terça-feira, fevereiro 14, 2006

A cidade do namoro

Caro João

Pondera
São séculos de tradição
Os teu antepassados levaram os costumes
Cruzaram informação genética
Dizes que te sentes leve
Que não te deixas contaminar
Pensa que o povo é soberano
Eles adoram matrafonarem-se
Deixa lá
É a imagem do seu ideal
e quem sabe dualidade sexual não assumida
Desconfia quando ouvires os teus amigos
exercitando a ideia de se acharem o macho

Vai a Veneza
Subtil
Sinuoso
Sensual
Secreto

Compreendo o que te irrita
Mas

Vai por Lisboa ao acaso
Encontras o inesperado
Nada se repete
Uma rua nunca é igual a outra
E vais encontrar
Uma rapariga descalça e leve
Descendo degraus e degraus e degraus
Até ao rio

Namora
Não odeies


Um abraço sem pontuação



Q.

5 comentários:

nascitura disse...

boa onda...Q

Sílvia disse...

Devias ouvir mais o Quase, João. Ele só te dá bons conselhos...
Beijo

um estranho disse...

Olha Quase, eu não gostava lá muito de ti sabes, apenas porque és a voz da contradição.
Mas vou ter que mudar de opinião a teu respeito.

Lyra disse...

Ouve o que o quase te diz. Ouve o que te dizes :)

Norte disse...

Exacto! Namora, não odeies.