quinta-feira, setembro 14, 2006

Filosofia de cordel

Como de costume,
Deus chega sempre a casa antes de mim.
A verdade é que Ele está em todo o lado
como uma esfera cujo centro está aqui ou ali.
Sou a sua sombra, Ele está antes.
O sol chega-Lhe primeiro.
Cá vou andando, Ele já cá andava, digo eu, dizia Ele. Foge-me da mão, Julga.
Eu , tal como Ele, posso estar em todo o lado.
Pela global informação, ou pela exigência da participação colectiva, estamos uns segundos após Ele.
Por isso, seremos a Sua imagem logo após.
O preço do petróleo subiu porque houve
um atentado em Damasco... Ele estava lá... nós soubemos logo a seguir.

A constatação.
A reflexão
A contemplação
A consciência

Tudo


Sempre uns segundos depois.

Mas, se Ele é a projecção do nosso primórdial animal Eu,
que vai da circunferência até ao centro da Nossa esfera a todo o momento,
existindo sempre antes de Nosso Mim...

Quem chegou primeiro?

9 comentários:

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...

Mas que reflexão pertinente. Pensamentos que incomodam, perguntas que importunam.
Gostei

mni disse...

imenso

A. disse...

Contemplação...

"Qualquer dia dispo-o,sento-o sossegado no sofá da minha varanda virado para o mar...roubo-lhe o olhar e o abraço,dou-lhe um beijo e abandono-o."

(Varanda)
________________________

A. disse...

Agora eu...
...o Ovo!!??










...e isto para não repetir
aquelas coisas do costume.
...és assim sim Tio,escreves tão bem que até irritas.

Rosalina disse...

o sol.

Mariana Matos disse...

Ninguém. Chegaram todos ao mesmo tempo. Nunca se chegou a saber quem chegou primeiro.
(bom texto!)

DiOgO disse...

Excelente reflexão, excelente poema. Enquanto alguém é recordado é imortal, porque é um bocadinho de ti. E Ele está sempre onde estás.

Xica disse...

Perdi-me.
Acho q Ele tem chegado atrasado a muitos locais (se é q lá esteve sequer).
Cheguei até aqui porque queria assinar a petição sobre os incêndios. Essa foi sempre a minha oipinião: os terrenos eram incendiados para q lá se pudesse construir (ainda o ano passado presenciei isso mesmo-um pinhal após ter sido queimado foi logo posto à venda). Hoje continua-se a verificar o mesmo, mas não me parece q seja o q tem mais peso-há muita gente a ganhar com o material de combate necessário e os contratos q se fazem com as empresas aeronáuticas tb não são os ideais p que elas trabalhem desinteressadamente.

Pêndulo disse...

Gostei... :-D)))

mais palavras para quê??