de outubo. Espero encontrar lá um pouco de nós, um pouco de portugal, juntando a isso a alegria que aquele povo tem de viver, coisa que por vezes nao se sente por aqui... beijo

A.na disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
A.na disse...

Dançou sim...
tantas e tantas vezes,
durante anos fomos dançando...
tempos de leve recordações...
tempos de doces sons...
...meu CANTOLUSO.
Meu abraço
João.

filomena disse...

http://i10.photobucket.com/albums/a138/FilomenaCarreira/CaboVerde.jpg

Coladero
Mornas
Funana
Verão de 1998

filomena disse...

http://i10.photobucket.com/albums/a138/FilomenaCarreira/caboverde2.jpg

http://i10.photobucket.com/albums/a138/FilomenaCarreira/caboverde1.jpg


Pela memória ficaram a magestosidade das montanhas e o encanto de vales, verdadeiros oásis numa paisagem predominantemente seca.

Um dia, hei-de voltar a Cabo Verde.

::mari:: disse...

Em cada cantinho de Cabo-Verde vê-se um pouco de Portugal. Também se vê África em Cabo-Verde, aliás, é essa combinação que torna este país tão especial, mas o paralelismo entre CV e Portugal é muito mais evidente... e além disso, respira-se, aceita-se, e ama-se. Antigamente, éramos todos portugueses, depois passámos a ser cabo-verdianos, mas sempre com o coração em Portugal .É interessante andar pelas ruas das vilas cabo-verdianas e ver as semelhanças entre a gentes de lá e as gentes de cá, principalmente gente do interior, gente simples e sorridente. O problema é que nem sempre este sentimento é correspondido porque, graças a uns quantos cabo-verdianos com comportamento “desviado”, todos são enfiados no mesmo saco e a relação que podia ser perfeita entre estes dois povos, acaba por ser corrompida e gravemente afectada.

Mas eu faço uma grande distinção. Basta andar por aquelas ilhas e ver quem é verdadeiramente o cabo-verdiano. É essa cabo-verdiano que eu gostaria que todos tivessem o prazer de conhecer. Viriam o quanto têm em comum afinal.